Jat voou rapidamente até sua casa, um tanto aliviada, pois sabia que o marido estaria no trabalho.
Ao entrar na casa, ela se deparou com móveis arrastados, caídos e até quebrados.
Ela caminhou lentamente pela sala, pela cozinha e lavanderia, sem encontrar nada. Então ela resolveu voltar para a sala e subir para o andar de cima.
Quando ela estava no terceiro degrau, ouviu um silvo. Instantes depois, viu uma serpente extremamente grande começar a descer a escada.
A criatura tinha a largura da escada, cheia de escamas vermelhas, com dentes assustadoramente afiados e língua com espinhos.
Jat saltou para trás, disparando um jato de fogo, atingindo a lateral da criatura, que começou a se mover mais rápido.
Jat continuou disparando jatos de fogo na cobra, que aparentava não sentir nada.
A mulher se enfureceu. Deixando de se importar com a própria casa, juntou todas as forças que tinha, disparando uma impressionante rajada de fogo na criatura.
O calor e as chamas foram tão intensos que móveis de madeira começaram a pegar fogo. Mesmo as paredes de cimento e o piso de porcelanato ficaram marcados pelo fogo.
Porém, a serpente permanecia firme e inabalável ao encalço de Jat, que como estava ficando sem espaço correu para a cozinha, na esperança de levar a criatura até o quintal.
A serpente, vendo a mudança de direção da mulher, cuspiu nas costas dela um líquido verde e gosmento, que lhe queimou roupa e pele.
Os enormes buracos na roupa de Jat não a incomodaram. No entanto, as feridas em sua pele ardiam e sangravam.
Jat foi para a lavanderia e em seguida para o quintal, para evitar de queimar todos seus móveis com o combate.
Quando Jat, achando que havia ganhado alguns instantes, tentava lavar as costas, a cobra apareceu cuspindo mais gosma ácida.
A substância não atingiu Jat, mas foi derretendo o piso do quintal.
Jat julgou que teria que disparar suas chamas dentro da boca da criatura, na esperança de que a parte interna do monstro fosse vulnerável.
E assim ela fez. No entanto, a serpente fechou boca e olhos, para se proteger.
A cobra gigante foi tomando o quintal, a ponto de estar toda lá.
Jat teve que se desviar voando de um golpe que a serpente lhe desferiu com a cauda.
Do alto, Jat continuou atirando chamas na cabeça da criatura, que se enrolou no chão e ficou quieta.
A mulher imaginou que precisaria de ajuda, mas não podia contar com as companheiras, que também deviam estar com criaturas semelhantes em suas casas.
Jat parou de atirar e ficou do alto procurando uma falha na armadura de escamas da serpente, sem sucesso.
Jat se aproximou, da cabeça da criatura, que mesmo de olhos fechados lhe golpeou, derrubando-a no chão.
A mulher viu a serpente abrindo a boca para disparar mais gosma verde e atirou fogo.
As chamas e a gosma colidiram, causando uma explosão que feriu tanto a serpente quanto a mulher mágica.
Jat sangrava no chão, enquanto a serpente sangrava pela boca. A criatura tentou abocanhar a mulher, que se envolveu em chamas e, no instante da mordida, voou para dentro da boca da criatura.
A serpente começou a se contorcer de dor, na tentativa de esmagar Jat dentro de si.
Porém, a mulher conseguiu incendiar o interior da criatura, que caiu se revirando em agonia.
Assim que a serpente morreu, Jat se arrastou para fora, bastante machucada pelo ácido da criatura, seus espinhos e suas torções.
Em seguida foi se arrastando até a torneira do quintal e banhou o corpo com água, para diluir o ácido.