Mahou Tias #060 – O Treino De Raquel

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Após receber o segundo livro, Raquel resolvei ir até a sala das poções para limpar a sujeira.

Ela não sabia dizer como seu mestre aguentava entrar ali, pois a sujeira de mais de uma semana, deixava um enorme cheiro de carniça no local.

Depois de limpar, Raquel voltou para seu quarto e começou a ler o novo livro.

O tomo, continha instruções de como usar a energia vermelha, que era chamada de poder das sombras, para criar seres pensantes e obedientes.

Raquel terminou de ler o livro pouco antes do jantar de domingo.

Durante a refeição, no quarto de Raquel, Jorge questionou:

– O que achou do livro?

– Já entendi o que são as suas empregadas de confiança. – Respondeu Raquel.

Jorge sorriu satisfeito e falou:

– São muito uteis essas criaturas, tenho várias delas escondidas na propriedade.

– Quantas delas são cadáveres injetados? – Perguntou Raquel.

– Bem poucas, injetar a energia das sombras em cadáveres, e manter a discrição, é algo bem complicado. O gasto de energia é bem menor, mas a complicação… Não vale a pena. – Respondeu Jorge.

O homem também falou, que no dia seguinte, ela receberia outro livro, que falaria sobre o controle mental avançado. E deu ordens para que ela tentasse criar insetos de energia, obedientes, enquanto o outro livro não chegasse.

A primeira aranha criada por Raquel, ficou parada. A segunda, balançou sobre as patas. A decima deu uma dúzia de passos e não se mexeu mais. A centésima, deu uma volta vertical pelo quarto, e ficou parada esperando mais ordens.

Quando Raquel recebeu o terceiro livro, ela o deixou sobre a mesa de cabeceira, pois antes de lê-lo, ela queria criar uma aranha que executasse uma ação assim que algo acontecesse. Isso ela conseguiu apenas na terça.

Na terça ela ficou sabendo que só faria a plástica, após terminar o treino. Ela perguntou a seu mestre como pagaria a ele pela cirurgia, ele respondeu:

– Me de prazer nas vezes em que eu pedir e estaremos certos. Sendo quem sou, são poucas as mulheres que levo para minha cama.

Raquel não ficou ofendida pelo método de pagamento, ela até ficou satisfeita.

O livro sobre controle mental, era mais complexo, e Raquel levou uma semana na leitura, tendo que lê-lo duas vezes. Alguns dos trechos tiveram que ser lidos três vezes.

Assim que ela terminou a leitura, Jorge a levou até o lugar onde mantinha seus prisioneiros e falou:

– Pratique com esses dois. Depois que terminar, se quiser as almas deles, pode come-las. Lembre-se, quanto mais almas comer, mais forte você fica. Quanto mais jovem uma alma for, mais poder ela te da.

Raquel julgou que aquelas almas lhe renderiam uma boa quantidade de energia, pois os dois prisioneiros, mesmo envelhecidos pelos maus tratos, aparentavam ser jovens, tendo cerca de vinte anos cada.

Raquel estendeu a mão na direção do prisioneiro mais alto, tentando faze-lo se levantar do chão, mas ela não conseguiu nada. Tentou com o mais baixo e também não obteve sucesso.

Ela passou horas tentando, mas só conseguiu arrancar risos dos dois, que duvidavam que pudessem ser controlados.

Raquel se enfureceu e começou a chicotear os dois por entre as grades.

Mais do que as agressões, o chicote de energia deixou os prisioneiros bastante assustados.

Raquel voltou a estender a mão na direção do mais alto, e pode sentir seu medo com as pontas dos dedos. Então através do medo que o homem emanava, ela conseguiu faze-lo se levantar, e começar a agredir o companheiro de prisão.

Então, depois de alguns minutos, ela fez o que estava sendo agredido, virar o agressor o controlando.

Jorge voltou até onde Raquel estava, e a viu alternando o controla sobre um, depois sobre o outro. Ele achou aquilo divertido e se aproximando dela sugeriu:

– Eu pego um e você o outro. Vamos faze-los lutar até a morte.

Raquel gostou da sugestão, e aproveitou que já estava manipulando o mais baixo, deixando o mais alto para seu mestre.

Como em um videogame de luta, cada um controlou seu lutador, sem se importar com seus gritos. No fim o mais alto venceu, após abrir a cabeça do oponente de tanto bate-la na parede.

Jorge se virou para a aluna, e falou satisfeito:

– Ainda tem muito o que aprender.

Continua…


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