Mahou Tias #010 – As Três Profecias

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Otavio correu para pegar o telefone, mas foi impedido pela mulher amarela, que fez um vento forte ficar entre o homem e o aparelho.

Pamela estava chocada, e começando a chorar perguntou:

– Jessica, por que? Por que você nunca me contou?

– Pamela, não faz drama, e eu tinha motivos para te contar? – Falou Jessica, animada.

– Quando a Stefani foi atacada pela de azul, você podia ter me falado. – Falou Pamela, começando a se irritar.

– Nos viemos ver se ela estava bem, ela estava, então pra que isso. – Falou Jessica, começando a ficar seria.

Pamela abaixou a cabeça e perguntou, “Amizade?”, fazendo a mulher amarela ficar comovida.

Ela caminhou até Pamela, colocou a mão no ombro da mulher e se explicou:

– Pamela, não age assim… Se eu fosso contar isso para todas as pacientes que também são amigas, seria difícil controlar esse segredo. Você sabe que eu tenho família.

Quanto o fim da frase chegou aos ouvidos de Pamela, ela deu um pulo, falando mais alto do que pretendia:

– Seu marido é policial!

– Por isso, entende agora? – Questionou Jessica.

A mulher amarela caminhou pela sala, e encontrou um lugar onde podia encarar todos os presentes e começou a falar:

– Eu não sou inimiga de vocês, pelo contrario. Eu não vim chamar a Stefani para o combate, eu vim proibi-la.

Ninguém ali esperava por aquilo, o que fez Jessica rir e continuar:

– Vocês acham mesmo que iriamos deixar uma garota de quase 16 anos enfrentar pessoas que, que se puderem, vão mata-la?

– Então, por que não tiram isso dela? – Perguntou Estela meio aliviada.

– Não da. Mesmo se ela tivesse vomitado na hora que comeu, não ia adiantar. – Explicou Jessica.

– Mas e agora? E a aparência dela? – Perguntou Otavio.

– Uma de nos tem uma chácara, que usamos para treinar. Como a Stefani vai ficar afastada da escola por causa do nariz, podemos leva-la para lá, assim, ela vai treinar com calma, e dominar esse poderes minimamente bem. – Explicou a mulher amarela.

Otavio e Estela se olharam, Augusto encarou a mulher e questionou:

– Quantos vão poder ir com ela?

– Todos, a chácara é grande. – Falou Jessica.

– Todos não. Dois vão dois ficam, se der algo errado… A gente liga para o exercito. – Falou Augusto.

Jessica gostou de saber que eles eram precavidos. E combinaram que Augusto e Pamela acompanhariam Stefani, pois o pai da garota não podia se ausentar do trabalho. E mesmo sem ser dito, Augusto, que articulou tudo, sabia que Estela nunca deixaria Pamela e o marido para traz.

Augusto inventou uma desculpa para os funcionários do mercadinho, e deixou Estela no comando.

Naquele mesmo dia, a noite, Augusto e Pamela, iam até a chácara, com o endereço passado no GPS.

A viagem demorou umas duas horas e meia. Quando eles pegaram uma estrada de terra, já próxima da chácara, o clima ficou pessado, e todos sentiram um arrepio pelo corpo.

Algo ali era muito estranho, varias aves, que no escuro pareciam todas iguais, estavam empoleiradas em tocos, cercas, postes, fios elétricos, ao longo da estrada. Parecia que elas estavam ali para vigia-los.

Quando eles chegaram em uma porteira, viram do outro lado, uma vaca os encarando através do alambrado. Augusto desceu para abrir a tranca, mas foi surpreendido, a vaca havia começado a mexer na tranca com o chifre, a abrindo, e puxando a porteira, também com o chifre.

Augusto voltou para o carros e passou a porteira, porem outra vaca impediu o trajeto.

Enquanto a primeira vaca fechava a porteira, a segunda fazia alguns gestos com a cabeça, e vira de costas para o carro, e saia andando. Ela repetiu isso varias vezes até que Augusto resolveu segui-la.

Stefani achando graça, perguntou se as vacas pareciam robôs. Augusto respondeu que não, e Pamela estava quase quebrando a tela do celular de tanto tentar ligar para Jessica, sem sucesso.

A vaca os levou até um descampado, onde uma garota, parecia ajudar uma égua a dar a luz. Quando os três saíram do carro e se aproximara, a história era outra, a égua, estava morta. A garota fazia carinho na cabeça do corpo do animal, e dizia, que tinha sido um acidente, e ela não precisava se preocupar, os filhotes dela estariam bem.

