Mahou Tias #046 – A Ofensiva

Mahou Tias (Logo sob fundo verde)

Eles caminhavam pelas estradas de terra, com a lua iluminando seus passos.

Tatiane revelou uma habilidade que havia desenvolvido durante a semana em que ficou afastada. Ela caminhava normalmente e sem esforço, puxava o caminhão e a Kombi, concentrando sua energia no combustível dos veículos, que só precisavam de pessoas controlando a direção para que não batessem ou tombassem.

Essa habilidade acabou sendo um grande benefício para o grupo, pois não precisaram ligar os motores, conseguindo se mover bastante silenciosamente, considerando o número de integrantes.

Além do som de seus passos e das rodas dos veículos sobre a terra, era possível ouvir corujas, morcegos, um galo desorientado, e um carro que se movia, tocando uma musica, que aparentava ser forró, no ultimo volume.

Quando eles deixaram de ouvir a musica, Tibúrcio informou que após a curva para a direita que fariam, eles seguiriam reto, até uma porteira, que teriam que arrombar para passar com os veículos.

Quando eles chegaram na frente da tal porteira, repararam que era uma porteira tradicional, de metal e arame farpado.

Vitório e Mario começaram a vistoriar a porteira em busca de alarmes, porem Tibúrcio tirou um pé de cabra da mochila, arrebentou o cadeado, e em seguida falou:

– O alarme não tá na porteira, eles tem guardas depois daqui.

Quando atravessaram a porteira, todos estavam preparados com armas em punho, e as Mahou Tias tinham seus ataques preparados na ponta dos dedos, exceto Tatiane que puxava os veículos.

Tibúrcio pegou bombas de fumaça e as arremessou no mato na lateral da estrada. Eles escutaram um silvo e o som de algo se arrastando.

Então do meio da mata saíram cerca de dez serpentes grossas e compridas, que tinham olhos vermelhos que lembravam LEDs de eletrônicos, seus corpos eram cobertos por escamas claras e escuras, que pareciam luminosos.

Os estranhos répteis eram bem rápidos, mas um deles não foi o bastante para Tibúrcio, que pegou seu rifle, e quase sem mira atirou entre os olhos de uma das criaturas, que parou de se mexer.

Vitório, Mario, Vagner e Tiago, assim que viram a ação de Tibúrcio, a repetiram, conseguindo derrotar outros quatro répteis.

As cinco serpentes começaram a avançar mais rápido, mas foram sendo abatidas antes que pudessem atacar.

Então mais criaturas começaram a sair da mata, dificultando a contagem, mas eram muitas.

Vitório ordenou que recuassem, mas Tibúrcio impediu:

– Se derem as costas elas vão atacar! E elas saltam longe.

Faísca atirou um raio em uma dar serpentes, que se desviou e saltou na direção da garota. Todos ficaram impressionados com a força e agilidade da besta, pois ele estava a dez metros de Faísca, quando esta atirou. No instante seguinte ela voava na direção de Stefani como um míssil, que ia abrindo a boca para um ataque fatal.

Jat foi rápida em disparar um jato de fogo dentro da boca da cobra, que começou a queimar de dentro para fora.

Viviane, que esteva com Estela na Kombi, estava tremendo e soando frio. Estela tinha as mão no volante sem saber o que fazer. Fake cobria o focinho com as patas enquanto gania de medo.

As serpentes começaram tentar flanquear os membros do grupo. Estela percebeu isso, e se colocou para fora da janela começando a disparar tiros a esmo para impedir a aproximação.

As criaturas passaram a evitar as laterais, porem saltaram na direção dos membros do grupo.

Antes que as serpentes cravassem seus dentes em alguém Jat, lançava um pequeno jato de fogo em suas línguas, tirando a concentração das criaturas.

Uma cobre saltou na direção de Tibúrcio, que conseguiu ter sangue frio o suficiente para não se desviar e dar um tiro perfeito dentro da boca da criatura.

Porem como a serpente já estava voando na direção dele, mesmo morta ela o atingiu o derrubando.

Vagner que estava próximo tentou tirar a cobre de cima de Tibúrcio, mas ele não conseguiu ser rápido, pois segundo ele, a criatura devia pesar mais de 150 Kg, mesmo com uma parte do corpo apoiada no solo.

Então, ao longe na lateral esquerda do grupo, uma luz bege brilhou intensamente, chamando a atenção de todos, inclusive as serpentes.

As criaturas ficaram paradas, algumas foram abatidas, por tiros, fogo ou raios, antes que elas começassem a se mover na direção da luz.

Os militares atiraram na direção da luz, mas nada aconteceu. Tibúrcio ordenou que seguissem, após se levantar com um corte na bochecha.

Tiago se sentiu preocupado por seguirem sem saber o que era a tal luz. Vitório informou que provavelmente aquela luz fosse a manifestação de uma lenda local.

