Faísca não acreditava que seus pais corriam perigo. Para ela, Raquel estava blefando.
No entanto, ao chegar em casa, viu a porta da frente arrombada. Passou a procurar pela mãe, já que o pai estava no trabalho.
Quando chegou ao quintal dos fundos, viu uma aranha gigante espirrando teia em algo que parecia um casulo.
Faísca ouvia resmungos da mãe, que saíam do casulo. A garota tentou correr para rasgar as teias, porém, a cabeça que ficava na traseira da aranha começou a lhe espirrar teia.
Faísca correu para a lateral da criatura, saindo de sua linha de tiro. Como a criatura parecia não ter como se defender, Faísca atirou um forte raio, mas o monstro não esboçou reação.
A aranha se virou na direção da garota e voltou a disparar teia. Faísca desviou e disparou mais raios, sem sucesso.
A garota desistiu de atirar no monstro. Passou a se esquivar de seus disparos de teia, na tentativa de chegar até a mãe.
Ela demorou mais do que gostaria. No entanto, chegou até o casulo da mãe. Só que começou a ser coberta por teia enquanto rasgava o casulo.
Assim que abriu o casulo o suficiente para entrar ar, Faísca voltou a se esquivar para tirar a teia de si.
Por alguns minutos, Faísca e a aranha ficaram dançando no quintal. A garota se desviava da teia para chegar até a mãe, rasgava o casulo enquanto era coberta por teia, em seguida se afastava para tirar a teia de si e voltava a tentar se aproximar da mãe.
Quando Faísca conseguiu tirar a mãe do casulo, voltou a disparar raios na criatura, que permanecia sem senti-los.
Estela, mesmo fraca, viu uma oportunidade para se arrastar para longe enquanto a filha batalhava.
Faísca estava frustrada. Seus raios não faziam nada contra a criatura.
Faísca então parou, se concentrou e tentou sentir e receber o grande raio que vinha do céu.
Ele veio, forte e poderoso, fazendo Faísca desmaiar e perder o comunicador na queda.
Ao ver a filha caída, Estela se levantou, pegou uma vassoura e, imitando os passos da garota, desviava dos jatos de teia, com o intuito de atacar a aranha.
Quando chegou perto da criatura, Estela quebrou-lhe a vassoura na cabeça e se afastou, procurando outro objeto que pudesse usar como arma.
A criatura não se incomodou com a vassourada. Vendo Faísca caída, passou a perseguir Estela.
Faísca acordou tonta. Viu a mãe segurando um rodo e se desviando dos jatos de teia.
A garota se ajoelhou no chão e, mais uma vez, se concentrou para chamar o grande raio. Novamente, ele veio.
No entanto, o instinto de Faísca a ajudou e, sem que ela soubesse como, conseguiu desviar o raio na direção da aranha.
Estela ficou de olhos arregalados ao ver a cena. Um raio contínuo descia do céu, passava pela filha e atingia a criatura, que agora parecia sentir a corrente.
Foram cerca de dez segundos de raio até que Faísca desmaiasse, mas foram o suficiente para derrubar a criatura.
Com a aranha desacordada, Estela pegou a furadeira do marido para fazer furos na cabeça da criatura. Porém, as escamas eram duras demais e estavam gastando a broca.
Então a mulher abriu a boca da criatura, enfiou a mão e a furadeira dentro, começando a furar.
A mulher foi esperta e foi fazendo furos de forma a tirar a escamas de dentro para fora, expondo assim partes vitais da cabeça do monstro.
Ela levou mais de meia hora, mas destruiu as duas cabeças da aranha. Em seguida foi socorrer a filha que ainda estava desacordada.