Mahou Tias #092 – A Compra De Augusto

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Enquanto Vagner e Tatiane levaram Stefani para visitar Viviane, Pamela e Jessica preferiram ir embora a pé.

As duas fizeram uma parte do caminho juntas, e depois se separaram.

Pamela ligou para Augusto para avisar que estava chegando em casa. Porem quando atendeu, Augusto falou que não estava em casa, mas disse que já estava indo para lá.

A mulher achou que ele estava no mercadinho, o que seria estranho, pois o mercadinho no domingo, fechava as 14 horas, e já eram mais de 16 e 30.

A intuição de Pamela estava correta, ela chegou no mercadinho em tempo de ver um rapaz mal encarado, segurando uma sacola, entrar no mercadinho por uma pequena porta que estava aberta.

Pamela apressou o passo entrando no mercado, bem no momento em que Augusto pegava a sacola, e entregava um maço de dinheiro para o rapaz, que contou e se dirigiu para a saída.

Assim que o rapaz passou por ela, Pamela se apressou até Augusto perguntando:

– O que você comprou desse maloqueiro?

– Cedo ou tarde você ia descobri… Intuição feminina é uma bosta… – Disse Augusto retirando uma arma de dentro da sacola.

Pamela ficou branca e questionou o que o noivo pretendia com aquilo, ele respondeu:

– Esse Ganu, parece maluco. Ele pode vir atacar meu mercado e ai? E outra, se eu tive perto de vocês até posso ajuda a luta contra ele.

– Mas você não tem poderes, não é capaz de enfrentar ele! – Argumentou Pamela.

– Sem a arma, sou menos capaz ainda. Relaxa que eu pretendo tenta tira porte de arma. Tenho que ve a lei como é que ta. – Explicou o homem.

Pamela ficou desarmada, ela já sabia que quando o noivo usava aquele tom de voz, nada iria mudar a opinião dele. Ela só passou a torcer para que ele não fizesse nenhuma loucura.

Quando Pamela e Augusto chegaram na casa dele, os pais da mulher estavam sentados na sala, sem fazer nada, com TV e rádio desligados.

Augusto ficou bravo dizendo:

– Poxa vocês dois, podem liga a TV, o rádio, o que quiserem!

– A gente não que da gasto. – Disse a mãe de Pamela.

– Vocês são da família! Já expliquei isso! – Disse Augusto com um tom bravo na voz, porem com um estranho sorriso malicioso no rosto.

– É desconfortável pra gente Augusto. – Disse o pai de Pamela.

– Vocês são os pais da minha noiva e tão hospedados aqui, qual o problema? – Questionou Augusto.

– Você sabe o problema… – Falou o pai de Pamela com uma expressão dura.

Augusto deu de ombros e falou:

– De novo, vocês são os pais da Pamela, e tão morando aqui por causa de uma tragédia. Não vejo problemas nisso.

O pai de Pamela revirou os olhos, e dando de ombros, pegou o controle da TV, a ligando.

Pamela estranhou a conversa, mas achando que provavelmente era orgulho masculino, resolveu deixar para lá.

Por volta das seis e trinta, Stefani passou o recado de Viviane pelo comunicador.

Pamela pessoalmente não gostou nada da parte de oferecer mortos como oferenda, pra ela os espíritos da natureza eram bons.

No dia seguinte, Pamela, a pedido de Augusto foi até o cartório para agendar o casamento civil.

O noivo queria apressar o máximo possível a união civil, e mandou Pamela molhar a mão do juiz se fosse necessário.

Quando a mulher ligou para o noivo avisando que só tinham data para dali dois meses, ele fez Pamela pagar para acelerar.

Quando Pamela ofereceu dinheiro para acelerar a data, a atendente foi falar com um dos superiores, e voltou com a data do dia 29 de agosto.

Pamela achou bom, já que aquela era uma segunda 17 de agosto, e pagou a mulher como Augusto havia mandado.

Quando o homem ficou sabendo da data, se mostrou extremamente satisfeito, mesmo que isso lhe tivesse custado mil reais.

Continua…


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