A Guarda da Flor – Genesis 018 – A Evolução De Heleg
Péya havia ficado inquieta, após a aparição de Pégaso a égua não conseguiu dormir, atrapalhando o sono de Sohac e Heleg.
A égua ficou indagando Sohac, sobre o que ele havia achado de Pégaso, se ele julgava que ela podia vencê-lo.
O homem não enxergava o suficiente para fazer uma análise do físico do animal, não podendo responder a Péya satisfatoriamente.
Então, Péya passou a expor seus sentimentos a Heleg, que devolveu, a preocupação com a ideia de ver Péya brigando com Pégaso.
Quando o sol estava alto no céu, Péya jurou ter visto Pégaso voando discretamente, os observando.
O trio, saiu mais algumas vezes sobrevoando cidades, na esperança de chamar a atenção.
Sohac e Heleg não acreditavam que agora, que o cavalo já sabia da existência deles, que essa estratégia fosse adiantar.
Porem Péya, pensava, que Pégaso ficaria irritado em saber que eles estavam chamando a atenção.
Quando voltaram do terceiro passeio, a égua irritada, foi até o lago beber água, já Sohac, se deitou sob uma arvore, e Heleg subiu em seu ombro.
A ave transmitiu seus sentimentos de preocupação com a amiga, para o homem, sem esperar resposta.
No entanto, Sohac passou um dedo na cabeça da ave dizendo:
— Eu também estou preocupado… Ela está presa a Pégaso. Até parece que ela ainda não aceitou que ele não a quer.
Heleg por sua vez, entendeu tudo o que o homem disse. Então, vários pensamentos que tinha, lentamente foram se colocando no lugar, as coisas foram lentamente fazendo sentido.
Temendo o pior, ela voou do corpo de Sohac para o galho de uma arvore, e lá, ficou refletindo, compreendendo o mundo, lembrando dos sons que o homem, a amiga e Pégaso, haviam emitido, os compreendendo.
Diferente de Péya, que teve um processo rápido, Heleg demorou horas para começar a brilhar, porem quando brilhou, Péya e Sohac, perceberam, mesmo estando distraídos.
O brilho da ave não sessou, ao invés disso ele mudou de cor. De uma luz branca, ela passou para uma luz vermelha alaranjada, Heleg estava pegando fogo.
