Mahou Tias #050 – O Destino De Laura

Mahou Tias (Logo sob fundo verde)

Laura perguntou para Jessica onde ela tinha conseguido o lampião. A garotinha explicou:

– A mulher que fez o papai e a mamãe briga, me fez dormi, quando eu acordei eu tentei pega o lampião pra leva pra casa, mas minha mão passava por dentro… Eu tentei tanto que eu tirei esse lampião de dentro do outro.

Laura ficou confusa pois aquele era um relato muito confuso: “Quem era essa mulher? Ela tinha uma casa? Objetos tinham alma?”, se perguntava Laura.

Jessica viu a estranha expressão no rosto de Laura, e perguntou se tinha feito algo errado. Laura passou a mão na cabeça da criança dizendo que não, porem perguntou:

– Que mulher é essa que te fez dormi?

– É a mulher que ta morando na casa onde eu morava… Eu tenho raiva dela… Ela fez meus pais briga e roubo minha casa… – Falou Jessica começando a chorar.

Laura fez carinho na cabeça da garota e perguntou se a tal mulher era estranha, Jessica respondeu:

– Todo mundo fica velho… Eu não fico velha… E essa mulher fica velha, fica nova, fica velha, depois fica nova outra vez!

Laura não gostou do relato, primeiramente por a garota perceber que as pessoas ficam velhas, e ela não. Isso sugeria que ela havia morrido a muito tempo.

E depois por existir uma mulher que rejuvenesce várias vezes, sem ninguém notar.

Laura pediu para Jessica leva-la para a casa onde a tal mulher morava. A criança relutou, porem depois de alguns carinhos feitos por Laura, a gotinha cedeu.

Laura pegou Jessica no colo e montou no cavalo, que saiu galopando, seguindo as instruções da criança.

Não foram nem cinco minutos de cavalgada até que chegassem na frente da casa, que era um grande sobrado de madeira, com algo que lembrava um pequeno galpão a direita.

Laura sabia que os amigos já estavam em combate, pois dali, era possível escutar os tiros e alguns gritos.

Laura desceu do cavalo, e foi até a porteira que dava acesso ao quintal da casa, abriu e disse ao cavalo que se algo desse errado, ele deveria procurar os outros e levar Jessica até eles.

A garotinha não gostou de se separar de Laura, mas Laura explicou que aquele lugar era perigoso para uma criança, beijou a mão da garota e se dirigiu até o galpão lateral.

Quando passou pela porteira, Laura sentiu algo como um choque percorrer o corpo. Em seguida a atmosfera ficou extremamente pesada, dando muito trabalho para que ela respirasse.

Laura fez uma oração que servia para espantar espíritos ruins, que havia aprendido com a mãe.

Não resolveu, mas amenizou a dificuldade de respirar.

Laura viu um carro parado do lado de fora do galpão, e imaginou que veria outro dentro. Porem ela se enganou, o lugar lembrava uma adega.

Haviam dez barrir colocados em prateleiras que ficavam nas paredes, e uma bancada com equipamentos de laboratório, como balança, tubos de ensaio e afins.

Laura pegou um dos tubos de ensaio e o lavou em uma pia que ficava do lado da bancada. Em seguida, abriu a torneira do barriu mais próximo e encheu vidro.

Ela cheirou, e quando o aroma ferroso de sangue lhe chegou as narinas, largou o tubo que se estilhaçou no chão.

Laura passou ver o que tinha em cada um dos barris, e constatou que todos tinham sangue.

Ela começou a chorar imaginando as atividades macabras que eram feitas com o sangue.

Laura deixou a torneira de todos os barris abertas para que o sangue se derramasse sobre o solo. Ela também encontrou um livro que ensinava a fazer poções, intitulado “Burlando A Natureza – O Poder do Sangue”, e o queimou.

Laura saiu correndo do galpão, e entrou na casa, sem prestar a atenção em nada, apenas procurando alguém.

Ela ouviu barulhos vindos do andar de cima. Laura seguiu o barulha e se deparou com uma mulher loira, que estava de quatro sobre a cama, sendo penetrada por um homem que tinha músculos bem definidos.

Laura ignorou a situação e gritou:

– Bruxa! Seu livro e o sangue eu destruí tudo!

O homem e a mulher, que só perceberam a presença de Laura após seu berro pararam de se mexer e gemer.

A mulher falou com raiva na voz:

– Eu não te dei permissão para entrar! Gorda!

– Eu não sou um vampiro, e você nem pode se atrever a chamar essa casa de sagrada. – Respondeu Laura.

– Você é uma daquelas que acha que transa é errado? – Questionou o homem.

Laura voltou a sentir o ar esmagando os pulmões, e voltou a repetir a oração. A mulher loira percebeu que Laura balbuciava algo e se levantou da cama, caminhou até Laura, e quando ficou a dois passos de distancia da garota, fez o braço ser envolvido por um brilho vermelho, esticou os dedos como se fossem uma faca, e desferiu um golpe certeiro na garganta de Laura.

Quando viu o que tinha acontecido, o homem berrou:

– Pra que isso! E você fez isso com a mão?

– Perdeu… – Disse Laura antes de dar seu ultimo suspiro.

A ultima palavra de Laura fez a mulher tremer de raiva. O homem começou a vestir as causas dizendo:

– Eu não tenho nada a ver com isso! Eu não vou para a cadeia!

Quando o homem passou pela mulher loira, ela fez o brilho de seu braço virar uma lança e atravessou o coração do homem.

Ela se vestiu, tremendo, xingando e amaldiçoando. Só então ela percebei que suas plantas estavam lutando e gritou:

– Vocês até podem derrotar as minhas plantinhas, mas eu vou pegar vocês depois! Feridos e cansados!

Então ela deixou a casa e viu um cavalo parado na porteira. Imaginando que era o cavalo da intrometida, correu até ele e o atravessou com uma lança, assim como tinha feito com o homem.

Jessica que havia desmontado do cavalo quando ouviu Laura gritar, entrou na casa, assim que a mulher loira saiu, sem chamar a atenção dela, e sem perceber a morte do cavalo.

Quando a criança chegou no andar de cima da casa, se deparou com a horrível sena e começou a chorar.

Laura se levantou de dentro de seu corpo falando:

– Você não me obedeceu né?

– Fantasma!!! – Gritou a garotinha,

Continua…


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