Mahou Tias #113 – O Diluvio De São Nunca

Logo Roza Azulado

Já passavam das 13 horas quando a chuva começou a cair. Viviane, continuava do lado de fora da casa de Leid, sendo banhada pela água.

No entanto, a garota foi percebendo que a chuva realmente não era comum, pois estava extremamente forte.

A impressão que ela tinha, não era de que as gotas caiam, mas sim, de que as gotas estavam sendo atiradas, ela se sentia agredida pela água.

Além dessa agressão, ela sentia um calor, dentro de si, que não sabia explicar.

A chuva não parava de ganhar força. Viviane ficou ao relento por 15 minutos, porém, após isso não aguentou mais, ela estava dolorida pelo impacto da água, se vendo obrigada a entrar.

Ela entrou na sala espalhando água pelo chão. Debora que estava em um canto na sala, se assustou ao ver a filha:

– Filha, você ta toda vermelha! O que aconteceu?!

– É a chuva. O Ganu realmente ta fazendo ela, a água ta caindo com muita força. Eu senti como se a chuva tivesse me batendo.

O pai da garota saiu da casa, mas voltou, instantes depois, todo molhado, dizendo:

– Como você aguento fica tanto tempo na chuva? Ela ta machucando!

– Ela fica mais forte com o passar do tempo. No começo, ela não tava assim. – Explicou Viviane.

Faísca se levantou, mas foi segurada pela mãe, que falou:

– Você não vai sair! Você nem sabe onde o Ganu ta!

Faísca abaixou a cabeça, mas voltou a deitar.

Viviane explicou que estava sentindo uma espécie de calor dentro de si, pedindo para que a deixassem em paz, para descobrir o que era aquilo.

A garota procurou um local tranquilo na casa, o encontrando na lavanderia. La, se sentou no chão e começou a meditar, se concentrando nessa sensação quente.

Enquanto isso na sala, Astolfo pediu licença a Mario, para ligar o aparelho de som, sintonizando na rádio de notícias da TV Rodovia.

Os locutores já narravam, relatos de ouvintes, que davam conta de árvores que caiam, fios elétricos que se soltavam dos postes, transformadores que estouravam, casas e pessoas que eram levadas pela correnteza das águas.

Após cinco minutos ouvindo o rádio, todos os que estavam na sala, mesmo sem poderes, tinham certeza que era obra de Ganu.

Raios começaram a cair, e uma forte ventania, começou a soprar junto da chuva, o que só aumentou a força da água, e passou a mudar a direção da queda das gotas.

Então, ouviu-se barulho de vidro quebrando, e Jat gritando.

Mario subiu até o quarto de hospedes, para encontrar o vidro da janela estilhaçado.

O pai de Ricardo e Vagner, ajudaram a carregar o colchão onde Jat estava deitada para a sala.

A Rádio Rodovia Notícias, relatava, que por causa da chuva, seu helicóptero estava voltando para a base.

As zonas carentes de São Nunca, eram as mais afetadas segundo os próprios moradores da cidade. Favelas inteiras estavam sendo destruídas pela intensidade das águas.

Casas de alvenaria, ainda suportavam, mas barracos de madeira eram destruídos por todos os lugares.

Onde havia barrancos, mesmo as casas de alvenaria estavam sucumbindo.

Um raio caiu, e a energia da casa de Mario desapareceu.

Astolfo foi até uma bolsa que havia trazido, pegou e ligou seu rádio a bateria.

Agora o locutor da Rádio Rodovia, lamentava a queda do helicóptero da emissora.

Não demorou muito, para que os celulares de todas as operadoras ficassem sem serviço.

A Rádio informava, que não sofria com falta de energia, ou de internet e telefonia, pois sua cede não ficava em São Nunca.

No entanto a emissora, não estava mais recebendo relatos de moradores da cidade, apenas de moradores de cidades vizinhas, que ainda não eram atingidas pelo diluvio.

Todos os que estavam na casa de Mario e Leidi, estavam extremamente assustados.

Um dos médicos que estava operando Adubo, saiu do quarto e pediu uma lanterna, pois já estavam acabando.

Ele informou que os órgãos internos dela, haviam sofrido poucos danos.

Mario subiu até o quarto da operação, levando uma lanterna.

O tempo foi passando, e os locutores e locutoras da rádio, já não conseguiam mais esconder a tenção por falta de notícias vindas de São Nunca.

Eles informavam que carros saiam da cidade, em quantidade bem baixa. Mas que eles saiam com a lataria toda amassada e os vidros quebrados, e seus ocupantes, com ferimentos causados pelos estilhaços de vidro e o impacto da água.

Faísca se levantou, e começou a procurar Viviane pela casa.

Estela e Otavio, não se opuseram ao ímpeto da filha, e foram ajuda-la.

Quando encontraram Viviane na lavanderia, ela estava suando, abraçada aos joelhos.

Ela percebeu a chegada de Faísca e seus pais, falando baixinho:

– Não me atrapalhem, to pra acha o Ganu.

Continua…


YouTube:
https://www.youtube.com/channel/UCDs5OHjNzeEDA356Bo4Lkyw

Apoie no Padrim:
http://www.padrim.com.br/tresquartoscego

Pesquisa de Público:
http://goo.gl/forms/6o70pS9aM8

contato@tresquartoscego.com

https://twitter.com/danilosferrari

https://twitter.com/tresquartoscego

https://www.facebook.com/tresquartoscego

https://www.instagram.com/tresquartoscego

http://www.mahoutias.com.br

Parceiros:
http://www.animesphere.com.br/

Commentários do Facebook

Comentários