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Mahou Tias 118 - Epílogo

29/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

A chuva caiu sobre São Nunca por uma semana inteira, sem trégua alguma.

O céu ia clareando lentamente conforme os dias passavam.

Toda essa situação prejudicou imensamente os trabalhos de resgate.

Centenas de bombeiros de cidades vizinhas se juntaram aos soldados locais e aos moradores da cidade para remexer entulho e tentar salvar pessoas.

Mas foi só depois que a chuva parou que os trabalhos de recuperação realmente tiveram início.

Além das Mahou Tias já conhecidas, novas pessoas com superpoderes haviam aparecido e tentavam ajudar no resgate dos corpos.

As mulheres mágicas contaram que perderam uma das suas no combate final com o índio, mas que ela o havia derrotado.

Segundo elas, os novos membros do grupo haviam ganhado seus poderes dos espíritos da natureza.

Casos emocionantes de pessoas que haviam sobrevivido por vários dias debaixo de alguma casa caída não paravam de aparecer.

Mas o número de desaparecidos e mortos subia absurdamente mais rápido.

Além de pessoas soterradas, muitas pessoas haviam sido levadas pelas enchentes e estavam presas em canos de esgoto ou desapareceram em rios que eram ligados à rede de canos da cidade.

O tempo foi passando e a cidade contabilizava seus prejuízos, humanos e materiais.

Comunidades inteiras haviam sido devastadas. Mesmo bairros nobres haviam tido grandes perdas.

Casas em ruas que ficavam no fim de ladeiras haviam sido varridas com uma eficiência assustadora.

Mesmo algumas casas que ficavam nas ladeiras tiveram problemas.

Um mês depois do início da chuva, um ato ecumênico foi organizado no centro da cidade para lembrar das vítimas, que passavam das 40 mil, em uma cidade que antes tinha cerca de 300 mil moradores.

No centro do passo municipal, foi erguido um grande bloco de mármore, onde seriam escritos os nomes de todos os mortos ou desaparecidos na tragédia.

A imprensa estava chamando a tragédia de “O Dilúvio De São Nunca”.

Durante a celebração, nenhuma das mulheres mágicas ou dos novos integrantes do grupo foi visto.

Após a celebração, o prefeito entrou na prefeitura e se dirigiu até seu gabinete.

Um empresário, comovido com a tragédia da cidade, havia se oferecido para comprar os terrenos dos locais devastados, para trazer sua rede de lojas para o país.

O prefeito estava satisfeito. Não só com o dinheiro que embolsaria, mas também com o dinheiro que o homem estava disposto a investir na cidade.

O prefeito, que tinha cerca de trinta anos, pele morena, estatura média e uma barriga de chopp, abriu a porta de seu gabinete para encontrar o empresário que já o esperava.

O prefeito entrou dizendo em espanhol:

— Senhor Jorge Ramon, que prazer em conhecer o senhor!

— Igualmente prefeito… Vamos falar de negócios? — Questionou Jorge Ramon.

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