Mahou Tias #023 – O Segredo De Pamela

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Leidiane não parava de disparar bolas de fogo contra os homens do batalhão de choque. Stefani estava suando para proteger as amigas e a si mesma das balas.

Jessica e Tatiane tentavam derrubar os presidiários, já que pelo pátio a fuga parecia ser mais simples.

Por de traz dos soldados do batalhão de choque, que estavam fazendo uma parede de escudos, mais policiais foram chegando, e mais tiros começavam a ser disparados.

Jat foi atingida de raspão por uma bala, que lhe fez um furo em uma das mangas, além de fazer sangrar.

Bolinha entrou em desespero pois tudo o que não precisavam era que a polícia conseguisse uma amostra de sangue. Ela juntou toda a força que tinha, colocou uma mão na direção dos detentos, outra na dos soldados, fazendo sair enormes jatos de água que atingiram em cheio os dois alvos.

As chamas de Leidiane e a água de Tatiane colidiram, criando uma grande quantidade de vapor quente, que passou com facilidade pelos escudos da tropa de choque.

Os prisioneiros, que não tinham nenhuma proteção, foram jogados para traz e caíram uns sobre os outros.

Wind gritou para Faísca disparar raios nas duas direções, e assim ela fez.

Os soldados, que estavam úmidos por causa do vapor, caíram pesadamente sobre seus escudos, deixando os que estavam atrás, atirando, desprotegidos e assustados.

Os detentos, que ainda tentavam se levantar, ficaram inconscientes, amontoados uns sobre os outros.

Wind fez uma rajada de vento empurrar para traz, os soldados que ainda tentavam atirar, o que fez as Supermulheres terem instantes de folga para fugir.

Jat percebeu que bolinha não estava se aguentando em pé e a pegou no colo, saindo em disparada na direção do pátio.

Wind e Faísca saíram correndo atrás das duas, passando por cima dos detentos caídos.

No pátio homens com um tipo de lança improvisada correram na direção de Jat e Bolinha, mas a mulher de vermelho, saltou e voou por cima do muro.

Faísca disparou raios derrubando os lanceiros e foi agarrada por Wind, que também saiu viando por cima do muro.

Uma quantidade incalculável de aves se aproximou das quatro, impedindo que os soldados em terra, e o helicóptero da policia militar, pudessem perceber para onde as mulheres iam.

As redondezas da penitenciaria, eram preenchidas por mata atlântica, e Leidiane encontrou um lugar relativamente plaino para descansarem, e ainda terem a proteção das copas das árvores.

Stefani ficou bastante assustada quando viu Tatiane inconsciente. Jessica verificou as condições da amiga, e constatou que ela estava viva.

Leidiane suspeitou que o desmaio fosse devido ao esforço. Bolinha sempre usava sua bolha de água para sufocar os adversários, não era do costume dela usar rajadas de água.

Enquanto a noite caia, Laura ia atualizando as amigas através do comunicador:

– Vocês fizeram um estrago… Parece que nem todos da polícia sabiam da armadilha no presidio. O policial que estava falando com vocês no galpão, tá muito irritado, ele tá se sentindo usado. – Contou Laura.

As quatro permaneciam caladas, elas não queriam correr o risco de dar pistas de onde estavam para a polícia.

Laura informou, que as mortes na região metropolitana, agora já passavam das mil.

Jessica escutou barulho de folhas sendo pisadas e alguém se aproximando. Quando Leidiane iria atacar, a luz das chamas nas mãos dela, iluminou os rostos de Otavio e Augusto.

Jat questionou Laura, o por que de não terem sido avisadas. A mulher respondeu, que não sabia se a frequência dos comunicadores tinha sido encontrada pela polícia.

Leidiane falou que os homens podiam ter se machucado, mas ninguém deu bola, pois a cena de Otavio abraçando a filha, chamava mais a atenção.

