Mahou Tias #007 – A Briga

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Stefani, ficou calada ao ver as duas abraçadas. Quando a mãe da garota percebeu a presença da filha, ela olhou para a garota, que viu lagrimas nos olhos da mãe. Pamela também chorando olhou para Stefani.

Por dentro, Stefani suspirou aliviada. Seria demais para ela ver a mãe interessada em outra mulher, ainda mais depois de tudo.

Estela se aproximou da filha e falou:

– Você sempre se mete onde não deveria… Mas outra vez, você acertou.  Pamela e eu precisávamos conversar a sós.

Stefani sorriu e foi abraçada pela mãe. Pamela se aproximou e colocando a mão no ombro da garota falou:

– Eu e sua mãe, conversamos bastante, e conseguimos chegar em um consenso.

– Ela até me deu umas dicas. – Falou Estela ficando vermelha.

– Mãe, informação demais… – Falou Stefani, fazendo as outras duas rirem.

A garota contou sobre o que tinha acontecido quando voltava do cinema. Pamela pediu desculpas por não tela trazido para casa. Estela falou que não era culpa dela e quis saber o que a filha achou da mulher vermelha:

– Sabe, eu achei ela, bem tranquila, eu diria até zen. Eu não sou especialista, mas ela parece dominar os poderes muito bem. – Falou Stefane.

Nesse momento o pai de Stefani chegou, e ficou meio assustado ao ver Pamela com a esposa. Estela colocou o marido a par de tudo incluindo o relato da filha sobre a mulher vermelha.

O homem perdeu a calma, e pegou o telefone para ligar para a policia. Mas a filha o parou, lembrando que ela tinha sido salva. Mas não houve como acalma-lo:

– Mas você só ficou na mira de uma arma por causa dessas mulheres. Se ela não estivesse atrás dele…

– Ela podia ter sido morta ou estuprada. Isso tá acontecendo muito ultimamente. – Falou Estela interrompendo o marido.

O homem puxou uma cadeira e se sentou, sem ter como rebater.

Stefani comentou que viu em um jornal, que o avô lia, que o povo estava abraçando as três. Pamela completou, dizendo que viu outra reportagem, que dizia que a confiança na policia estava caindo.

Todos sabiam que era uma verdade, a população vivia uma crise de segurança, onde as pessoas que tinham medo eram os cidadãos de bem, e não os bandidos.

Stefani estava tendo dificuldades para dormir, não só pelos acontecimentos do dia, mas também por que os gemidos dos pais estavam mais altos do que o normal. Ela sabia que isso tinha haver com as dicas da Pamela.

Ela até pensou em se masturbar, mas quando o fato de o som ser produzido pelos pais vinha a mente, quebrava o animo.

Sem saber muito bem como, ela acordou com o celular despertando.

Depois de tomar banho desceu até a cozinha, e encontrou os pais sorridentes sentados a mesa e falou:

– Bom dia, coelhos!

O pai da garota quase cuspiu o leite na mesa e a mãe respondeu:

– Coelhos? Mas nem foi tão rápido assim…

– Querida isso é coisa de falar para a nossa filha! – Exclamou o marido.

– Tá bom, da próxima vez, eu não falo na sua frente. – Falou Estela rindo.

O homem engoliu o leite de uma única vez e foi até o banheiro, dizendo para Stefani comer rápido que ele a deixaria na escola.

A garota teve muitas dificuldades para tomar o café, pois toda vez que os olhares dela e da mãe se cruzavam, ambas caiam no riso e tinham dificuldade de parar.

O resto da semana correu sem grandes transtornos, até o domingo, que era o dia internacional das mulheres.

As emissoras de TV, sites, rádios e jornais, faziam menção a varias mulheres importantes na história da humanidade, mas as Super Mulheres, eram um assunto que tomava a maior parte das discuções.

As redes sociais estavam fervendo, com pessoas se manifestando a favor as Super Mulheres, e sendo fortemente repreendidas não apenas por machistas, que alias eram poucos, mas principalmente por pessoas contrárias a policia e as instituições de segurança.

Existia um grande número de pessoas que acreditavam, que essas três mulheres eram da policia, e toda essa perseguição não passava de teatro.

No fim daquele domingo, 8, a mãe de Stefani foi até o quarto da filha, e teve uma longa conversa com a garota, tentando explicar mais uma vez, por que era tão importante que ela passasse a frequentar um ginecologista.

Sem saber exatamente por que, Estela ficou surpresa quando a filha concordou, e ainda mais por que ela aceitou ir no médico da mãe.

Então, algumas semanas depois, no dia 8 de abril, Stefani estava na sala de espera do médico, acompanhada da mãe. Ela estava bastante apreensiva, afinal, teria que se mostrar para um homem.

Quando o Dr. Rubens chamou, a garota entrou com a mãe a empurrando pelas costas e se sentou.

O homem percebeu o nervosismo da garota e falou:

– Relaxa, você não tem nada que eu já não tenha visto aos montes.

Se a intenção era acalmar, definitivamente não havia funcionado, Stefani havia ficado mais nervosa ainda. O nervosismo dela era tanto, que o médico estava tendo dificuldades para fazer o exame do toque, já que ela não conseguia relaxar.

O doutor, disse que se ele forçasse a barra poderia machucar a garota e traumatiza-la, e sugeriu uma médica, entregando o contato de uma conhecida, que curiosamente era Jessica, a médica de Pamela.

