GlaucOma #10 – Na Volta Para Casa

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Glauc na linha superior Oma na linha iferior. Texto Alinhado a esquerda, em azul, com contornos azul escuro, sobre fundo azul, não tão claro, com um par de olhos na divisa das linhas, alinhados a direita.

O casal de irmãos deficientes visuais, saiu da escola naquela quinta, resolvendo voltar para casa a pé.

Como estavam em um ponto onde a calçada era mais larga, os dois estavam lado a lado, mantendo uma distancia para não baterem as bengalas. Então, Glauco sentiu alguém passando por sua lateral direita, em seguida um tranco na bengala, que escapou de sua mão caindo:

– Ei, cuidado! – Gritou o rapaz.

Porém não houve resposta.

Oma, ouvindo o barulho típico da bengala quicando no chão, parou, e ajudou o irmão a recuperar a guia.

Os irmãos ouviram alguém correr, e em seguida a voz de Renata gritar:

– Roberto, seu covarde!

Alguns estudantes que também voltavam para casa a pé, pararam, e ficaram observando, sem que os irmãos percebessem.

Renata se aproximou, perguntando se Glauco estava bem:

– Ele só tirou a bengala da minha mão. – Respondeu o rapaz.

O trio passou a caminhar junto, até um determinado ponto, onde Renata seguiu em outro caminho.

Durante o almoço, Glauco contou a mãe o que havia acontecido no caminho de volta.

Neide questionou se Glauco não havia provocado Roberto.

O jovem, contou o ocorrido durante a aula de educação física.

A mulher, segurou a mão do filho dizendo:

– Esse tipo de gente não aguenta perder, provocar, só vai fazer ele querer te atacar mais.

-O problema mãe, é que também não da pra ficar escutando as provocações desse cara se ficar queto. Eu não to revidando, to pedindo para parar, e para me ignorar, mas ele não para. – Contou o rapaz.

Diante do silencio da mãe, Oma argumentou:

– Olha mãe, não quero que o Glauco arranje briga. Só que ele não fez nada, ela tava encostado na parede. E só porque perdeu no par ou impar pra mim, o Roberto foi provocar.

– Não foi por isso que ele provocou. Tem outro motivo, só não sei o qual. Amanhã, vou até a escola com vocês para conversar com a direção. Quem sabe o dialogo possa resolver isso. – Disse a mãe.

– Sei não… – Suspirou Glauco revirando os olhos.

Já após o almoço, em seu quarto, Oma ficou esbravejando silenciosamente, como se discutisse com um fantasma.

Ela não queria que ninguém soubesse, mas hoje, havia ficado irritada com Roberto. A coisa toda começou sem que o irmão tivesse feito nada. Ele não tinha culpa por perder no par ou impar, era uma questão de sorte.

Por mais que acreditasse na mãe, e que ela poderia resolver com uma conversa, Glauco também poderia ter razão, e nada mudar.

Oma queria fazer algo a respeito, mas não tinha o que fazer. Pelo menos ela parecia estar sendo polpada, afinal, só foi atacada uma vez. Eram a amiga e o irmão, que realmente estavam sendo vítimas.

Ela torcia para que a mãe desse jeito, pois temia que as coisas escalassem para algo realmente ruim.


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