Na segunda, após as homenagens em São Nunca, Tatiane, Débora, Viviane, Estela e Arlete receberam alta.
A polícia estava em dúvida do que fazer com elas agora, pois elas podiam ser obrigadas a permanecer em Campinas ou serem escoltadas de volta a São Nunca.
O principal fato que tornava a decisão difícil para a polícia eram as mulheres mágicas.
Parte dos investigadores acreditava que Tatiane e suas amigas tinham ligação com as Supermulheres.
Um grupo menor de investigadores acreditava que as Supermulheres estavam entre o grupo porém, além de terem dor de cabeça ao pensar nisso, eles não encontravam indícios que sustentassem essa hipótese.
No fim da segunda ficou decidido que as mulheres seriam escoltadas para São Nunca no dia seguinte.
A operação contou com helicópteros da polícia militar e dez viaturas fazendo a escolta por terra, além de batedores que iam bloqueando as ruas por onde o comboio passaria.
Em São Nunca, a polícia queria que as mulheres ficassem juntas. Então elas combinaram que ficariam na casa de Tatiane.
Todas foram escoltadas até suas casas para que pegassem roupas e o que mais precisassem. Após isto, todas foram levadas até a casa de Tatiane.
As cinco não tinham gostado da ideia de sair de Campinas, pois queriam ficar próximas de seus entes feridos. Porém, como os médicos diziam com confiança que eles estavam se recuperando, a vontade delas não teve tanta importância.
Arlete e Estela começaram a preparar algo para que elas comessem. Enquanto isso, Tatiane, Débora e Viviane fizeram uma varredura na casa procurando por escutas.
Sem encontrar indícios de escutas, as mulheres foram jantar. Durante a refeição, Débora perguntou:
- Quem é o Pajé de quem Laura falou?
Tatiane respondeu explicando como elas tinham conseguido os poderes.
Após ouvir a história, Débora questionou:
- Se os índios têm coisas tão poderosas, por que eles não usaram antes? Digamos, pra lutar contra os colonizadores.
- Nós perguntamos pro Pajé. Ele falou que havia uma profecia sobre mulheres que cairiam do céu. – Falou Tatiane.
Elas passaram o resto da noite assistindo TV, ouvindo rádio e acessando a internet, se focando em emissoras e sites de notícias.
Elas descobriram que várias fotos do local do combate e do interior da casa de Raquel haviam vazado na rede.
Elas também notaram que os boatos sobre aves carregando uma pessoa haviam parado, quando estes começaram a vir do Amazonas.
Viviane, olhando para um mapa, levantou a questão sobre a possibilidade de Raquel ter cruzado a fronteira.
Ninguém duvidava da possibilidade. Era de senso comum entre elas que, se a bruxa tivesse cruzado a fronteira, capturá-la se tornaria difícil.
Porém, esse fato deixava uma pulga atrás da orelha das mulheres. Raquel poderia ter fugido por ali, tanto para despistar a polícia, quanto para se proteger. De qualquer forma, algo de bom para ela havia por ali, a dúvida era o que.
Na quarta elas foram informadas que, nos próximos dias, o pai de Ricardo, o de Viviane, Otávio, Tiago e Mário poderiam ter alta.
A polícia as levou até a delegacia e começou a interrogá-las. Elas davam respostas bastante consistentes com as que já tinham dado antes, deixando a polícia sem condições de descartar seus depoimentos.
Enquanto isso, em Campinas, Stefani recebeu autorização para ver Ricardo e foi levada de cadeira de rodas até ele.
Quando foi deixada ao lado da cama, ela falou:
- Que pena, perdemos o nosso primeiro dia dos namorados, foi na sexta.
- A gente tem nosso dia quando isso acabar. E eu espero que seja logo. – Falou Ricardo.
- Eu também espero… A gente podia ter perdido um ao outro. – Falou a garota segurando a mão do rapaz.
Ricardo retribuiu apertando a mão de Stefani e os dois ficaram assim parados até que Stefani fosse levada embora.