No dia seguinte, após o almoço, todos haviam ficado sabendo que Viviane havia sido transferida para um quarto.
Stefani e Ricardo combinaram de ir visitar a garota.
Quando entraram no quarto, viram Viviane com cara de poucos amigos. Stefani perguntou o que estava havendo e a loira respondeu:
- — Na UTI, tava todo mundo achando que eu tinha ficado com alguma lesão na cabeça, só porque eu tava tentando falar com os espíritos… Até fiz outra ressonância magnética.
Stefani e Ricardo tiveram o mesmo pensamento de como seria estranho, em uma UTI, uma garota começar a falar com coisas que ninguém mais podia ver.
A controladora dos raios ficou feliz por Viviane ter superado os barulhos e ter conseguido se concentrar, dizendo isso em voz alta.
Viviane riu deprimida, explicando que só teve dois pequenos momentos, pois nas duas vezes as enfermeiras a atrapalharam perguntando com quem ela conversava.
Débora olhou para a filha, perguntando:
- Não foram três vezes? Me disseram que você teve três alucinações.
- Na terceira eu tava quase chegando, aí uma enfermeira veio me dar banho e eu disse, de raiva, pra ela me deixar em paz, que eu tava tentando falar com Papai Noel.
Stefani e Ricardo caíram no riso.
Enquanto ria a garota sentiu seu celular vibrar. Ela encontrou uma mensagem que dizia:
- “Novo ataque, encontro lugar da última vez”.
Stefani suspirou e explicou que Ganu estava atacando; se despediu de Débora, Ricardo e Viviane e saiu, procurando um lugar para se transformar.
Após encontrar um beco que não tinha câmeras, ela se transformou e voou para o topo do Terra do Nunca.
Quando ela estava para pousar, as outras quatro, que já estavam no teto, saíram voando e fizeram sinal para que ela as seguisse.
Elas voaram até uma região industrial, que havia sido um dos motivos da fundação de São Nunca. Lá, Ganu levava o terror ao prédio que era ocupado por uma montadora de tablets e smartphones.
Elas seguiram o rastro de destruição e encontraram Ganu, incendiando uma dúzia de máquinas.
Ganu estava de pé sobre uma estrutura de metal, o que fez Faísca ficar com água na boca no momento em que disparou o raio na estrutura.
Ganu não havia notado a chegada das heroínas e nem percebido a chegada do raio. Ele foi arremessado da estrutura, caindo tonto no chão.
Policiais que estavam próximos do local onde ele caiu começaram a atirar, no entanto, as balas pareciam causar poucos danos a ele.
Wind falou no comunicador que isso devia ser por causa dos poderes de cinco frutas.
Bolinha puxou Faísca pelo braço, voando na direção de Ganu. Ao chegar perto, a boneca o molhou, fazendo sinal para Faísca atirar outro raio.
A garota ficou com medo, pois isso poderia matar o homem. Aparentemente Bolinha imaginando o motivo da hesitação da garota gritou:
- Mata ele ou ele vai matar mais inocentes!
Faísca atirou e Ganu quicou e saiu rolando.
O índio parecia derrotado. Porém, quando policiais foram algemá-lo, ele se levantou, disparando fogo para todos os lados. Saiu voando, procurando uma saída do prédio.
As Mahou Tias o seguiram. Ganu parecia estar com medo de usar as ruas para despistá-las, pois ficou voando por cinco minutos no ar antes de descer e, de novo, as despistar usando sua velocidade extra.
No topo do Terra do Nunca, Jat falou:
- — O maldito não voou com toda a velocidade no alto, deixou para fazer isso depois que estivesse recuperado, ele só ficou nos enrolando.
- — Ele é resistente. — Disse Adubo.
- — Você devia ter usado seu grande raio! — Reclamou Bolinha.
Wind pediu calma, falando que nenhuma delas realmente estava pronta para matar e que esse era um passo sem volta.
Isso pareceu satisfazer Bolinha.
Elas desceram do teto, se destransformaram em um canto onde havia um ponto cego e voltaram para suas casas.