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A Guarda da Flor – Genesis 016 – O Lampejo de Heleg

janeiro 6, 2026
Por:
daniloferrari

Os dias passavam e nada de Pégaso aparecer. Péya já estava ficando enraivecida.

Sohac tentava acalmá-la, mas não tinha muito êxito.

Heleg ainda se sentindo excluída, ficava observando tudo do topo das árvores.

Uma coisa que os três não podiam negar, era que o lugar era fantástico, ele tinha comida de sobra. As coisas não reapareciam magicamente, mas existiam em abundância.

Uma bela tarde ensolarada, sem nuvem alguma no céu, entediada, a égua saiu correndo e voou.

Sohac estava distraído buscando madeira para a fogueira da noite, não percebendo a saída de Péya.




Heleg querendo saber o que a amiga pretendia, alçou voa a seguindo.

Péya seguiu em linha reta em direção a uma cidade, voando em círculos sobre ela, na intenção de chamar a atenção dos humanos.

Não demorou até que começassem a apontar para o alto na direção dela.

Satisfeita, Péya transmitiu seus sentimentos a Heleg, rumando para a próxima cidade.

E lá, novamente as pessoas apontavam para ela no alto.

Foi assim por mais uma dúzia de cidades, vilas e vilarejos, até que começou a anoitecer, e Heleg insistiu para que voltassem.

Achando prudente, Péya deu meia volta, seguindo na direção do acampamento.

Quando ouviu Péya pousando, Sohac correu em sua direção gritando:

— Como vocês somem e não me avisam! Achei que tinham fugido, me abandonado!

— Eu fui chamar a atenção dos outros humanos, nas cidades. Quem sabe assim eu chego aos ouvidos de Pégaso. – Respondeu a égua, indiferente a irritação de Sohac.

— Você fez o que?! – Se indignou mais ainda o homem.

— Chamei a atenção. – Disse Péya como se fosse a coisa mais comum do mundo.

— Temos que ir embora, vão vir atrás de nós. E eu não tenho condições de proteger você em um combate. – Falou Sohac, indo até a fogueira.




— Eu já te provei que posso me defender, você não precisa lutar. Deixe que eu resolvo. – Falou a égua com um tom arrogante na voz.

— E se eles trouxerem um exército? – Indagou o homem.

— Voamos e fugimos. – Falou Péya calmamente.

Sohac caiu sentado no chão, se deitando irritado, não falando nada até a manhã seguinte.

Heleg sentia que Sohac estava falando algo sensato. Então ela se tocou que havia entendido o que o homem havia dito.

Enquanto os dois pegavam frutas, no entanto, o homem falou e a ave não entendeu.

Heleg havia ficado curiosa, mas resolveu não compartilhar seus sentimentos com a amiga, ela resolveu esperar.

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