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Mahou Tia 073 - A Entrevista Das Supermulheres

02/02/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

Das Mahou Tias, Jessica e Leidiane eram as que mais estavam tendo dificuldades para treinar. Ambas, mesmo tendo separado o dia da reunião, não ficaram livres de seus afazeres.

Jessica foi chamada na clínica para acalmar uma paciente que havia aberto um exame antes da hora, ficando desesperada.

Leidiane, por sua vez, teve que resolver problemas de última hora em suas lojas, ficando sem condições de treinar.

Jessica acabou aproveitando os momentos após a saída da paciente, ida para casa e confecção do jantar para treinar.

Conforme os dias passavam, as mulheres mágicas iam trocando informações sobre seu treino, sendo Tatiane e Pâmela as mais bem sucedidas.

Stefani vinha na terceira posição, pois já dominava completamente o fluxo de corrente elétrica que saía da tomada.

Até a volta de Vitório para São Nunca, Stefani havia tentado mais duas vezes receber o raio. Na segunda tentativa, a garota não chegou a perder a consciência, mas caiu no chão.

Pâmela, por onde passava, fazia as flores que estavam em seus últimos instantes de vida reviver milagrosamente.

Tatiane, já estava tentando controlar as nuvens, mas estava tendo dificuldade.

Jessica, conseguiu sentir o coração do vento após dois dias de treino e foi capaz de controlar grandes correntes de ar, que causaram estranheza a vários institutos meteorológicos.

Leidiane estava se esforçando, mas ainda não tinha sentido o coração do fogo.

Viviane então sugeriu uma mudança no treino. Agora Leidi deveria fazer o que parecia óbvio: dar sua energia para o fogo.

Leidiane ficou irritada com Viviane por não ter sugerido isso desde o começo. A garota explicou que devia ter entendido algo errado e voltou a tentar contato com os espíritos da natureza, sem sucesso.

Vitório, que havia recebido um novo comunicador de Mário, chamou as Mahou Tias pouco antes da meia noite e falou:

- Vocês tão desaparecidas por muito tempo. Sugiro que uma de vocês apareça e vá falar com a imprensa.

- Com a imprensa, por que? – Questionou Leidiane.

- Os maridos de vocês provavelmente não sabiam, mas a acessória de imprensa da PM não para de ser pressionada sobre o paradeiro de vocês.

Tatiane falou que fazia sentido. Jessica levantou a questão de quem falaria. Sugeriu Leidi, que recusou dizendo:

- Apesar de estar acostumada a dar entrevistas, não vou saber o que falar. Sou péssima em inventar histórias.

Pâmela se ofereceu para ir, pois julgava ser boa em inventar desculpas, devido sua antiga profissão.

Ninguém se opôs. Ainda naquela noite, Pâmela, que estava aprendendo a voar, foi transformada, com Bolinha, até a frente da Tribuna do Nunca, o jornal local da cidade.

Quando as recepcionistas viram duas das mulheres mágicas entrando, disseram já estarem cansadas de cosplayers.

Pâmela fez a orquídea que estava sobre o balcão crescer três metros em um segundo.

As recepcionistas saíram tropeçando e gritando desesperadas. Um segurança que estava escondido foi até o saguão, tentando apontar, sem sucesso, uma arma para Bolinha e Pâmela.

Pâmela gentilmente pediu calma e disse que estavam ali para dar uma entrevista.

O saguão do jornal ficou cheio em questão de instantes. O diretor do jornal apareceu e as convidou para subir até um local mais aconchegante.

Elas foram levadas até uma pequena sala que era usada para fazer entrevistas. Então o diretor começou a fazer perguntas, junto de uma jornalista loira e outro gordo:

- Quais os nomes ou apelidos de vocês?

Tatiane gelou, mas Pâmela respondeu:

- Eu me chamo Adubo. Minha parceira, Bolinha. A que veste vermelho é Jat, a que veste amarelo é Wind e a elétrica é Faísca.

Os três jornalistas ficaram confusos. Não esperavam realmente obter resposta. Então o diretor continuou:

- De onde vêm seus poderes?

- Dos espíritos da natureza, fomos escolhidas. – Mentiu Pâmela.

- Então você me diz que espíritos existem? – Retrucou o diretor.

- Se nós existimos, por que não espíritos? – Falou Pâmela apontando para si.

O diretor pareceu desarmado e a jornalista loira perguntou:

- Vocês não vieram aqui pra nos deixar fazer perguntas. Vocês têm um objetivo, qual é?

Adubo e Bolinha se entreolharam. Adubo falou:

- Pois bem. Viemos falar que estamos sumidas pois estamos treinando para ficar mais fortes. Nos recuperamos a pouco dos ferimentos causados por Raquel e seus urubus zumbis.

O diretor retomou o controle e questionou:

- O que realmente aconteceu em Campinas?

- Os civis não mentiram em nada. Nós chegamos quando eles estavam apanhando da bruxa. No combate nós nos ferimos. Quando ela fugiu, fomos atrás dela mas preferimos recuar. Nossos ferimentos estavam bem sérios. – Respondeu Pamela.

- Raquel é inimiga de vocês há quanto tempo? – Questionou o Jornalista gordo.

- Nós a conhecemos aquele dia. Estamos aqui para falar ao povo de São Nunca que estamos nos fortalecendo para que possamos derrotá-la quando ela retornar.

O diretor estava surpreso. As duas estavam colaborando.

Bolinha, então, começou a falar:

- Não sabemos muito, mas existe um índio que quer destruir as cidades grandes e também tem os poderes dos espíritos da natureza. É provável que ele venha para cá.

- E o motivo de ele vir primeiro para cá, certamente são vocês? – Questionou o diretor.

Bolinha balançou a cabeça afirmativamente e Adubo falou:

- Ele quer nos tirar do caminho para destruir as cidades em paz. Se é que destruir pode ter algo a ver com paz.

O diretor fez menção de fazer mais uma pergunta, porém Bolinha se levantou e disse:

- Acho que é o suficiente, Adubo.

Adubo também se levantou. Bolinha falou para tirarem fotos. Após isso, as duas voltaram para a recepção e saíram voando.

Enquanto procurava nuvens que as escondessem, Bolinha perguntou:

- Adubo… Fiz bem em falar do Ganu?

- Acho que fez o justo, assim quem quiser sair de São Nunca sai. – Respondeu Adubo.

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