São Nunca enfrentava uma estranha paz. Os que se amedrontavam com as supermulheres eram apenas os bandidos de pequeno porte. Os traficantes que realmente faziam parte da grande facção criminosa batiam de frente com as heroínas.
Até o dia dos pais, houve três encontros entre os membros da facção e as Mahou Tias. Esses confrontos terminaram com a prisão dos bandidos e destruição dos carregamentos de droga que transportavam.
As mulheres mágicas acabavam se ferindo nos combates, mas graças à resistência que ganhavam por causa das frutas e à adição de coletes à prova de bala nos trajes, elas conseguiam se cuidar por conta própria.
O dia dos pais estava correndo sem problemas, o que deixou Stefani contente, pois no dia das mães ela quase condenou a mãe à morte.
Pâmela comemorou a data com seus pais adotivos. Estela, Otávio e Stefani passaram a data no hospital, junto de Augusto.
Jessica, Leidiane e Tatiane passaram a data com suas famílias, que eram praticamente uma só.
Viviane e os pais foram almoçar fora, pois os dois trabalhavam durante a madrugada e acordavam tarde.
Depois que chegaram do almoço, Viviane foi para seu quarto e começou a tentar chamar animais até o local.
As aves se aproximavam, porém com grande desconfiança.
Viviane havia ficado deprimida, por saber que os animais acabaram por não transmitir sua mensagem para o pajé, que só ficou sabendo sobre as investigações a respeito de Ganu por Laura.
Laura também estranhou que os animais não se aproximassem de Viviane, pois o natural é que eles sentissem confiança nos poderes dela.
Um dos pardais que pousou na cama de Viviane ficou encarando-a. Viviane estranhou a atitude do animal e perguntou o que ele queria.
A ave não respondeu, porém saiu voando ao redor da garota, que levantou os braços para o alto, como se estivesse sendo examinada.
O pássaro pousou na janela e falou para a alma de Viviane:
- Pare de nos chamar. É melhor para você.
Após falar, a ave voou para fora, junto com as outras que ali estavam.
Laura que estava no quarto, estranhou a atitude da ave e saiu para descobrir o que era. Viviane também fez Fake sair na rua e investigar.
Após isto a garota ficou caminhando pela rua. Distraída, acabou tropeçando em uma mulher alta, bronzeada, com longos cabelos pretos e expressão amigável.
Viviane pediu desculpas e a mulher falou:
- Relaxe querida, não sabe o quanto me ajudou.
- Como eu te ajudei? – Questionou Viviane.
- Eu estava te procurando. Eu também posso falar com os animais. – Respondeu a mulher.
Viviane ficou apreensiva, mas a mulher falou:
- Calma, eu sei porque os animais estão te evitando.
- Por que eles estão me evitando? – Questionou Viviane.
- Porque aquela bruxa que vocês pegaram está colocando os urubus dela para ficar de olho nos animais.
Então, Laura apareceu. Ao ver Viviane com a mulher, gritou:
- Corre! É Raquel!
Viviane arregalou os olhos e saiu correndo. A mulher falou:
- Gorda intrometida.
Raquel saltou por cima de Viviane, que tentava mandar uma mensagem através do comunicador, e a golpeou com uma pequena lança vermelha que saía dos dedos.
Porém Viviane não sentiu o golpe. Quem foi atravessado na cabeça foi Fake, que saltou na frente da dona.
O golpe foi tão certeiro que o cachorro nem ganiu. Ele simplesmente morreu.
Laura atravessou o corpo de Raquel para tentar atrapalhá-la. Porém, ao fazer isto, escutou o som de gritos de agonia.
Raquel não foi atrapalhada e socou o rosto de Viviane, que caiu com o olho esquerdo perfurado.
Laura tentava parar Raquel, mas não conseguia.
A bruxa aproveitou que Viviane estava caída, espalmou a mão na direção da garota e disparou vários espinhos de luz vermelha, que perfuraram Viviane em dez lugares diferentes.
Viviane, sem forças, ficou agonizando no chão. Raquel molhou o dedo no sangue da garota e escreveu, ao lado de Viviane: “Eu voltei”, e assinou com seu nome.
Então a bruxa sumiu, deixando Viviane sozinha, pois Laura saiu tentando chamar ajuda.