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Mahou Tias 072 - O Segredo De Vitório

31/01/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

Depois do resgate, Vitório, por ser do comando da polícia, foi levado para um hospital diferente em Campinas. Hospital este onde os militares poderiam ficar de olho no homem, sem grandes dificuldades.

Vitório havia perdido muito sangue e estava tendo que repô-lo.

A maior parte do tempo, Vitório foi interrogado a respeito das mulheres mágicas. A corporação precisava de provas concretas para ligar as mulheres resgatadas às mulheres que combatiam o crime em São Nunca.

Porém, os anos de experiência do homem em colher depoimentos e interpretá-los o permitiram mentir bem. Tão bem que mesmo uma ou outra diferença entre seu depoimento e o do resto do pessoal não eram capazes de fazer os interrogadores acharem que ele mentia.

No coração de Vitório, o que mais doía era saber que o corpo do pai estava guardado em alguma gaveta do necrotério, esperando para ser enterrado.

Vitório foi mantido sob vigilância mais tempo do que o necessário para sua recuperação, recebendo alta apenas em dois de julho.

Vitório quis fazer um velório, mas a inteligência da polícia do Estado queria evitar complicações. Assim, liberaram apenas duas horas para que o corpo de Tibúrcio fosse velado, tudo sob um forte esquema de segurança.

Vitório ficou parado de pé ao lado do caixão do pai sem dizer nada, apenas lembrando que seu pai havia dito que tinha orgulho dele.

Ele também sentia do pai, pois abandonou o exército no auge do regime militar, sendo considerado uma vergonha por outros soldados.

Ao lado de Vitório estava um policial moreno, bem apessoado, cabelo bem feito e expressão séria, chamado Murilo.

Quando percebeu que ninguém estava olhando, Murilo acariciou a mão de Vitório dizendo baixinho.

- Eu to aqui, querido.

Vitorio piscou os olhos de maneira lenta. Ele temia que a corporação descobrisse seu romance com Murilo. Muitos na polícia não viam com bons olhos soldados gays.

Murilo, que também trabalhava em São Nunca, foi para Campinas a convite de Vitório para acompanhar o enterro.

O comando da polícia não permitiu que Vitório avisasse Tiago e os outros sobre o velório, justamente por causa da desconfiança.

O rápido velório e o enterro aconteceram em quatro de julho.

Devido ao envolvimento de Vitório em toda a confusão, o comando da polícia resolveu mantê-lo em Campinas, fazendo trabalhos internos.

Os dias foram passando e ninguém desconfiava de Vitório. Pelo contrário, confiavam cada vez mais que ele não conhecia as mulheres mágicas.

Ao mesmo tempo, a criminalidade em São Nunca, que havia diminuído por causa das supermulheres voltou a aumentar. Com ela, aumentou o trabalho da polícia.

O suplente de Vitório aparentemente estava sendo incapaz de manter as coisas nos eixos. Assim, o comando resolveu recolocar Vitório no comando da polícia de São Nunca.

Vitório reassumiu o comando da polícia de São Nunca em 21 de julho e foi extremamente bem recebido por seus colegas e subordinados.

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