Depois de mais alguns instantes, a garota se levantou, e era bem bonita, tinha uma aparência de uns 14 anos, negra, com um belo par de seios, cabelos amarrados em um rabo de cavalo, ela também era bem gordinha.

A jovem encarou Stefani e se apresentou:

– Boa noite, me chamo Laura. E é muito bem receber aqueles que acompanham a mestra dos raios.

– Como assim mestra? – Questionou Augusto.

A garota sorriu, e respondeu:

– Todas as que controlam um dos elementos, podem ser chamadas de mestra.

Então, sem aviso algum, um cavalo se colocou atrás de Laura, enfio a cabeça por entre as pernas dela, a levantando e colocando sobre ele. Ela segurou na sela, que era a única coisa preza ao corpo do cavalo, e pediu que a seguissem.

No carro, enquanto seguiam Laura, Pamela estava abraçando a si mesma. Stefani, que agora que podia acender uma lâmpada com a mão, não estava conseguindo achar mais nada absurdo e perguntou:

– Pamela, você tá com tanto frio assim?

– Você viu! O cavalo, veio pegou ela, e ala agiu como se soubesse! Isso é extranho demais.

Stefani pegou uma lâmpada de emergência que o avô sempre deixava no carro, ligou um cabo USB, e a fez acender, para que Pemela visse, mas ela permaneceu calada.

Quando eles chegaram na casa da chácara, ficaram impressionados, era uma casa muito grande, de dois andares. Só a casa devia ter 100 metros de largura, e uns 200 de comprimento.

Laura foi guiando os três por dentro da casa. Primeiro passaram por uma grande varanda com churrasqueira, quatro grandes mesas feitas de troncos de arvore, e belas cadeiras de madeira.

Em seguida, passaram pelo que parecia ser uma cosinha de festas, de onde Laura abriu uma porta que deu para um comprido corredor, que tinha apenas uma outra porta na extremidade oposta.

Quando eles chegaram na frente da porta, Laura bateu na porta e falou:

– Leidi, a mestra dos raios chegou.

Então a fechadura da porta fez um som de desbravamento, Laura abriu a porta e todos entraram.

A sala era um ateliê de estilismo. Uma mesa bem ao lado da porta, exibia uma pilha de tecidos coloridos, das mais variadas categorias, vários manequins, vestiam peças avulsas ou roupas completas.

No fundo da sala, havia uma mesa com materiais de desenho, e um computador, anexa a uma maquina de costura. De pé na frente da mesa, estava uma mulher negra, mosnos musculosa do que Stefani se lembrava do episódio do cinema.

A mulher caminhou lentamente até eles e se apresentou:

– Sejam bem vindos. Meu nome é Leidiane.

– Espera, Leidiane, aquela estilista que acabou de abrir sua rode de lojas? – Perguntou Pamela sem acreditar na possibilidade.

– Sim, sim querida. Eu tenho que admitir, foi um feito. – Respondeu Leidiane corando.

– Eu li a sua trajetória um uma dessas revistas de negócios, mas não lembro qual. Mas é uma história inspiradora. – Falou Augusto coçando a cabeça.

– Desculpa eu não te conheço. – Falou Stefani.

– Eu sei, e não tenho uma apelação muito forte com as jovens. – e olhou para Augusto – Obrigada pelo elogio.

Leidiane se aproximou de Stefani, e pediu desculpas pela negligencia, e pelos problemas que isso causaria.

Stefani respondeu que estava olhando pelo lado bom, pois agora nunca ficaria sem carga no celular.

Leidiane riu, e pediu para que eles ficassem a vontade, que ela teria que terminar alguns trabalhos.

Depois de descarregarem as malas e ajeitarem as coisas nos dois quartos, Stefani, Pamela e Augusto, estavam observando as estrelas na varanda. Laura colocou algumas bolachas e leite sobre a mesa e falou olhando para Stefani:

– Stefani, eu sei das coisas e acho errado guardar. Então, cuidado, não é certo, mas as chances de você perder algo, que pode se tornar precioso são grandes.

A cara de interrogação de Stefani foi muito grande, mas Laura a ignorou, e se voltou para Pamela:

– Você tem sorte Pamela. Poucas pessoas são tão amadas quanto você. Aproveite esse amor, pois parte dele pode se tornar uma agonia.

Pamela ficou branca, mas agora era a vez de Augusto:

– O senhor é forte, esta carregando o mundo nas costas. Mas, quando você caiur, essa fardo vai causar dor as pessoas a sua volta.

Então para a surpresa de Pamela e Stefani, Augusto respondeu:

– Eu sei.

Continua…

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