A Guarda da Flor – Genesis 010 – Reencontro
As amigas andaram muito, mas muito mesmo. Passaram por várias cidades, onde tiveram problemas, o por onde passaram sem problemas.
Mas enfim elas foram recompensadas, elas encontraram o fim da estrada.
Após atravessar a última cidade, a estrada terminava no pé de uma montanha.
As amigas ficaram sem entender, afinal, o fim não podia ser aquilo.
Elas se deprimiram, mas insatisfeitas, começaram a andar pela mata ao redor da montanha.
A barriga da égua havia crescido bastante. A asa da ave havia parado de doer.
Passaram mais alguns dias cavalgando e voando pela mata.
Elas acabaram indo parar em um lugar com muita grama e um belo lago.
Parecia um bom lugar para se viver.
Elas começaram a explorar o local, que parecia ter muita comida e bebida, que não faltariam nunca.
Também havia arvores que davam frutos, e muitas ervas, também havia frutos que saiam do solo.
As amigas suspeitaram que esse devia ser o verdadeiro fim da estrada, já que muitas vezes, a estrada tinha mais de um caminho para se seguir.
A égua começou a comer alguns frutos, enquanto a ave ciscava o solo.
Então as amigas sentiram uma presença familiar. Olharam para o lado e viram o macho alfa.
Mas ele estava diferente, havia asas saindo das laterais de seu corpo.
O macho alfa se aproximou lentamente observando as duas. Quando ele chegou perto, emitiu sons iguais aos dos humanos:
— Quem diria que eu te encontraria! Eu te vi me esperando nas chamas.
A égua não entendia o que os sons significavam, mas sabia que o alfa estava surpreso.
O macho alfa não parou de falar:
— Eu aprendi a voar. Agora estou entre os deuses! Posseidon me adotou e está me ensinando. Eu não sou um deus, mas também, já não sou mais um mero cavalo. Eu sou mais! Agora tenho um nome imponente, me chamo Pégaso!
A égua e a ave continuavam sem entender tantos sons, mas começavam a sentir medo do macho alfa.
A égua mostrou ao Pégaso, que estava gravida dele.
O alfa serrou os olhos, encarou a barriga da égua, cheirou o ar. As amigas sentiram medo. O Pégaso disse:
— Que desprezível, um filho da época em que eu era um cavalo qualquer! Eu não posso deixar essa mancha na minha vida.
Pégaso girou nas patas frontais, escoiceando a égua, que caiu de lado no chão.
O alfa começou a pisotear a barrira da égua. Era possível ouvir sons de ossos se partindo.
Quando percebeu que havia destruído seu filho, Pégaso deu as costas e voou para longe.
Não só o filhote da égua havia sido machucado, saia sangue de dentro dela, que sentia muitas dores.
A ave começou a voar no céu piando alto, pedindo por ajuda. Ela sabia que a amiga podia morrer.
