Mahou Tias #006 – A Mulher Vermelha

Mahou Tias Logo

Stefani, estava pensativa na escola, nem os ataques de Viviane estavam incomodando. O que fez a loira raquítica se cansar e se calar.

A tarde, Stefani fez seus deveres, ajudou a mãe com a casa, e depois saiu para ir até o mercadinho do avô.

Quando chegou lá, viu Pamela em um dos caixas, passando as compras de uma senhora. Quando a cliente saiu, Stefani se aproximou de Pamela, com o número do celular anotado em um papel, e falou, que queria conversar.

Pamela pegou o papel e Stefani foi ver o avô.

Ele lia um jornal que falava sobre as ultimas ações das Super Mulheres, que era a forma, que a imprensa estava usando para se referir as mulheres coloridas.

Elas tiveram um fim de semana agitado, contiveram torcidas organizadas, ajudaram no resgate de pessoas em uma enchente e impediram o sequestro de uma criança.

Augusto olhou para a neta e falou:

– Vai ficar muito difícil para a policia, se continuarem se opondo a elas. Elas já tem muita aceitação popular.

Stefani pegou o jornal e viu na matéria, fotos de desenhos que crianças faziam das heroínas.

A garota se sentou na frente do avô, suspirou e disse:

– Eu não sei se elas vão conseguir ficar escondidas por muito mais tempo. Tem câmera para tudo quanto é lado!

– Nem só câmeras, mas celulares, elas poderiam ser rastreadas de várias formas. Elas tão mostrando competência. – Falou Augusto.

Os dois começaram a conversar sobre os pais de Stefani, e chegaram a conclusão que a ideia de falar com Pamela era a única. Augusto ofereceu a casa para elas conversarem, mas Stefani preferiu combinar direto com Pamela.

De noite, por volta das 10 e 30, Stefani recebeu uma ligação de Pamela, sugerindo que conversassem em um lugar aberto, como um parque. Mas Stefani tinha outra ideia:

– Olha, tá passando um filme brasileiro que ninguém quer ver, e a sala ta vazia. O pessoal da minha sala está usando para namorar.

Pamela não conseguiu conter o riso, e achou a ideia interessante, afinal, se o pessoal ia para lá, para das uns amassos, quem repararia em duas mulheres conversando.

No dia seguinte, a tarde, Stefani já estava esperando na porta do cinema, quando Pamela chegou. A garota que já tinha comprado as duas entradas, entregou uma a Pamela e foi entrando.

Elas deixaram para entrar pouco antes de começar o filme, assim poderiam pegar os lugares mais afastados dos casais.

Pamela se surpreendeu com a quantidade de duplas ali, com a solene intenção de ignorar o filme para namorar.

Depois de escolherem duas cadeiras mais ao canto, Stefani relatou o que havia acontecido na semana anterior, e a conversa com a mãe.

Pamela não ficou nenhum pouco animada, mas falou para a garota:

– Eu não posso ter raiva da sua mãe por isso, é uma duvida que atormente muitas mulheres… Seu pai me pareceu um homem que não faria algo do tipo, ele é meio tímido.

Stefani concordou a respeito do pai ser tímido, e teve que admitir, que se parece para pensar, ela tinha um certo receio das coisas que poderia ter que fazer para segurar um namorado. E as duplinhas estavam dando várias demonstrações de quais coisas eram, durante o filme.

Pamela olhou para o lado e viu uma Stefani vermelha como tomate, pois algumas fileiras a frente um rapaz estava de pé com as calças abaixadas, sendo chupado por uma garota.

Pamela olhou para traz e viu o lanterninha apenas observando. Quando o homem reparou que estava sendo observado, se aproximou e falou:

– Nem vem me dar bronca, isso é bem melhor que o filme.

– Olha, mas esse não é um cinema prive! – Retrucou Pamela.

– Você realmente veio assistir esse filme? – Perguntou o homem.

A expressão de Pamela entregou que não, e o homem continuou:

– Então, ta te atrapalhando? Você realmente quer irritar essa molecada?

– Esse é um cinema comum, nas outras salas tá passando filmes de Hollywood! E são filmes comerciais! – Tentou argumentar Pamela.

– Olha, isso é normal, sempre que tem um filme assim, isso acontece. E sempre usamos essa sala, justamente por isso. – Explicou o homem.

– Mas e se entrar uma criança? – Questionou Pamela.

– Eu não respeito um pai que queira trazer uma criança para assistir um filme documentário sobre a ditadura. E a classificação deste filme é 14 anos. – Explicou o homem se virando.

O homem desceu, passou pelo lado do casal, e fez sinal de positivo.

Stefani, meio gaguejante perguntou:

– Não tem cheiro de urina?

– Isso vai da higiene do rapaz, mas pela vontade da garota, ele parece bem… Parece tomar banho.

Stefani acabou rindo, e isso fez as duas voltarem para a conversa.

Pamela olhou para a garota, e disse que a melhor coisas a fazer, era ir conversar com a mãe de Stefani, mas isso tinha que ser apenas entre ela e Pamela, Stefani não deveria estar presente, e nem interferir.

Stefani aceito, e quando disse que iria ajeitar, Pamela não permitiu:

– Como vou ganhar o respeito da sua mãe se eu ficar te usando? Eu vou até ela, e eu e ela combinaremos o melhor momento para isso.

Stefani ficou com o coração apertado, mas no fundo, ela sabia que Pamela tinha razão.

As duas resolveram sair mais cego da sala, e puderam ver o lanterninha, observando de perto outro casal que era mais discreto, e não se importava com a presença do homem.

Stefani, estava caminhando sozinha, de volta para casa, quando um homem a agarrou por traz e colocou uma arma na cabeça dela, e se virou para traz, mostrando a garota, para uma mulher negra, com um corpo que aparentava frequentar academias. Ela tinha cabelos e olhos vermelhos, e usava as mesmas roupas das outras mulheres coloridas, só que vermelhas.

A mulher vermelha, tinha o semblante calmo, não aparentava nervosismo algum.

Todos ficaram quietos, apenas se observando, lembrando um duelo de atiradores do velho oeste. De repente, a arma caiu da mão do homem, que só percebeu quando o metal tocou o chão.

Ele largou Stefani e saiu correndo em pânico. A mulher fez sinal para Stefani chegar para o lado, e ao ter o caminho livre, a mulher juntou as duas mãos espalmadas para a frente, e soltou algo que lembrava um jato, de poucos diâmetros, mas capaz de acertar as costas do homem e o fazer rolar por cerca de 20 metros.

Sem fazer mais nada a mulher vermelha, faz sair jatos semelhantes dos pés, e saiu voando com uma velocidade incrível, desaparecendo no céu.

Stefani se sentou no chão para se acalmar e esperar a policia chama-la. Mas tudo o que uma policial feminina fez foi perguntar se ela estava bem.

Stefani chegou em casa, e escutou alguns gemidos na cozinha, e quando entrou, viu a mãe e Pamela abraçadas.

Continua…

Commentários do Facebook

Comentários