Mahou Tias #072 – O Segredo De Vitorio

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Depois do resgate, Vitório, por ser do comando da polícia, foi levado para um hospital diferente em Campinas. Hospital este, onde os militares poderiam ficar de olho no homem, sem grandes dificuldades.

Vitorio havia perdido muito sangue, e estava tendo que repô-lo.

A maior parte do tempo Vitorio foi interrogado, a respeito das mulheres magicas. A corporação precisava de provas concretas para ligar as mulheres resgatadas, as mulheres que combatiam o crime em São Nunca.

Porem os anos de experiência do homem em colher depoimentos, e interpreta-los, o permitiram mentir bem. Tão bem que mesmo uma ou outra diferença entre seu depoimento e o do resto do pessoal, não eram capazes de fazer os interrogadores acharem que ele mentia.

No coração de Vitorio, o que mais doía, era saber que o corpo do pai estava guardado em alguma gaveta do necrotério, esperando para ser enterrado.

Vitorio foi mantido sob vigilância, mais tempo do que o necessário para sua recuperação, recebendo alta apenas em dois de julho.

Vitorio quis fazer um velório, mas a inteligência da polícia do Estado, queria evitar complicações. Assim, liberaram apenas duas horas para que o corpo de Tibúrcio fosse velado, tudo sob um forte esquema de segurança.

Vitorio ficou parado de pé ao lado do caixão do pai sem dizer nada, apenas lembrando que seu pai havia dito que tinha orgulho dele.

Ele também sentia do pai, pois abandonou o exercito no auge do regime militar, sendo considerado uma vergonha por outros soldados.

Ao lado de Vitorio estava um policial moreno, bem apessoado, cabelo bem feito, e expressão seria, chamado Murilo.

Quando percebeu que ninguém estava olhando, Murilo acariciou a mão de Vitório dizendo baixinho.

– Eu tó aqui, querido.

Vitorio piscou os olhos de maneira lenta. Ele temia que a corporação descobrisse seu romance com Murilo. Muitos na polícia, não viam com bons olhos soldados gays.

Murilo que também trabalhava em São Nunca, foi para campinas, a convite de Vitório para acompanhar o enterro.

O comando da polícia não permitiu que Vitorio avisasse Tiago e os outros, sobre o velório, justamente por causa da desconfiança do comando.

O rápido velório e o enterro, aconteceram no em quatro de julho.

Devido ao envolvimento de Vitorio em toda a confusão, o comando da polícia resolveu mantê-lo em Campinas, fazendo trabalhos internos.

Os dias foram passando, e ninguém desconfiava de Vitorio, pelo contrario, confiavam cada vez mais, que ele não conhecia as mulheres magicas.

Ao mesmo tempo, a criminalidade em São Nunca, que havia diminuído por causa das supermulheres, e do trabalho da polícia, voltou a aumentar.

O suplente de Vitorio, aparentemente estava sendo incapaz de manter as coisas nos eixos. Assim, o comando resolveu recolocar Vitorio no comando da polícia de São Nunca.

Vitorio reassumiu o comando da polícia de São Nunca, em 21 de julho, e foi extremamente bem recebido por seus colegas e subordinados.

Continua…


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