Mahou Tias #065 – Na Tribo Oculta

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O cacique se aproximou das duas, que estavam contentes por terem achado o local, e ordenou:

– Na terra de índio, vocês fica como índio.

Tatiane e Viviane não entenderam bem o que o cacique quis dizer. Percebendo isso, o homem tentou explicar:

– Roupa, tira roupa.

Tatiane ficou vermelha e tentou argumentar:

– Me desculpe, mas não estou acostumada a ficar sem roupa na frente de pessoas.

– Terra de índio, regra de índio. Se não pajé não ajuda. – Falou o cacique.

– Por favor entenda, nos não estamos acostumadas, vai nos atrapalha. – Falou Tatiane.

– Sua amiga pensa diferente. – Falou o cacique apontando para onde estava Viviane.

Quando Tatiane olhou, viu Viviane já retirando a calcinha. Ela se aproximou da garota, encostou os lábios em suas orelhas e falou com raiva:

– Sua filha da puta! Você me paga… Vai pagar por isso.

– Você não imaginou que isso ia acontecer? – Questionou Viviane.

Derrotada e constrangida, Tatiane se despiu, olhando em volta para ver a reação dos outros homens da tribo. Para a felicidade dela, eles pareciam não estar tão interessados, já que se concentravam em seus afazeres.

O cacique ordenou que elas ficassem junto de algumas senhoras, que teriam a missão de vigia-las enquanto elas não estivessem com o pajé.

Assim que as duas terminaram de se organizar, o pajé pediu para que ela o seguissem.

Ele foi passando por grandes árvores, e entrando cada vez mais em mata fechada. Porem do nada, eles chegaram ao que parecia ser um pequeno riacho, que com uma olhada mais atenta, mostrou-se uma pequena nascente.

O pajé, que já tinha memorizado o nome das duas, olhou para Tatiane e falou:

– Água sai das pedras. Tatiane vai dar poder da vida pra pedra fazer mais água.

Sem saber como dar sua energia vital para a nascente, Tatiane se sentou no chão, tomando cuidado para proteger suas partes intimas. Porem o pajé falou para ela entrar na água. Tatiane obedeceu, e entrou na água que estava fria, lhe fazendo tremer.

Ele falou que voltaria quando o sol começa-se a se apagar. Então saiu andando e fez sinal para Viviane o seguir.

Mais alguns metros de caminhada, fizeram eles desembocarem na frente da mais alta árvore que Viviane já tinha visto. A árvore também era grossa, e tinha raízes gigantes que estavam cravadas na terra.

O pajé percebeu o espanto de Viviane e falou para a garota:

– Árvore antiga e sabia, viu muita coisa, e sobreviveu a muita coisa. Esse é lugar bom pra ouvir a natureza. Então escuta.

Após falar isto, o pajé saiu andando, deixando Viviane sozinha. A garota se sentou em uma das raízes da árvore tentando entender o que o pajé quis dizer com escutar a natureza.

Tatiane estava até a cintura na nascente, tentando perceber de que ponto das pedras a água saia, enquanto tentava ignorar o frio.

Apesar de já ser inverno, antes de entrar na água, Tatiane não sentia tanto frio, porem ao entrar, a coisa mudou de figura.

O frio estava atrapalhando sua concentração de tal forma, que nem fazer água sair das mãos Tatiane conseguia.

Viviane resolveu ficar quieta, e apesar da dificuldade, tentou não pensar em nada.

Ela escutava e sentia a brisa do vento percorrer seu corpo nu, enquanto tentava se concentrar para entender o que os animais em volta estavam dizendo.

Nada do que ela ouviu fazia muito sentido, pois a maioria dos animais parecia estar preocupada com seus ninhos, alimentação e sobrevivência.

Quando a noite começou a cair o pajé foi até Viviane e a pediu para segui-lo, depois foi até Tatiane, que estava tremendo horrores, e fez o mesmo. Durante o caminho ele falou:

– Mulheres não conseguiram aprender nada. Quando o sol voltar, mulheres vão tentar outra vez.

Tatiane passou a noite tentando se aquecer junto de uma fogueira. Viviane tentava fazer amizade com as índias moças.

Elas tiveram que subir em uma árvore, para conseguir algum sinal, e mandarem SMS, para os que tinham ficado em São Nunca, avisando que estavam bem.

Após dormirem juntas, para se aquecerem, assim que o sol começou raiar, o pajé as acordou, as fez comer, e levou cada uma para o mesmo local do dia anterior, para que agora elas tivessem um dia inteiro para aprender.

Continua…


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