GlaucOma #06 – Um Intervalo Nada Agradável

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Glauc na linha superior Oma na linha iferior. Texto Alinhado a esquerda, em azul, com contornos azul escuro, sobre fundo azul, não tão claro, com um par de olhos na divisa das linhas, alinhados a direita.

Os irmãos Hercúleo, resolveram ir a pé para a escola, em seu segundo dia de aula.

Eles caminhavam, hora pela calçada, hora pelo meio-fio. Sempre tentando escolherem o melhor caminho, com menos obstáculos.

Oma, estava caminhando a frente do irmão, pois as calçadas não eram tão largas, e quando eles andavam um ao lado do outro, geralmente acabavam batendo as bengalas, várias vezes.

Vez ou outra, eles transformavam em uma brincadeira, fingindo lutas de sabre de luz.

Próximos da escola, a calçada se alargou, e os jovens resolveram andar lado-a-lado. Já próximos ao local onde teriam que atravessar a rua para chegar na calçada da escola, um par de mãos, segurou Glauco e Oma pelas partes de traz da camiseta.

Eles se assustaram, virando para traz, com as bengalas cruzadas na frente do corpo, em sinal de defesa:

– Bom dia. Vocês quase pisaram na merda de cachorro.

– Bom dia Renata, obrigada! – Disse Oma.

– Valeu… Mas não faz assim, a gente assusta. É só falar pra gente parar. – Comentou Glauco mostrando irritação.

– Desculpem. Fiquei com medo de vocês não pararem. – Comentou a garota.

Guiando os irmãos pelo braço, os puxou para traz, oferecendo os cotovelos:

– Não sei, a calçada da escola não me parece tão larga, para andarmos em três… – Refletiu Oma.

– Só não façam o arco com a bengala que dá. – Explicou Renata.

Após atravessarem a rua, seguiram pela calçada da escola, rumo ao portão.

A maioria das pessoas não davam atenção ao trio, mas apenas Renata, podia perceber, que algumas poucas pessoas, olhavam torto.

Renata, se sentia mal, apesar de não saber se os olhares tortos eram apenas para ela, ou para o trio.

As três primeiras aulas do dia, foram uma de geografia, e duas de matemática.

Felizmente para os irmãos, os professores foram compreensivos, e tentariam ajudar os dois da melhor maneira.

No quesito matemática, os dois irmãos costumavam enfrentar problemas, já que os livros de exatas, não podiam ser ampliados, com a alegação de quebra de direitos autorais, aos se copiar as formulas dos livros didáticos. Pelo menos, era a desculpa que haviam escutado de uma mulher de um órgão público, quando pediram ampliação nos anos anteriores.

Renata, mais uma vez, gentilmente, se ofereceu para ajudar os irmãos com os exercícios do livro, os copiando, em letras maiores com canetinha.

No intervalo, o trio ficou junto. Oma e Renata, estavam ficando cada vez mais próximas.

Apesar de não achar ruim, Glauco gostaria de ter um amigo homem. Ele não se sentia totalmente à vontade em conversar sobre todo tipo de assunto com as duas garotas.

Enquanto Renata e Oma, estavam entretidas em uma conversa sobre um romance, que por coincidência as duas estavam lendo, um rapaz alto, de cerca de 1,90, moreno, malhado, se aproximou do trio, dizendo:

– Que bonito! O trio bizarro conversando. Ai olho de múmia, parece que sua irmã múmia e o barriu estão se dando bem, e tão de deixando de lado.

Glauco suspirou, cruzou os braços junto ao peito dizendo:

– Me responde, o que fizemos pra você?

O rapaz pareceu pego de surpresa com a pergunta, mas retrucou:

– Precisa de mais além da bizarrice?

– Roberto, deixa a gente em paz, não te fizemos nada. – Pediu Renata.

– Ah Renata, já vai chorar? Que tal um potão de sorvete?

Glauco se irritou, sempre havia alguém que implicava com ele, o que acabava respingando nas pessoas ao redor deles.

O jovem se levantou dizendo:

– Deve estar bem chato com a sua turma, se você precisa vir humilhar pra se divertir. Devia procurar gente nova.

– Vai ficar ofendidínho? Vai chorar? Quer um lenço? – Questionou Roberto.

– Não, não vou chorar mais. Sua vida deve ser uma merda, pra precisar fazer isso com os outros. – Acusou Glauco.

– Minha vida é bem melhor que a sua! Pra começar eu enxergo, e não tenho esses olhos de múmia que vocês tem. – Falou Roberto, começando a ficar irritado.

– Só porque você é malhado, acha que é a última bolacha do pacote. – Disse Renata.

O agressor, mostrou seu muque dizendo:

– Então reparou? Achei que você preferisse uma coxinha.

Alunos que estavam ao redor começaram a rir.

Antes que a discução continuasse, a sirene tocou. Renata, puxou os irmãos pelo braço, os fez segurarem seus cotovelos, e saiu em disparada para a sala de aula:

– Ah não foge! Tava legal! – Gritou Roberto.

Durante as duas aulas de biologia que se seguiram, os três falaram pouco, e foram para casa tristes.


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