Mahou Tias #012 – Laura

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Depois que tudo já estava decidido, Jessica, achou melhor que Stefani fosse deitar, pois ela não estava fasendo o repouso que deveria.

Mas a garota não queria, ela queria ter controle sobre os poderes, para parar de lutar com cobertas e toalhas.

Tatiane ergueu a mão e fez a bolha de água aparecer ao redor da cabeça de Stefani. Quando ela viu a cara que todos fizeram falou:

– Melhor assim, sem força bruta.

Jessica ajudou tirando um pouco do ar dos pulmões da garota, até que ela começasse a tombar, e fosse segurada por Leidiane, que a colocou nos braços e levou para o quarto.

Augusto, que limpava os dentes com um palito, ficou impressionado com o trabalho em equipe das três:

– Se vocês jogam duro assim com uma garota recém operada, e sem condições de se defender, fico pensando como tratam os ladrões!

– Bem pior, eu garanto! – Falou Tatiane dando uma risadinha discreta.

Otavio já estava meio desconfortável porque só ele e o sogro estarem ali, sem os maridos ou namorados das outras mulheres, e chamou Augusto para ir dar uma volta e procurar o caseiro.

Augusto viu que não adiantava ficar ali e resolveu acompanhar o genro

Estela ajudou Jessica a tirar a mesa do almoço, enquanto Tatiane usava os poderes para lavar a louça. Pamela ficou com Laura do lado de fora conversando:

– O Que você quis dizer com aquelas coisas Laura? Eu não consigo tirar aquilo da cabeça!

– Já me disseram que é melhor eu ficar quieta se eu falar dessa maneira indireta… Mas… Eu penso que não posso guardar, e também não posso falar diretamente… As pessoas podem mudar o futuro que eu vejo.

– Então não existe certeza no que você disse? – Perguntou Pamela esperançosa.

– Não é certeza até que aconteça. – Respondeu Laura.

Pamela ficou feliz, afinal, seja lá o que fosse, podia não acontecer. Mais aliviada , ela retomou a conversa:

– Desde quando você tem esse dom?

– Desde meus 12 anos, quando eu menstruei pela primeira vez. Eu vi o dia, e como seria a minha morte… Quando acordei, o lençol estava sujo de sangue. – Respondeu Laura.

Pamela ficou pálida, mas Laura a acalmou:

– Calma. No começo foi difícil, mas depois que descobri que podia falar com os animais, consegui entender melhor o motivo.

– Então você realmente fala com os animais? – Questionou Pamela.

– Por que você acha que tinham tantos animais na chegada de vocês aqui? – Questionou Laura descontraidamente.

– E seus pais, como eles encaram isso? – Questionou Pamela.

– Como você viu meu pai já ta meio injuriado disso. Minha mãe me ajudou a entender isso, junto com os animais. Mas pra ela devia ser mais fácil, afinal ela já estava do outro lado. – Respondeu Laura tranquilamente.

Pamela, que ainda não tinha recuperado toda a cor, quase desmaiou. Laura vendo a situação da mulher, explicou:

– Ela morreu quando eu tinha nove anos, em um assalto.

– Por isso você ajuda elas? – Questionou Pamela triste.

– Não. Ajudo porque vi o que vai acontecer se elas não fizerem as coisas da maneira certa. Infelizmente, de uma forma ou de outra, existe sangue no futuro de quem come essas frutas. O que vai mudar, é a quantidade.

Continua…

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