Mahou Tias #044 – A Estrada Para A Batalha

Mahou Tias (Logo sob fundo verde)

Além da Kombi e do caminhão, Leidiane estava guiando seu próprio carro até a chácara, pois pelo menos um veiculo devidamente legalizado, eles deviam ter.

Vagner guiava o caminhão com Vitório a seu lado. Mario dirigia a perua.

Junto de Leidiane iam Tatiane e Jessica. Na Kombi, iam a família de Stefani, a de Ricardo, a de Viviane, Fake, além de Augusto e Pamela.

Do ponto de vista de Stefani, a mãe de Viviane era uma versão adulta da filha, só que com silicone nos peitos. Já o pai da garota tinha seus músculos, mas não era um rato de academia, era mais um magrelo musculoso.

Stefani, com um certo constrangimento, questionou Viviane, falando em seu ouvido:

– De onde seus pais tiraram aquelas roupas de soldados?

– São fantasias que eles usam nas apresentações. – Respondeu a garota sem tentar disfarçar como a amiga.

Stefani ficou espantada, pelas fantasias não serem curtas ou provocantes, elas eram realmente muito parecidas com fardas de soldados.

A preocupação geral era de serem parados por alguma blitz. Vitório havia se preparado para evita-las, traçando uma rota mais longa, porem com menor chances de encontrarem outros policiais.

O carro de Leidiane ia na frente, seguido pela Kombi, e logo atrás o caminhão. Todos os veículos, apesar do frio, iam seguindo o caminho com uma parte de seus vidros abertos, na tentativa de inspirar confiança, em quem quer que eles encontrassem.

Eles acabaram chegando na chácara por volta das seis da manhã do sábado, sem terem passado por dificuldades no caminho.

Ficou combinado que todos dormiriam até as onze da manhã, pois aquele dia poderia ser muito, mas muito longo, e todos precisavam estar preparados para isso.

Eles se organizaram rapidamente, e dormiram. Mario, que havia colocado seu celular para despertar as onze, se levantou e começou a acordar os outros.

Depois que todos se levantaram, a mãe de Viviane ajudou Jessica a preparar um café da manhã bem reforçado, para que o almoço e jantar fossem mais leves, focados em fornecer energia, e não ser pesados.

Depois de comerem, todos fizeram exercícios básicos. Em seguida, Vitório, Mario, Tiago e Vagner, ensinaram técnicas de autodefesa, e deram aulas básicas de estratégia militar.

Eles passaram o resto da tarde treinando formações ofensivas, defensivas, evasivas, e de cobertura, tudo com armas de paintball que tinham sido alugadas.

Eles almoçaram, por volta das 17 e 30. Descansaram um pouco, e retomaram os treinamentos, agora em um ambiente escuro, semelhante ao que provavelmente enfrentariam durante a invasão.

Mesmo com os treinos, os integrantes do grupo ainda eram civis, que estavam sendo consumidos pela ansiedade e nervosismo.

As Mahou Tias faziam as vezes de vilãs, enquanto todos os outros tentavam para-las. Em situações que Ricardo e Viviane se encontravam encurralados, os pais dos respectivos jovens iam em socorro dos filhos, acabando com a formação e estratégia, causando a derrota dos sem poderes.

Ficou claro para Vitório, que eles precisariam de sorte e muita ajuda divina, quando o grupo dos sem poderes, conseguiu encurralar Stefani e Estela se voltou contra seus aliados em socorro da filha.

Depois dos treinos, todos deram uma passada de água no corpo, e jantaram por volta das dez da noite.

As armas estavam na chácara do tal sargento misterioso, e eles só teriam acesso a elas, quando chegassem lá.

Quando estavam se arrumando para sair, Laura avisou que levaria seu cavalo no caminhão. Quando ela falou isso, todos se calaram e olharam para ela com os olhos arregalados, demonstrando que não tinham entendido, então ela explicou:

– Entendam, eu não devo seguir com vocês, preciso conseguir a ajuda dos animais de lá, se eles nos ajudarem teremos uma grande quantidade de aliados.

– Tudo bem, eu pego minha magrela, e te acompanho. – Falou o pai de Laura.

– Pai… Você sabe como os animais são chatos com pessoas de fora da região deles. Se eu quiser a confiança deles, eu tenho que ir sozinha. – Explicou Laura.

O pai de Laura, não gostou, mas não retrucou, pois sabia que não adiantaria, ela daria um jeito de sair sozinha.

Ninguém estava contando com um cavalo na ofensiva. Para que este novo membro coubesse no caminhão, mais coisas tiverem que ser carregadas na Kombi.

Ao todo, eram 20 pessoas, um cachorro e um cavalo, que ocupava o lugar de três pessoas.

Todos se espremeram o máximo possível para otimizar o espaço. Na Kombi, onde normalmente cabiam 12 pessoas, entraram 14 e Fake, na cabine do caminhão três. O cavalo, Laura e os dois restantes, foram no baú.

O carro de Leidiane ficaria na chácara dela, pois a ideia era que pensassem que eles estavam lá, e não em outra cidade, no meio de um combate contra plantas demoníacas.

Eles rodaram por cerca de uma hora, sem contratempos na estrada, até entrarem, em um caminho de terra, que dava acesso as fazendas da região. Ali eles andaram por mais meia hora, até que Laura avisasse no comunicador que iria descer naquele ponto.

Nó baú estavam, além do cavalo e Laura, o pai dela e Vagner. O caseiro abraçou a filha e disse:

– Vê se te cuida… Não vai da um passo maior que a perna.

– Não se preocupe, a mamãe vai estar comigo. – Falou Laura.

– De certa forma é isso que me preocupa… – Retrucou o pai da garota.

Ela sorriu de volta e subiu no cavalo mandando um beijo para o pai. Os que estavam na Kombi e na carroceria do caminhão, não desceram, para que perdessem o menor tempo possível.

Leidiane deu um jeito de colocar a cabeça para fora da janela da Kombi e gritou:

– Usa o comunicador! Qualquer coisa chama!

Laura fez sinal de positivo, e saiu galopando em meio as plantações, que eram dos mais variados itens, exceto algodão.

Eles seguiram por entre as estradas de terra, por mais cinco minutos, até que pararam em uma porteira. Vitório caminhou até ela e a abriu, fazendo sinal para que os veículos passassem.

Depois de passar, os veículos seguiram por mais alguns metros até que chegaram na frente de uma casa escura e mal cuidada, com a grama ao redor bem alta.

A casa tinha um tamanho razoável e era totalmente térrea, e não tinha iluminação alguma.

Leidiane se transformou e fez uma bola de fogo entre as mãos. Ela notou que a porta da frente da casa estava aberta, e que recostando em seu batente havia um senhor atarracado que aparentava estar fardado.

O homem caminhou para fora da casa e falou com uma voz autoritária porem cansada:

– Soldado Jat, apague o fogo ou vai matar a todos nós!

Leidiane obedeceu imediatamente. O homem continuou caminhando na direção deles perguntando:

– Cadê Vitório?

Vitório que estava chegando por de traz da Kombi, entrou no ângulo de visão do velho e falou:

– Estou aqui, meu pai!

Continua…


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