Wind ficou observando Bolinha por algum tempo. A mulher foi se sentindo melhor conforme as horas iam passando.
Felizmente, após duas horas, as duas descobriram que o veneno não era letal, mas causava uma certa paralisia e tontura.
Mesmo constrangido, Tiago ajudou Jat a se lavar até tirar o ácido do corpo, já que ela estava dolorida demais para fazer isso sozinha.
Mário não pôde ajudar, pois estava envolvido nas buscas por Raquel.
Estela pegou o comunicador de Stefani e avisou as outras a respeito do que tinha acontecido.
Adubo também passou seu relatório, avisando que não poderia ir até a casa de Faísca pois um dos monstros de Raquel havia destruído a casa de seus pais.
Augusto fez os abalados pais de Pâmela se hospedarem em sua casa, até que pensassem em uma solução.
Estela queria ir consolar os pais de Pâmela, no entanto Stefani ainda estava transformada e desacordada. Não podia ser deixada sozinha.
Na cabeça de Estela, mesmo a cena sendo chocante, ela imaginava que a filha não sofria danos reais por ser ligada aos raios.
Raquel parecia saber que suas criaturas haviam perdido. Vários de seus urubus começaram a sondar as casas das cinco mulheres magicas.
Viviane ainda estava inconsciente na UTI. Relatórios médicos apontavam que sua condição era estável, porém ainda crítica. O que era certo é que a garota havia ficado cega do olho esquerdo.
Faísca acordou por volta das vinte horas, dolorida e com sinais de queimadura pelo corpo.
Pâmela queria estar perto dos pais para confortá-los, então, assim que foi possível, as cinco mulheres mágicas, Mário, Tiago, os pais de Stefani e até Vagner se reuniram na casa de Augusto.
Enquanto todos discutiam o que fazer, foi possível ouvir vindo do rádio de Tiago que uma mulher encapuzada estava fazendo reféns no principal shopping da cidade, o Terra do Nunca. Os relatos diziam que apesar de atiradores de elite terem acertado tiros na suspeita, as balas não a atravessavam.
Eles ligaram a TV. Vários canais já transmitiam imagens do local e reportavam que a bruxa exigia que as supermulheres se entregassem.
Jat, para não complicar seus maridos, sugeriu:
- Sei que estamos machucadas, mas é melhor ir enfrentar ela.
Um silêncio tomou conta do local, enquanto uma a uma as outra Mahou Tias davam seu aval acenando com a cabeça.
Todos se despediram sem trocar muitas palavras. Era de entendimento geral que ninguém havia morrido até aquele momento por sorte.
Quando as mulheres estavam se preparando para sair, Faísca viu Adubo ao lado de Estela, notando algo familiar nas duas.
As cinco voaram até o topo do shopping e foram descendo devagar até o andar onde a bruxa mantinha pessoas reféns.
Quando os policiais da força tática viram as cinco chegando, arregalaram os olhos. Eles não esperavam que elas fossem se entregar.
Quando um grupo de soldados começou a caminhar na direção delas, com algemas nas mãos, Bolinha falou:
- Não viemos nos entregar, viemos terminar o que não terminamos.
Os policiais pararam e uma voz igual à que saiu do urubu falou:
- Eu não sou idiota… Revelem suas identidades.
- Que garantias nós temos de que você vai soltar os reféns. – Questionou Jat.
- Quem falou em soltar reféns…
Quando a voz terminou de falar, um grito saiu de uma loja grande. Parecia único, mas vinha de várias pessoas que foram perfuradas por uma chuva de lanças vermelhas vindas do teto.
As cinco olharam horrorizadas para a mulher, que fez um gesto com as mãos, começando a engolir as almas dos que havia acabado de matar.
Laura, que estava observando tudo à distância, gritou para as mulheres mágicas ao ver a cena:
- Ela vai destruir essas almas, parem ela!
As cinco voaram por cima dos soldados na direção da mulher, para atacá-la.