Augusto falou para todas desligarem os comunicadores, e falou:

– Quando a gente ficou sabendo que vocês estavam aqui, agente montou uma base na casa dos pais da Pamela, já que eles moram aqui perto.

Jessica pediu para irem rápido, pois estava começando a ficar preocupada com Tatiane, pois ela ainda não tinha acordado.

Todos foram caminhando por entre as árvores, iluminados pelo luar que passava por entre as copas das árvores.

Quando ele saíram da mata, as Supermulheres, se deram conta que estavam num bairro de periferia, com várias casas humildes grudadas umas as outras.

Algumas coisas ali, tinham uma aparência bem estranha. Apesar da rua ter postes que estavam com lâmpadas, todos estavam apagados. As residências também estavam no escuro.

Eles caminharam rapidamente pela borda da mata, por traz das casas, que não aparentavam ter portas dos fundos. Exceto uma, que era justamente para onde estavam indo.

Quando entraram na casa, Augusto ajudou Jessica a deitar Tatiane sobre um sofá de dois lugares, enquanto uma senhorinha negra, baixa, corcunda, com cabelos que lembrava, a neve de tão brancos, empurrava um copo de água nas mão de Stefani.

O cómodo onde estavam era relativamente grande, tendo um sofá de dois lugares, uma poltrona, uma estante com uma TV de 32 polegadas, uma mesa com quatro cadeiras, fogão, pia e geladeira, além de uma escada bem estreita, que levava para o andar de cima.

Em uma das cadeiras da mesa, estava um senhor também negro, careca, aparentando ser menos corcunda que a mulher. Ele tinha um rádio alimentado por bateria de celular, grudado no ouvido.

Augusto se aproximou do homem, lhe pedindo o rádio e o cabo para carregar. O homem arregalou os olhos até ver Stefani. Ele sorriu e entregou o aparelho o cabo e a tomada adaptadora.

Stefani que também estava cansada, foi colocada na poltrona, com o radinho no colo, o cabo USB ligado ao adaptador de tomada, e os pinos do adaptador enviados em seu nariz.

Agora que estava na carga, o aparelho recuperou a potencia, e reproduziu o som de uma rádio de noticias, permitindo que todos ouvissem claramente.

Stefani se perguntava quem eram aquele senhor e aquela senhora.

Pamela desceu as escadas falando que já tinha ajeitado as camas, e se alguém precisasse podia ir deitar lá.

Otavio, Augusto, Jessica e Leidiane, levaram Tatiane para o andar de cima.

Pamela se aproximou do homem que ainda estava sentado na mesma cadeira, e o viu encarando Stefani, então Pamela o questionou:

– Papai, o que mais tá te chamando a atenção? As noticias ou a nossa tomada improvisada?

– Vo te dize. Já vi muita coisa estranha nesse mundo… Mas essa é a mais maluca. – Respondeu o homem rindo, revelando uma voz rouca e cansada.

Stefani não precisou de mais explicações, ela havia entendido tudo. Pamela era adotada, e o fato de ela ter se tornado garota de programa, era para devolver de alguma forma todo o esforço que eles tinham feito para cria-la.

Stefani, já havia deixado o trabalho de Pamela de lado. Porem agora, a garota passou a respeitar a amiga de uma forma mais intensa, com admiração.

Pamela olhou para Stefani e viu lagrimas escorrendo dos olhos da garota, que retribuiu o olhar com um sorriso intenso, fazendo Pamela corar e também começar a lacrimejar.

Estela desceu do segundo andar, e se aproximou da filha, que se assustou, já que não esperava ver a mãe ali.

A mulher se ajoelhou na frente da filha, apoiou os braços nos joelhos dela, e ficou calada, encarando a garota, com um sorriso no rosto. Stefani retribuiu o sorriso e foi percebendo que estava com sono, e dormiu ali mesmo com a mãe em seus joelhos e o radinho sendo carregado em seu nariz.

Continua…


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