Raquel ficou olhando para o corpo do homem que há pouco fora sua marionete. Ela perguntou a seu mestre se ao comer a alma dele passaria novamente por uma semana de agonia. Jorge respondeu:
- A primeira vez é a pior… Quanto mais almas você come, menos você sente seu corpo queimar. Pra mim, comer uma alma é tão natural quanto beber água.
Raquel deu de ombros, agarrou a alma que estava saindo do corpo, a comprimiu e a engoliu.
Seu corpo ferveu e ela sentiu, novamente, as milhares de lâminas percorrendo suas veias. Porém, o desconforto não a fez se debater no chão e nem perder a consciência. Apenas a deixava com dificuldades de andar.
Jorge abriu a cela e fez o corpo do homem morto flutuar para fora.
O outro, que havia sobrevivido ao combate forçado, estava tremendo sentado no chão. Jorge se virou para ele e falou:
- Acalme-se, ainda não é a sua vez.
O homem implorou por clemência com uma voz quase inaudível.
Jorge ignorou. Pegando Raquel no colo, ele saiu da prisão.
Ele levou Raquel até o quarto dela e ficou esperando até que os efeitos colaterais passassem.
Duas horas depois, Raquel estava ofegante mas já livre do sofrimento.
Jorge ordenou que Raquel tomasse um bom banho, pois naquela noite ela começaria a pagar pela cirurgia plástica.
Raquel tomou seu banho, imaginando que muito provavelmente, seu mestre não seria gentil. Isso a preocupou um pouco, pois ela não sabia quais os gostos dele na cama e podia se deparar com algo desconfortável ou nojento.
Na hora do jantar, Raquel foi para o quarto de Jorge. O lugar era grande e tinha a maior cama que Raquel já tinha visto, cortinas finas, uma TV de 70 polegadas, frigobar, adega e um closet.
Raquel ficou surpresa, pois não imaginava que o mestre gostasse de luxo.
Enquanto servia vinho em duas taças, Jorge notou a expressão de Raquel e falou:
- O que achou que veria? Um amontoado de livros, poções e um caldeirão?
- Não esperava algo tão luxuoso. – Respondeu Raquel.
- É o que se espera de um homem com o meu dinheiro. Nós temos que responder bem a certas expectativas. Aliás, isso é bom, muito bom! – Falou Jorge, se exaltando.
Durante o jantar, um dos capangas de Jorge entrou no quarto e avisou que um caminhão que transportava drogas havia sido apreendido pela polícia argentina.
Jorge quis saber de quem era a culpa da polícia ter descoberto. O homem respondeu que não sabia, mas provavelmente tinha sido uma falha dos traficantes locais.
Jorge deu de ombros e ordenou que o homem aumentasse o preço da droga, para aqueles traficantes, em dez por cento.
O homem saiu. Antes de fechar a porta olhou para Raquel, em seguida para Jorge. Fez sinal de positivo para o chefe e se retirou.
Raquel se perguntou se Jorge também a entregaria a seus capangas, mas preferiu pensar nisso só na hora.
Depois que o jantar acabou, Jorge olhou para Raquel e falou:
- Antes de nos divertir, quero te ensinar uma lição. Acho que nunca te falei da minha infância.
Raquel acenou negativamente com a cabeça. Jorge continuou:
- Meus pais e eu trabalhávamos para um fazendeiro, que era bastante duro com os empregados e escravos. Um dia, correndo risco, eu enfrentei o homem e perguntei por que ele agia daquela forma. Ele gostou da minha ousadia e me falou que no mundo existem dois tipos de pessoas. Os que são pisados e os que pisam.
Raquel arregalou os olhos e ficou parada olhando para seu mestre, que continuou.
- Raquel, assim como ele, eu não serei pisado. Espero que você também não seja. Pise, com força e sabedoria, com isso ninguém pisará em você.
Raquel sorriu e falou:
- Não se preocupe. Não deixarei que pisem em mim.
Jorge ficou mais uma hora falando sobre a forma como conduzia seus negócios. Após isso, ele se deitou sobre a cama, ordenando que Raquel o despisse e começasse a fazer sexo oral.