A Guarda da Flor – Genesis 007 – Violência Doméstica
As duas amigas continuavam buscando o fim da estrada, novamente sozinhas.
Desde a morte do macho alfa, a égua se sentia triste.
A ave dava bicadas em suas orelhas em forma de carinho. A égua gostava, mas não era o suficiente para animá-la.
A égua havia ficado receosa de sair da estrada, pois em duas das vezes que havia saído, coisas ruins haviam acontecido.
Porém na estrada, não havia água e grama, o que a fazia ter sentimentos esquisitos.
A égua também sentia uma sensação estranha de cansaço, que ela não sentia antes.
A dupla parou em uma cidade, onde na praça central havia um local com água, onde outros cavalos bebiam.
A égua demonstrou aos cavalos que queria saber se podia beber. No entanto, os animais pareceram assustados com os sentimentos da égua.
Sem que os outros respondessem, a égua também começou a beber da água.
A ave saiu da cabeça da égua, indo até a beirada da madeira que continha a água, começando a bebericar.
Quando terminaram de beber, e estavam prestes a sair, um homem e uma mulher humana, que tinha um filhote no colo, saíram brigando de uma construção humana.
O homem alterado acabou agredindo a mulher e a criança.
Quando viu que a fêmea humana não reagiu, a égua, empurrou o macho, se colocando entre eles, relinchando.
Por mais que não gostasse dos humanos, a égua não podia ver uma outra fêmea com seu filhote sendo agredida.
O homem se sentiu afrontado, e sacando de uma adaga, a cravou na égua, que relinchou, se apoiou nas patas frontais, girou, escoiceando o homem no queixo.
Deitado, com sangue na boca, o homem não conseguia emitir seus sons humanos direito, e não conseguia se levantar.
A égua mordeu o cabo da lâmina em seu corpo, puxou, ajeitou na boca, deixando a ponta para a frente, e rapidamente desceu a cabeça, a fincando na garganta do macho.
Muito sangue espirrou da boca do homem, e do corte da lâmina, até que ele parou de se mexer.
As pessoas que olhavam, estavam boque abertas.
A égua se virou para a fêmea humana, e pode ver que o rosto dela também tinha marcas de feridas.
Um outro macho se aproximou da fêmea humana, tirando uma outra faca da cintura.
A égua se preparou para lutar, mas a fêmea humana, parou o homem dizendo:
— Você sabe que ele me batia sempre. Não machuca ela.
A égua não sabia o que aquele conjunto de sons significava, mas sentia que a mulher estava aliviada.
O humano, um tanto contrariado guardou a faca e saiu.
A égua estava se virando para ir embora, porem a mulher tocou em seu corpo, observando o ferimento com cautela.
Então a mulher começou a andar, fazendo gestos para que a égua a seguisse.
A ave não estava segura, mas a égua, curiosa seguiu a mulher.
Depois de virarem algumas ruas, a mulher entrou em uma construção humana, seguida pela égua.
A ave estava atenta, pois temia o pior.
Após colocar seu filhote em um quadrado de madeira, a mulher molhou um pano em água, e começou a limpara a ferida da égua.
Ardia, mas aquilo, não parecia algo que fosse matá-la.
Após isto, a mulher tirou de uma bacia de madeira, um guento, o passando na ferida da égua.
No início o ardume aumentou, porem conforme ele passava, a dor da ferida aliviava.
A mulher colocou alguns grãos sobre uma mesa, e a ave reconheceu como comida, indo até lá para ver se era bom.
A mulher deu algo laranja e comprido na boca da égua, que comeu e gostou.
Tanto a ave quanto a égua, estavam comendo, e gostavam do que comiam.
A mulher seguiu as alimentando, até que a égua quis ir embora, mas a mulher não permitiu.
Tanto égua quanto ave, podiam sentir que a mulher estava preocupada com os ferimentos da égua.
Se sentindo seguras, ambas resolveram ficar ali, e aproveitar para entender melhor os humanos.
