GlaucOma #19 – Uma Proposta Do Nada

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Glauc na linha superior Oma na linha iferior. Texto Alinhado a esquerda, em azul, com contornos azul escuro, sobre fundo azul, não tão claro, com um par de olhos na divisa das linhas, alinhados a direita.

Apesar da ansiedade da irmã, Glauco estava contente por a irmã, estar correndo atrás do que queria para si. O rapaz, já havia conversado com os pais sobre aulas de musica. Porém, um instrumento bom, mais as aulas, teriam um custo elevado por mês. E ainda não podiam ter um gasto assim, apenas com um dos filhos.

Apesar de Glauco ficar chateado, ele entendia. Seus pais, faziam o possível, para manter as coisas equilibradas entre os filhos. Eles eram da filosofia, de que se gastassem mil reais com um, teriam que fazer o mesmo com o outro. Com exceção a situações de doença.

Enquanto a irmã escrevia, durante a tarde, o garoto resolveu dar uma volta pelo bairro. Pegou sua bengala, e caminhou, fazendo barulho.

O rapaz, saiu pelas ruas pensando, que para si, a melhor solução seria arranjar um emprego. A questão era, seus pais jamais o deixariam estudar a noite. Talvez um emprego de muio período, mas quem contrataria um adolescente deficiente, para trabalhar quatro horas?

O jovem tinha algum dinheiro na carteira, e resolveu parar em uma padaria para tomar um sorvete.

Enquanto esperava, pegou seu celular, pesquisando por fotos de guitarras.

Para quem via, a cena, chegava a ser estranha. Um cara sentado a mesa, com a bengala presa ao braço pelo elástico do pegador, com o culular grudado na cara.

Apesar de já passarem das duas, todas as mesas estavam ocupadas por alguém.

Então, entrou um homem, procurando uma mesa. Depois de olhar em volta por um tempo, deixou seus olhos verdes claros se fixarem em Glauco.

O homem cruzou os braços, coçou o queixo no melhor estilo Steve Jobs.

Quem via o homem, sabia que sua mente estava trabalhando.

Se colocando do lado do rapaz, o homem perguntou:

– Posso me sentar com você?

Glauco não respondeu, não por ser mal educado, mas sim, por não achar que era com ele. Então o desconhecido tocou em seu ombro, repetindo a pergunta.

Glauco olhou em volta, como se procurasse uma mesa vazia para o homem, mas sem condições reais de encontra-la.

– Tudo bem, pode sim.

O tempo que Glauco gastou procurando ao redor, deu a oportunidade para que o homem, visse as fotos de guitarras em seu celular.

O estranho puxou uma cadeira, ficando a frente do rapaz:

– Você toca? Ví que estava vendo guitarras. – Questionou o homem.

– Gosto de musica, mas não sei tocar, não tenho dinheiro para uma guitarra e nem para as aulas.

Como era uma sexta, Glauco ainda vestia o uniforme da escola:

– Você estuda na Landell, né? – Voltou a questionar ao rapaz.

Glauco, respondeu afirmativamente balançando a cabeça, já um pouco injuriado com a atitude do homem,

O desconhecido percebeu a inquietação do rapaz, e falou:

– Olha, não sei como puxar conversa com você, mas acho que você podia me ajudar… Na verdade, nós podíamos nos ajudar.

O rapaz deixou bem claro, por sua expressão, que não estava entendendo.

O homem coçou a cabeça dizendo:

– Estou abrindo uma empresa, uma loja virtual de games e acessórios. Sei que para um deficiente é mais dificil arranjar um trabalho. Então, pensei, que talvez, você podia trabalhar pra mim. Registrado, tudo certo.

– Mas eu estudo. – Respondeu Glauco.

– Sim, você poderia trabalhar meio período, entrar as duas e sair as seis. – Concluiu o homem.

Parecia providencia divina, tudo que Glauco estava pensando poderia estar se resolvendo. Mas como quando a esmola é demais, o santo desconfia, questionou ao homem:

– Mas você sabe que tipo de adaptações eu posso precisar?

– Na empresa que eu trabalhava, fizemos um programa de contratação de pessoas com deficiência. Ou você usa leitor de tela, ou alto contraste, mais ampliador.

Glauco ficou surpreso, pois o homem, realmente sabia das formas de um deficiente visual interagir com o computado:

– Cara, acho que pode ser legal, mas eu faria o que? – Questionou o rapaz.

– Responder e-mails, separar produtos, fazer divulgação. A gente vê o que você pode fazer.

Glauco tamborilou a mesa com os dedos, até, no instante em que seu sorvete chegou:

– Você tem um cartão com seu telefone? É que isso aconteceu muito do nada, preciso que meu pai fale com você. – Questionou Glauco.

– Sim, faz sentido, é bom se precaver, o mundo ta foda hoje em dia. – Disse o homem, sacando um cartão da carteira, o colocando na mão do rapaz.

O homem, tomou um lanche enquanto Glauco tomava seu sorvete. O rapaz descobriu que o desconhecido se chamava Thiago.

Assim que terminaram de comer, cada um foi para seu lado.

Glauco voltou para casa, contando para a mãe sobre a proposta de Thiago.

Neide, ficou preocupada, e pediu para o filho esperar o pai chegar, para que pudessem discutir, e até ligar para o homem.

Mas quem sabe, esta poderia ser a solução para Glauco.


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