Como todos ficaram interessados, Vitório explicou que a quase sem anos, uma garotinha tinha sido morta por ali, e alguns dizem que ela fica vagando com um lampião que atrai pessoas e espíritos malignos e os destrói:

– Sorte que essa fantasma não é nossa inimiga. – Falou Jessica realmente se sentindo aliviada.

Apesar de tudo, ninguém havia sido mordido, eles tinham apenas escoriações leves. O ferimento mais “grave”, era o de Tibúrcio.

Antes que seguissem, Jessica fez um rápido curativo na bochecha do homem, para que não infeccionasse.

Em seguida, eles continuaram o caminho, até a plantação.

O caminho permaneceu reto até que chegaram um uma cerca de arame farpado, que envolvia as plantas demoníacas. Uma contagem de frente resultou em trinta e cinco fileiras de plantas.

Jat e Wind começaram a voar para contarem quantas plantas haviam em cada fileira. Elas informaram pelos comunicadores que eles teriam que enfrentar um total de 2100 pés de algodão malignos, dispostos em trinta e cinco fileiras com sessenta pés cada.

Wind e Jat deram as mãos começando a girar no ar, disparando rajadas de vento e fogo que se cruzaram, e atingiram i centro da plantação.

Foi como se animais berrassem acordando os que estavam ao redor. Todas as plantas abriram seus olhos, que no escuro pareciam grandes lâmpadas vermelhas, passando a emitir um som grave e continuo “Haaaaaaaaaaaaaaaaa”.

A primeira fileira, que era a mais próxima do grupo, arrancou as raízes da terra, e saltou por cima do arame farpado. Tibúrcio atirou no caule da primeira, porem errou. A bala bateu na planta seguinte que também saltou por sobre a cerca.

Todos tinham atirado, mas nenhuma planta caia. Tibúrcio largou o rifle, pegou o facão, e foi para o corpo-a-planta.

O pé de algodão das traves o recebeu com uma ataque de garras feitas de folhas, que lhe rasgaram a manga da farda, deixando um arranhão no braço. Tibúrcio contra-atacou com um corte em ângulo, certeiro no caule, que não resistiu ao peso da parte de cima da planta e se partiu. Os olhos da planta se apagaram e ela aparentemente morreu.

O sargento gritou a fraqueza das plantas para os outros, que permaneceram atirando.

O primeiro combate de Tibúrcio durou poucos segundos, em seguida Bolinha agarrou Faísca e ambas voaram para o alto.

Bolinha começou a molhar as plantas e Faísca a atirar raios. Porem esse ataque só as retardava.

Jat e Wind só conseguiam incendiar uma planta por vez. Vitório viu o pai derrubar uma segunda planta no facão, e resolveu fazer o mesmo, usando o fuzil como escudo para desviar as garras de folhas.

Os outros três militares, Otavio, os pais de Viviane, o pai de Laura, o pai de Ricardo e Augusto permaneciam atirando.

Pamela que ainda não havia recebido um codinome, tentava se concentrar para controlar as plantas, mas isso só a estava cansando.

A mãe de Ricardo, Estela e Viviane, tiraram algumas caixas de dinamite para fora do caminhão.

Viviane estava muito pálida, ela soava tanto, que parecia ter acabado de dar um mergulho com roupa e tudo.

O pai de Viviane, em um tiro de sorte, acertou uma bala na base do que seria a cabeça da planta, logo abaixo da parte branca. Os olhos dela se apagaram e ela caiu.

Ele gritou o que tinha feito para os outros, que começaram a imita-lo. Antes eles não estavam tendo nenhum acerto, porem agora, a cada cinco tiros, um deles derrubava uma das plantas.

Tibúrcio recuou um pouco para tomar folego, após ter derrubado sete plantas. As duas duplas de Supermulheres perceberam o recuo dele e atacaram duas plantas que estavam prestes a saltar a cerca, uma após a outra.

Somando o espaço que Tibúrcio havia recuado, com o que havia entre a cerca e a próxima planta na frente dele, o sargento tinha vinte metros para tentar um tiro.

Como alguns estavam tendo sucesso, ele reparou onde as balas estavam atingindo as plantas que caiam, se reparar que a planta que estava a sua frente, estava ficando com a boca vermelha, ele pegou a arma e percebeu a boca da planta vermelha. Porem ele já tinha se condicionado a atirar, e não teve tempo de se desviar do feixe de luz vermelha que saiu de dentro da boca da planta.

O sargento foi atingido em cheio, sendo arremessado a dez metros, batendo as contas no para-brisa da Kombi, que se estilhaçou, caindo de cara no chão.

– Pai!!! – Gritou Vitório.

Estela, Viviane e a mãe de Ricardo, berraram horrorizadas se aproximando do homem.

Elas viraram Tibúrcio de barriga para cima. Ele estava com os ossos do rosto e do peito afundados, além de ter vários cortes que estavam sangrando muito.

Elas tentaram de tudo, massagem cardíaca, respiração boca-a-boca, mas Tibúrcio já os tinha deixado.

Continua…


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