Mahou Tias #105 – O Segundo Abate

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No dia seguinte, Laura informou Viviane, que havia se juntado a mais dois espíritos, para buscarem por Ganu.

São Nunca continuava com o clima fechado, coberta por nuvens densas, que iam escurecendo conforme os dias passavam.

A essa altura, não era só Laura e Viviane que percebiam algo errado, após almoçarem, Augusto e Pamela estavam indo de carro ver um pague que estava sendo reformado, quando escutaram a meteorologista no rádio:

– Sabe, o clima no estado de São Paulo está estranho, várias ondas de umidade estão se dirigindo até a região de São Nunca…

Augusto fechou a cara enquanto a mulher continuava falando, e disse a Pamela:

– Se até a meteorologista já sabe que tem algo errado acontecendo, eu fico com medo do que vai acontecer.

Pamela concordou, mas não falou nada.

A informação passada por Laura, já havia sido transmitida a Vitório, que aparentemente não havia a liberado para a imprensa.

Augusto estacionou o carro, e foi até o paquímetro colocar moedas, para não ser multado.

O parque era um lugar agradável para se fazer caminhadas, mas a prefeitura o estava reformando para construir um espaço que abrigaria lojinhas e restaurantes. Com isso uma parte do parque estava sendo desmatada.

Augusto quis ir ver o lugar, pois estava pensando em abrir um restaurante, do qual Pamela ficaria responsável.

Eles conversaram com um dos membros da construtora que fazia a obra, que mostrou o tamanho aproximado de cada espaço para os restaurantes.

Augusto ficou bastante satisfeito, e enquanto conversava com a esposa, resolveu que deveriam fazer uma caminhada para digerir o almoço.

No entanto, no meio da caminhada, eles escutaram um estrondo e gritos. Eles se apressaram até o local do barulho, e se depararam com Ganu fazendo as árvores destruírem a base das construções, enquanto atirava fogo nos operários.

Pamela correu para entre um conjunto de árvores afastado do local da construção, e se transformou, avisando as outras Mahou Tias, do ocorrido.

Antes de voltar para o local da confusão, ela escutou o som de tiros, se lembrando que o marido tinha uma arma.

Ela voou rapidamente até a construção, em tempo de ver Augusto se desviando de uma rajada de fogo enquanto fazia um disparo, do qual o índio também se desviou.

Adubo aproveitou a distração do oponente e se jogou contra ele, o levando para o solo.

Em seguida se levantou, e fez as árvores dispararem cipós que enrolaram os braços de Ganu.

O índio riu incendiando os cipós, enquanto os arrebentava. No entanto, ele foi surpreendido quando uma bala o atingiu na lateral do rosto.

Adubo não esperava por aquilo, ela sabia que devia ter sido o marido, e saiu correndo na direção de Ganu.

O índio voou, subindo bem para o alto, tentando se recuperar do susto, ele sabia que se não fosse sua resistência, teria morrido.

A mestra das plantas seguiu o oponente tentando o agarrar pelas pernas. Porem ele percebeu e a tentou chutar na cabeça.

Adubo se desviou, subindo com o joelho na direção dos testículos de Ganu, que percebeu e fechou as pernas, prendendo o joelho da mulher.

Os dois começaram a trocar socos no ar, no entanto, o índio acrescentava fogo e gelo a seus golpes, o que fez Adubo cair inconsciente.

Augusto viu a esposa caindo, e foi tentar aparar a queda, sem sucesso, passando a atirar na direção de Ganu.

O índio se irritou com a audácia daquele homem, e desceu, o chutando com violência no rosto.

Augusto caiu, mas no meio da queda disparou na direção do índio, que pela proximidade, acabou se ferindo.

Ganu se irritou, até aquele momento as armas dos homens das cidades não o haviam ferido, mas este velho havia conseguido feri-lo seriamente, no peito.

Ganu sentia dor enquanto respirava, e decidiu que teria que fugir mais uma vez.

Humilhado ele chutou a mão do velho, o fazendo derrubar a arma. Em seguida o agarrou pela gola da blusa, sacando uma faca e cortando sua garganta.

Ele pensou em matar a mulher, mas um raio caiu aos seus pés e percebeu que era melhor ir.

Ele foi para o alto se escondendo entre as nuvens.

Jat e Wind foram atrás dele, porem ouviram Faísca berrar, e foram ajuda-la.

Quando as duas chegaram perto, vira Adubo desmaiada, e a garota gritando pelo avô, que espirrava sangue pela garganta.

Wind horrorizada foi tentar ajudar, mas o homem havia perdido muito sangue.

Um dos operários se aproximou com o celular na mão, já ligando para a emergência.

Wind tentava estancar o sangue, mas não tinha êxito.

Faísca e Adubo, que já havia acordado, se abraçavam, enquanto Jat as tentava consolar.

Quando a SAMU chegou, Augusto já não respirava mais sangue da garganta, e os socorristas constataram sua morte.

Continua…


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