Contos – O Voo Da Égua

Contos - Três Quartos Cego Capa

Sohac, ficou confuso, até onde ele podia enxergar, não havia uma mulher com o trio.

Péya, voltou a perguntar se o homem estava bem.

Agora ele tinha certeza, a voz havia saído da égua. Colocando as mãos no focinho de Péya, indagou a égua e a si mesmo:

– Péya falou?

– Eu também não sei como aconteceu, mas agora eu falo. – Disse a égua balançando a cabeça.

Sohac estava aturdido. O que havia acontecido? Porque Péya havia se transformado? O que isso queria dizer?

Se o homem estava confuso, Heleg não estava em situação melhor. Ela sabia que a amiga estava emitindo sons humanos, e que ela, agora, tinha asas, o que era mais estranho ainda.

Sohac se levantou, colou o ouvido na boca de Péya perguntando:

– O que te fez passar por isso?

– Eu fui entendendo as coisas… De repente, muita coisa passou a fazer sentido… Quando eu compreendi essas novas informações, tudo ficou branco. E agora estou assim.

Agora era oficial para Sohac, a voz havia saído da boca de Péya.

O homem começou a rodear a égua, tateando suas asas, tentando saber se elas funcionariam. Percebendo isso a égua falou:

– Parece que agora eu vejo o calor saindo do solo. Acho que com isso, posso voar.

O homem deu espaço e a égua bateu as asas, ainda desajeitada, mas se ergueu alguns centímetros do chão.

Depois de mais de meia hora de treino, Péya aprendeu a usar as asas para se apoiar nas ondas de calor, conseguindo subir, descer, ir para frente, fazer curvas, até ir para traz.

Mesmo com a dificuldade em enxergar, o homem estava surpreso. Heleg se sentia perdida, afinal, porque a amiga havia tido tal mudança?

Péya pediu para Sohac subir em suas costas, o que ele fez inseguro. Em seguida, transmitiu a Heleg, que ela devia subir em sua cabeça, o que a ave fez sem acreditar no que estava para acontecer.

Péya, cavalgou, procurou um descampado, e lá, saiu correndo com as asas abertas. Ao sentir que era puxada para cima, bateu as asas e subiu velozmente.

Heleg estava frustrada, afinal, uma ave estava voando de carona em uma égua. Que coisa absurda.

O coração de Sohac quase saiu pela boca. Ele demorou para abrir os olhos e se dar conta de que voava. Então, ele gritou:

– Isso é incrível! Péya, você é maravilhosa!

Quanto mais alto subiam, mais coisas Péya podia ver, mesmo na escuridão, com a ajuda de alguma luz oferecida pela lua.

A égua conseguiu enxergar a estrada, seu desenho, e como ela passava pelas cidades. Da li de cima, parecia tão simples ir para qualquer lugar que os olhos pudessem ver.

A égua pousou, cavalgando de volta para o local onde acampavam. Sohac, acabou pegando no sono, enquanto tentava digerir o que havia acontecido. Heleg, de certa forma triste, já que não era mais a única que podia voar, também dormiu sobre um galho.

No entanto Péya, que continuava fazendo relações entre as coisas, demorou a dormir, mas também estava empolgada, pois agora ela podia ir atrás de Pégaso, e dar o troco pelo que ele lhe havia feito.


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