Mahou Tias #115 – Faísca VS Ganu

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A chuva parecia ter se amansado um pouco, aparentemente, sem a concentração de Ganu, ela perdia parte da violência.

Mesmo assim, a tempestade não dava trégua, a água continuava caindo, o vento soprando, e os raios fazendo barulho e iluminando a escuridão.

Faísca e Ganu estavam parados, olhando um nos olhos do outro, tentando encontrar uma brecha para enganar o outro.

A garota estava rindo por dentro, pois ela havia ganhado seus poderes por acidente, e agora cabia a ela dar cabo da batalha final.

A jovem sentia que estava sendo observada, e olhou em volta procurando alguém, sem encontrar.

Ganu aproveitou a brecha, disparando uma forte rajada de fogo.

Porém, a intensidade da água, fez com que as chamas chegassem bem fracas ao corpo da garota, que apagou o fogo da roupa com facilidade.

O índio se irritou e começou a correr na direção da garota.

Ele espalhava água enquanto corria, pois o escoamento da cobertura, não estava dando conta de dar vasão a tanta água, deixando o lugar com alguns centímetros de água.

Faísca correu de costas se afastando dele, fazendo uma curva para não ficar prensada no para peito.

Ganu disparou uma rajada d’agua, da qual a garota se esquivou, saltando para o lado.

Em seguida, levantando o braço esquerdo, a jovem disparou um raio comum, para ver qual seria o efeito com tanta água ao redor.

O índio foi atingido, por pouco, no braço esquerdo.

Mas foi o suficiente, para o empurrar para o chão.

A garota chamou o grande raio, o disparando no oponente caído.

Porém Ganu rolou para o lado, fazendo com que o raio atingisse a água.

Ganu foi arremessado na direção de um dos suportes metálicos, que sustentava a caixa d’agua.

Faísca foi arremessada para o alto, caindo deitada na água.

Ela não esperava que seu próprio raio fosse afeta-la, mesmo que ele se espalhasse pela água.

A garota se levantou rapidamente, em tempo de ver o índio se aproximando, e começar a se afastar dele.

Algumas das feridas de Ganu, haviam voltado a sangrar. O índio estava com uma expressão raivosa no rosto.

Vendo que a jovem estava dançando para se desviar dele, Ganu, disparou uma rajada de vento no solo, fazendo Faísca cair.

Em seguida fez a força das gotas d’agua aumentarem, para machucar a garota.

Quando sentiu as gotas mais violentas do que nunca, Faísca se virou de costas para proteger o rosto, se levantando, correndo de costas para o adversário.

Ganu devia estar usando o vento para congelar as gotas, pois além das pancadas, ela sentia suas costas sendo cortadas por pequenas laminas.

Faísca sabia que correr de costas era um erro, então, se virando, colocou os braços na frente do rosto, correndo na direção de onde vinham as gotas cortantes.

Ganu foi pego de surpresa, ele não esperava uma atitude dessas, vinda de uma garota que não havia aprendido a caçar e lutar.

O índio aumentou a intensidade das gotas cortantes, abrindo severos cortes, nos braços e em partes do rosto da garota, que não estavam protegidas pelos braços.

No entanto, ela não parou, colidindo com Ganu.

Assim que se chocaram, ela chamou o grande raio, o disparando no peito do homem, que foi arremessado, batendo as costas em oura viga de sustentação da caixa d’agua.

Ela respirou, tentando superar a dor dos cortes, enquanto Ganu recuperava o folego, e se recompunha.

Faísca percebeu que ele se levantava, e voltou a correr na direção dele.

Porem Ganu rapidamente sacou uma faca da cintura, e desferiu contra a garota.

Ela não parou de correr, mas usou o braço esquerdo para se proteger.

A faca ao invés de atingir o peito da garota, atingiu seu ante braço esquerdo.

Ela gritou de dor, mas ao invés de recuar, deu um tapa com a mão espalmada no peito do índio, invocando e sustentando o grande raio.

A eletricidade se espalhou pelo corpo do homem, voltando para Faísca, através da faca.

Dessa vez, a eletricidade não a afetava.

Ganu começou a tremer descontroladamente, mas usando suas últimas forças, com uma mão começou a socar a cabeça da garota, e com a outra, fazia chamas queimarem o rosto dela.

Os dez segundos haviam se passado e o índio ainda não havia caído. A garota começou a sentir uma dormência pelo corpo, além das dores das queimaduras e socos que fraturavam seu crânio.

Mais quinze segundos se passaram, e Faísca também começou a sofrer os efeitos colaterais do raio.

O pegador de plástico da faca, havia derretido na mão de Ganu. Agora, o metal da lamina, já brilhava vermelho.

A visão de Faísca, começou a escurecer.

Ganu começou a gritar de dor e agonia.

A garota colocou mais força, aumentando a intensidade do grande raio. Sua visão continuava escurecendo, e uma dormência tomava o corpo todo.

Com suas forças finais, Ganu envolveu a mão com vento e água, a congelando, e a arrebentando na cabeça da garota, que ficou sem folego.

A dormência no corpo, fez com que Faísca, parasse de sentir as dores dos efeitos colaterais do raio.

Além de a visão estar bem escura, o som parecia abafado.

Como Ganu não caía, Faísca usou seus últimos segundos de consciência, para aumentar ainda mais a força do raio.

Ganu e Faísca berravam descontroladamente. Seus corpos ferviam e queimavam, com bolhas surgindo em suas peles.

Então, a voz de Ganu silenciou, e uma, duas, três, quatro, cinco, seis frutas caíram de seu peito.

O corpo do homem amoleceu e foi escorregando até o chão.

Faísca sabia que podia parar, mas não conseguia. Ela se sentia leve, as dores do corpo haviam desaparecido, ela não via, e não escutava mais nada.

Ela tinha consciência que havia arrebentado com seus limites para vencer Ganu, e que havia conseguido.

Então a dormência sumiu, tudo ficou brilhante, e algo se rompeu.

Faísca estava ajoelhada no chão, com o corpo de Ganu sentado à sua frente.

O tronco da garota se inclinou para frente, depois tombou para o lado, e uma fruta caiu de seu peito, e sua aparência voltou a forma civil, com as roupas intactas que vestia antes de se transformar, manchando com o sangue das feridas.

Continua…


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