A Guarda da Flor – Genesis 002 – O Macho Alfa
A ave já não se importava mais com o sacolejar da égua. Havia sido incomodo no começo, mas o passar do tempo, tornou a sensação agradável.
Voar era doloroso, pois sua asa esquerda doía. Mas ela tinha que fazer isso as vezes, para ajudar a companheira.
A faixa de terra continuava, sem dar indícios de seu fim. No entanto elas seguiam.
Ambas tinham a consciência de que a outra também era fêmea, o que de alguma forma, criava um elo ainda maior entre as duas.
Um dia, elas chegaram em uma cidade humana, onde mais humanos tentavam captura-las. Mas a essa altura as duas já haviam se tornado experientes em fugir.
Revoltados com os ferimentos que haviam sofrido, os humanos começaram a persegui-las.
A égua deu seu melhor, cavalgando velozmente, e saindo da cidade.
Um dos humanos atirou uma flecha, que errou a ave por pouco.
A égua começou a correr sem seguir uma linha reta, ela sabia que aquilo as ajudaria.
Um barulho começou a vir ao longe da estrada de terra, e o achando familiar, a égua correu até ele.
A ave levantou voo, e pode ver, que uma tropa de cavalos se aproximava velozmente.
O grupo era liderado por um vistoso cavalo branco, além de ser composto por cavalos das mais variadas cores e raças.
A ave viu o líder da tropa, saltar por cima da companheira, correr na direção dos humanos e começar a ataca-los.
A égua parou e ficou encarando encantada, enquanto o cavalo branco, escoiceava, girava nas patas frontais, voltava a escoicear, girava nas patas traseiras e mordia.
O animal era muito rápido, derrubando os humanos um a um. E após derruba-los, os pisoteava.
A tropa alcançou seu líder, e também começaram a pisotear os humanos.
A tropa adentrou a cidade. A égua sentiu um sentimento novo dentro de si. Ela queria agradecer, e saiu em disparada atrás da tropa.
A ave não compreendeu, já que assim as duas estariam se afastando do fim da estrada. Mas mesmo assim, voltou a pousar na cabeça da égua.
Na cidade, as pessoas estavam assustadas, pois os cavalos da tropa, quebravam tudo e todos, no caminho.
A égua se misturou a tropa, e foi voltando pelo caminho por onde tinha vindo.
Quando a tropa saiu da cidade, a égua estava emparelhando com o líder.
O animal olhou para traz, e a viu. Ele acelerou, e ela também.
Ela tentou emitir alguns sons, mas o barulho dos cascos colidindo com a terra, dificultava.
A égua pensou no quanto queria agradecer ao cavalo, que assustado parou.
Ele se virou para ela a encarando. De alguma forma, a fêmea sabia que sua intenção havia chegado até ele.
Então ela percebeu o sentimento de curiosidade dele. Ele deixava claro que não era normal alguém ter aquela ligação com ele.
Ela expos que também tinha a mesma sensação, e que só tinha esse sentimento em relação a ave.
O macho alfa, começou a rodear a égua, como se a estuda-se.
O resto da tropa, ficou observando, sem interferir.
O líder fez ela entender que ela poderia se juntar ao grupo.
A fêmea, expos que estava procurando o fim da estrada de terra, e que o macho e sua tropa estavam indo na direção errada.
O macho alfa achou divertido, e expos que o final era para o outro lado.
