Contos – A Égua, E A Ave

Contos - Três Quartos Cego Capa

Ela trotava, por uma estrada de areia, sem rumo. Ela só sabia que devia seguir aquela faixa de terra, com grama nas extremidades. Assim, chegaria a algum lugar.

Já a algum tempo, uma ave, que aparentemente não gostava de voar, vivia sobre sua cabeça.

A égua não achava tão ruim, já que a ave lhe tirava insetos incômodos do corpo.

As duas iam seguindo pela faixa de areia vagarosamente. A égua carregava a ave, e a ave limpava a égua.

Então a égua sentiu sede, mas não sabia onde conseguir água.

De alguma forma, a ave sabia da necessidade da companheira, e saiu voando.

A ave subiu alto e depois desceu sobre um lugar à direita da estrada, e ficou voando em círculos.

A égua sabia, de alguma forma, que deveria ir até lá, mesmo tento que sair da linha de terra.

Ela trotou por uma descida, encontrando um riacho.

A beira dele, ela viu a imagem de um cavalo totalmente branco a encarando. No rosto do animal, haviam algumas marcas de cortes.

A égua sabia, que por algum motivo, a imagem que a água mostrava era a dela, já que sempre que ela bebia água via aquele animal. Além do fato de sentir dores, nos mesmos lugares onde a imagem tinha marcas de feridas.

A ave, que era preta e pequenina, estava com as patas na água, dando pequenas bebericadas.

O céu era azul, e aquela bola de luz gigante, esquentava tudo.

Depois de estar satisfeita, a égua aguardou a ave ciscar a grama, e resolveu comer um pouco também.

Algum tempo se passou até que a ave subisse na cabeça da égua, que voltou rapidamente até a faixa de areia, para segui-la.

Vários humanos passaram pelas duas. Alguns tentavam colocar cordas na égua, mas ela não deixava, ela não queria aquelas coisas a prendendo, não outra vez.

Enquanto a égua se debatia e escoiceava, a ave bicava os olhos dos humanos com cordas.

Depois de escaparem, a ave subia na cabeça da égua que corria em disparada.

Elas viviam assim. De repente um dia aquela ave estava em sua cabeça, um tempo depois ambas já se entendiam, e gostavam uma da outra.

Elas cooperavam, com transporte, busca por comida e caminhos.

A faixa de areia passava por vários lugares que os humanos chamavam de cidades, vilas ou vilarejos.

As duas não entendiam como aqueles lugares podiam ter tantos nomes.

Enquanto descansavam, durante as chuvas, a ave sempre se escondia de baixo da égua.

Quando a égua escutava um som estranho ao longe, era a ave quem voava para ver.

Mesmo as duas emitindo sons diferentes, de alguma forma suas mentes se compreendiam, como elas se comunicassem por algo que vinha de dentro.

E durante a jornada das duas em busca do fim da faixa de terra, ambas fugiam e lutavam contra humanos, que as queriam.

A faixa de terra nunca chegava ao fim, ela virava, era cortada por portões ou construções humanas, mas não pareciam o fim, pois o fim era muito brusco e sem graça, e ambas esperavam algo mais. Algo que de alguma forma fosse revelador, grandioso, que mudaria tudo que elas viveram. Do contrário, porque aquilo existiria?


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