Enquanto Vagner e Tatiane levaram Stefani para visitar Viviane, Pâmela e Jessica preferiram ir embora a pé.
As duas fizeram uma parte do caminho juntas e depois se separaram.
Pamela ligou para Augusto para avisar que estava chegando em casa. Porém, quando atendeu Augusto falou que não estava em casa e que já estava indo para lá.
A mulher achou que ele estava no mercadinho, o que seria estranho, pois o mercadinho fechava às 14 horas no domingo e já eram mais de 16 e 30.
A intuição de Pâmela estava correta. Ela chegou no mercadinho em tempo de ver um rapaz mal encarado, segurando uma sacola, entrar no mercadinho por uma pequena porta que estava aberta.
Pâmela apressou o passo entrando no mercado bem no momento em que Augusto pegava a sacola e entregava um maço de dinheiro para o rapaz, que contou e se dirigiu para a saída.
Assim que o rapaz passou por ela, Pamela se apressou até Augusto perguntando:
- — O que você comprou desse maloqueiro?
- — Cedo ou tarde você ia descobrir… Intuição feminina é uma bosta… — Disse Augusto, retirando uma arma de dentro da sacola.
Pâmela ficou branca e questionou o que o noivo pretendia com aquilo, ele respondeu:
- — Esse Ganu parece maluco. Ele pode vir atacar meu mercado, e aí? E outra, se eu tiver perto de vocês até posso ajudar a lutar contra ele.
- — Mas você não tem poderes, não é capaz de enfrentar ele! – Argumentou Pamela.
- — Sem a arma, sou menos capaz ainda. Relaxa que eu pretendo tentar tirar porte de arma. Tenho que ver a lei como é que ta. — Explicou o homem.
Pâmela ficou desarmada. Ela já sabia que, quando o noivo usava aquele tom de voz, nada iria mudar a opinião dele. Ela só passou a torcer para que ele não fizesse nenhuma loucura.
Quando Pâmela e Augusto chegaram na casa dele, os pais da mulher estavam sentados na sala, sem fazer nada, com TV e rádio desligados.
Augusto ficou bravo, dizendo:
- Poxa! Vocês dois podem ligar a TV, o rádio, o que quiserem!
- A gente não quer dar gasto. – Disse a mãe de Pâmela.
- Vocês são da família! Já expliquei isso! – Disse Augusto com um tom bravo na voz, porém com um estranho sorriso malicioso no rosto.
- É desconfortável pra gente, Augusto. – Disse o pai de Pâmela.
- Vocês são os pais da minha noiva e tão hospedados aqui, qual o problema? – Questionou Augusto.
- Você sabe o problema… – Falou o pai de Pâmela com uma expressão dura.
Augusto deu de ombros e falou:
- De novo, vocês são os pais da Pâmela e tão morando aqui por causa de uma tragédia. Não vejo problemas nisso.
O pai de Pâmela revirou os olhos e, dando de ombros, pegou o controle da TV e ligou-a.
Pâmela estranhou a conversa mas, achando que provavelmente era orgulho masculino, resolveu deixar para lá.
Por volta das seis e trinta, Stefani passou o recado de Viviane pelo comunicador.
Pâmela pessoalmente não gostou nada da parte de oferecer mortos como oferenda, pra ela os espíritos da natureza eram bons.
No dia seguinte, Pâmela, a pedido de Augusto, foi até o cartório para agendar o casamento civil.
O noivo queria apressar o máximo possível a união civil e mandou Pâmela molhar a mão do juiz se fosse necessário.
Quando a mulher ligou para o noivo avisando que só tinham data para dali dois meses, ele fez Pamela pagar para acelerar.
Quando Pâmela ofereceu dinheiro para acelerar a data, a atendente foi falar com um dos superiores e voltou com a data do dia 29 de agosto.
Pâmela achou bom, já que aquela era uma segunda, 17 de agosto. Pagou a mulher conforme Augusto havia mandado.
Quando o homem ficou sabendo da data, se mostrou extremamente satisfeito, mesmo que isso lhe tivesse custado mil reais.