A Guarda da Flor – Genesis 21 – Encontrando A Deusa
Eles estavam voando a algumas horas, mas já avistavam o Olimpo. Péya comentou:
— Nós estamos bem acima do monte, e já não existe nada!
— Temos que subir mais! Depois de uma certa altura, o monte reaparece. – Falou Pégaso.
Pégaso estava certo, depois de subirem bastante no ar, quando já começava a ficar difícil de respirar, eles avistaram a continuação do Olimpo.
Quando pousaram, se depararam com um local repleto de flores e árvores, das mais variadas espécies.
Havia um caminho de tijolos, que pareciam ser feitos de ouro, tamanho seu brilho.
Sohac tentava perceber tudo, mas o reflexo do sol nos tijolos lhe ofuscava a polca visão que tinha,
Depois de passarem por lagos, fontes e até pequenas quedas d’agua, se depararam com uma construção de teto circular, sustentado por vários pilares gregos. Sob o teto, havia um círculo de acentos aconchegantes, um deles era elevado e maior.
Não havia ninguém ali, o que deixou Pégaso irritado:
— Eu disse que voltaria com vocês, como eles não esperaram!
— Pégaso, você é muito irritadinho. Tenha mais calma garanhão! – Disse uma voz feminina, que sou doce pelo local.
De traz de uma das pilastras, saiu uma mulher loura com cabelo até a cintura, corpo atraente, trajando um vestido que deixava um dos seios à mostra:
— Afrodite, por que os outros não estão aqui? – Questionou Pégaso.
— Tiveram assuntos para resolver. Respondeu a mulher.
Afrodite caminhou até Péya, lhe acariciando o corpo. A égua ficou tensa, mas não fez nada.
Sohac que ainda estava sobre Péya, sentiu uma mão percorrer sua perna até seus genitais, onde agarrou o pênis:
— Olha que miudinho. Será que quando duro fica grande? Vamos ter que descobrir.
Sohac congelou. Ele sabia que Afrodite era a deusa do amor, e nunca imaginaria que ela pudesse ter algum interesse nele:
— Afrodite! Ele é um mero humano! Como você pode?! – Questionou Pégaso.
— Pégaso, aprenda uma coisa, não é porque são humanos que são totalmente descartáveis. Eles têm suas utilidades.
Afrodite estendeu a mão para que Heleg subisse em seus dedos. Já com Heleg na mão, começou a estudá-la:
— Você ainda tem seu tamanho original. Realmente acabou de se transformar. Uma coisa que aprendemos com Fênix, é que vocês vão crescendo com o passar do tempo. E esse tamanho reflete seu poder:
— Então sou fraca? – Questionou Heleg.
— Você já é mais forte do que já foi um dia. Comparada a Fênix, sim é fraca. Fênix tem um metro e meio de altura, e não é um avestruz. Ela é de uma espécie pequena, semelhante à sua. – Respondeu a deusa.
— Você realmente parece ter bastante conhecimento. – Disse Sohac descendo de Péya.
Afrodite simplesmente se virou para ele o encarando curiosa:
— Então me explique por que alguns humanos nascem como eu… Imperfeitos… – Questionou Sohac ríspido.
— Como ousa ser grosso comigo! – Se enfureceu a mulher.
— Como ousa me fazer nascer imperfeito! – Disparou de volta Sohac.
Afrodite foi pega de surpresa, nunca tinha sido enfrentada por um humano que conheceu:
— Eu não devo satisfação a um humano! – Disse a mulher.
— Mate o! – Pediu Pégaso.
Afrodite, bufando, estendeu a mão na direção de Sohac dizendo:
— De hoje em diante, será meu escravo! Vai obedecer a todas as minhas ordens. Se desobedecer, sofrerá fisicamente.
Sohac caiu de joelhos, sentindo como se faixas se enrolassem em seu corpo. Ele sabia que estava preso.
