GlaucOma #02 – O Trajeto Para A Escola

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Glauc na linha superior Oma na linha iferior. Texto Alinhado a esquerda, em azul, com contornos azul escuro, sobre fundo azul, não tão claro, com um par de olhos na divisa das linhas, alinhados a direita.

A casa da família Hercúleo, havia ficado bonita, e bem ajeitadinha. Era um sobrado com três dormitórios, os quais não eram tão pequenos. Uma cozinha grande, uma sala media, uma lavanderia com quintal e churrasqueira nos fundos. Na frente vaga para quatro carros.

Era uma casa de padrão alto, mesmo para a cidade. Apesar de não terem ficado em São Nunca, os Hercúleo, também, consideravam, Jorge Ramon, uma espécie de santo na terra.

Glauco não era tão bom em arrumação quanto a irmã, tendo terminado de organizar seu quarto, só na segunda pela manhã.

Roupas do corpo, de cama e de banho, foi a mãe do rapaz quem organizou.

Eles tinham um acordo, ela separava suas camisetas, por cor, sempre colocando as recém lavadas a direita, isto para cada cor. Então, as camisetas da esquerda, eram sempre as primeiras a serem usadas, já que eram lavadas a mais tempo.

Esse tipo de estratégia era usada, pois Glauco, não costumava se lembrar qual roupa havia usado e quando. Ele não prestava atenção nisso. Gostava das estampas de camisas, mas era rara a vez em que fazia questão de usar uma determinada estampa.

O mesmo valia para as calças, só que estas não eram separadas por cor. Se o jovem não prestava atenção nas camisetas, das quais ele costumava gostar das estampas, em relação as calças, ele nem sabia as cores que tinha. No ponto de vista dele, elas eram sem graça e não mereciam atenção especial.

Bermudas, cuecas e meias, seguiam uma estrutura semelhante, mas ao invés de penduradas elas eram empilhadas então, as de cima eram sempre as mais antigas.

Oma por sua vez, seguia as mesmas regras, apenas para facilitar, já que ela fazia questão de prestar atenção e memorizar cada roupa que usava. Além disso, ela ainda tinha que pensar em cores e combinações.

Ao contrário do irmão, a garota não tinha tantas camisetas estampadas, pelo menos não com estampas de filmes, series e afins. Ela já preferia roupas lisas, listradas, e algumas poucas com temas florais, mas estas últimas eram usadas em ocasiões bem especificas, do tipo de uma ida a um parque.

Oma tinha uma certa neura em relação a seu quarto, ela fazia questão que o ambiente, “cheirasse a garota”. Então, sempre tinha aqueles aromatizantes de palito no quarto, em um canto da penteadeira. Além disso, ela guardava saches de cheiro em todas as suas gavetas.

Glauco costumava dizer que o quarto de Oma cheirava a diabetes, de tão doce e forte que o aroma ficava as vezes.

A jovem, já havia tentado se maquiar, mas os resultados foram trágicos, resultando em uma zoeira sem limites. Isso a fez pegar raiva de maquiagens, tendo em seu quarto, um pouco, apenas para ocasiões especiais, quando era maquiada pela mãe.

Oma estava terminando de colar alguns adesivos de parede em seu quarto, quando ouviu passos no corredor, perguntando:

– Pai, mãe?

Os passos aumentaram, e uma cabeça apareceu na porta:

– Sou eu filha, precisa de ajuda? – Perguntou o pai.

– Sim, não to conseguindo tirar as bolhas desses adesivos, se eu continuar colando e descolando, vão estragar.

O homem pediu um minuto. Oma o ouviu descendo as escadas, imaginando que ele fosse pegar alguma ferramenta.

Quando voltou a garota o viu com um quadrado não mão, e perguntou o que era:

– Não achei o pau de macarrão, então vai a taboa de carne.

O pai da garota descolou o pedaço onde haviam bolhas, o esticou, e pediu para a filha ir empurrando a taboa.

Assim, conseguiram, tirar as bolhas dos adesivos os deixando bonitos na parede.

Não que a garota fosse perceber as bolhas visualmente, mas uma amiga, ou quem sabe um namorado podiam perceber.

No dia seguinte, foram ver um bloco de carnaval que estava andando pelas principais ruas da cidade.

Glauco esperava ver alguma garota de cosplay, já que a cidade tinha um ar mais geek. No entanto, ele se decepcionou, pois só haviam fantasias alugadas. A maioria das pessoas, nem fantasiada estava.

No entanto, o rapaz se sentiu recompensado, ao ver duas garotas com roupas curtas demais, conversando, aparentemente bêbadas a seu lado.

Oma percebeu que ele estava secando as garotas, lhe dando um murro nas costas:

– Se eu percebi que você ta babando, imagina o pessoal que enxerga bem. Disfarça!

O rapaz deu de ombros, pegou o celular, ativou a filmagem, e começou a filmar os arredores, parando alguns segundos nas duas mulheres que conversavam:

Oma suspirou, se afastando do irmão, observando outra parte do bloco.

O rapaz guardou o celular se aproximando da irmã.

Os irmãos, não estavam com suas bengalas, pois estavam junto dos pais, e nestas situações, não costumavam usa-las.

No dia seguinte, Gilmar, foi conhecer a nova empresa. Neide fez o caminho até a escola com os filhos, para que eles o memorizassem. Não era um trajeto longo, levaria uns dez minutos de caminhada.

Com todo, o percurso era bem movimentado, andar pelo meio fio seria ruim, as ruas subiam e desciam, deixando as calçadas, com muitos degraus.

A mãe achou melhor, que os filhos fossem a escola de ónibus, demoraria um pouco mais, já que segundo o itinerário, o coletivo, dava uma boa volta, mas seria menos arriscado.

Assim que voltaram, pegaram um ónibus para fazer o trajeto, e criarem pontos de referência.

Neide ficou antes da catraca com os filhos, que foram conversando com o motorista, na esperança de fazer amizade:

– Então, vocês tão aprendendo a ir pra escola? Vão estudar no Landell de Moura? – Questionou o motorista.

– Sim, vamos estudar lá. – Respondeu Glauco.

Os irmãos foram trocando dicas de pontos de referência, enquanto o veículo andava. Lombadas, curvas, subidas, descidas, casas de cores chamativas, tudo era usado pelos dois para criar pontos de referência.

Não seria necessária tanta atenção, já que sentariam perto do motorista. No entanto, já haviam ouvido falar de algumas cidades, onde até mesmo os deficientes visuais, tinham que passar a catraca, e temiam que Santa Luzia do Sul, fosse uma das cidades a adotar essa regra.

No resto da semana, a família foi passeando pela cidade, descobrindo onde ficavam seus shoppings, lojas, centros de comercio e afins.

No domingo, Glauco e Oma deixaram seu material escolar pronto, já que no dia seguinte, começariam as aulas.

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