Estela ligou marcando a consulta de Stefani já no dia seguinte, e pediu desculpas a filha pela situação. A garota disse que era para esquecer, pois agora ela estava mais tranquila.

A noite Augusto e Pamela foram jantar na casa de Stefani, e quando Pamela ouviu Estela contar sobre a reação de Stefani, ela fez uma cara de pena, mas ao mesmo tempo, tinha dificuldades para conter o riso.

No dia seguinte, na escola, agora que o nervosismo do fim das férias havia passado, Viviane estava mais amigável e menos magra, o que dava a garota, um aspecto mais saldável, Já que ela não parecia mais com ossos ensacados em pele.

Durante a aula de educação física, Stefani acabou torcendo o pé, em uma partida de handball, entre as garotas. E foi se sentar em um banco na lateral da quadra.

Ela se sentou do lado de Ricardo, um rapaz, por quem ela tinha simpatia, afinal, ele era tranquilo, quieto e calado, diferente da maioria dos garotos da sala, que eram barulhentos e contavam vantagem demais.

Ricardo não era um cara magro, estava pouca coisa a cima do peso, e não era chegado em esportes, ele era pouca coisa mais alto que Stefani, e tinha cabelos negros, curtos, bem penteados.

Ele estava lendo um livro bem grosso, Stefani perguntou que livro era e ele respondeu que o nome era “Batalhas dos Castelos”.

Stefani já tinha ouvido falar no livro, mas nunca tinha tido a oportunidade de velo, e pelas paginas que espiou, achou interessante, e pergunto:

– Ei Ricardo, será que depois que você terminar de ler, você me empresta?

– Desculpa mas eu não posso emprestar um livro da biblioteca da escola. – Respondeu o rapaz dando uma risada tímida.

– Assim fica mais fácil! – Falou Stefani.

– Você realmente tem uma perna no mundo nerd. Para de lutar e vem pro lado fantástico da força! – Falou Ricardo animado.

Stefani sabia que o rapaz era nerd, e esse era um dos motivos que fazia os outros garotos tirarem o sarro dele. E como ele havia sugerido, ela realmente era meio nerd.

Quando Viviane viu os dois conversando, ela gritou:

– Stefani! Tá fazendo caridade?

Stefani fechou a cara e perguntou:

– Como assim?

– Ué, tá conversando com esse babaca… Vai doar um rim que é menos ruim. – Falou Viviane, fazendo todos rirem.

Stefani ficou brava, olhou para o lado e viu Ricardo, bravo, contar até 10 e depois voltar a ler.

Ricardo e Stefani estavam voltando para a sala juntos, quando foram surpreendidos por Viviane que atacou:

– E ai Ricardo, o que você pensa em conquistar lendo esse livro? Vai fazer um castelo de cartas?

As pessoas em volta riram, Ricardo permaneceu calado e Stefani mandou Viviane parar, o que só piorou as coisas:

– Por que você tá defendendo ele?

– Ele não fez nada pra você fica atacando ele assim! – Reclamou Stefani.

– Ele é um bobão que só fica no canto dele, lendo, escrevendo e desenhando! Pra que defende isso? – Perguntou Viviane apontando para Ricardo.

O rapaz suspirou profundamente e questionou, calmamente:

– Realmente Viviane, se eu sou tão inútil assim para você, por que você fica perdendo seu tempo em falar sobre mim?

A resposta de Ricardo, fez todos pararem e ficarem olhando calados. Viviane ficou sem resposta, e Stefani engatou uma ajuda a Ricardo:

– Eu acho que eu sei, minha mãe fala, que quem desdenha quer comprar.

Todos gritaram “Orra!”, e Viviane virou motivo de chacota o resto da manha.

Na hora da saída, quando Stefani estava indo para o portão, ela sentiu um cutucão no ombro, e quando se virou levou um murro na cara, e caiu. Quando ela teve condições de olhar, viu, de pé na frente dela, Viviane, que disse:

– Vaca! Como você pode me humilhar daquela forma?

– E por que você estava humilhando o Ricardo? – Perguntou Stefani.

– Eu não tava humilhando ele! Eu só estava dando o que ele merecia! – Gritou Viviane.

– Então, eu também não te humilhei, só dei o que você merecia! – Retrucou Stefani se levantando.

Viviane deu outro soco no rosto da garota, só que agora no nariz, o quebrando e fazendo sangrar.

Quando Viviane ia dar outro soco, foi contida por Ricardo, que torceu o braço dela e a derrubou com um golpe de judô.

Como era de se esperar, todos que estavam presentes não paravam de gritar “Briga! Briga! Briga!”, o que atraiu a direção da escola rapidamente.

Quando a diretora viu Stefani com o rosto e a camisa cobertas de sangue, e Viviane no chão, ela gritou:

– Ricardo! O Que você esta fazendo?

– Protegendo a Stefani. – Respondeu o rapaz.

Uma das coordenadoras voltou para a direção, enquanto a diretora gritava com todos.

A coordenadora voltou, puxou a diretora para um canto e mostrou algo em um tablet. Quando terminou de assistir a mulher chamou, Ricardo, Stefani e Viviane para a diretoria.

Quando chegaram lá, a diretora pegou o telefone para ligar para a mãe de Stefani, e quando ela havia terminado de discar, Estela entrou desesperada na sala, seguida por Pamela.

A diretora ficou aliviada, e falou que elas podiam levar a garota para o hospital, pois o problema real era com Viviane.

Continua…

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