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Mahou Tias 095 - O Pesadelo De Viviane

19/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

Depois que chegou em casa, Stefani foi para o quarto, chateada por ter deixado o índio escapar. Se ele machucasse mais alguém, ela julgava que a culpa seria dela.

Ela ficou conversando com Viviane, antes de dormir, por mensagens de texto, em um aplicativo criptografado.

Viviane tentou consolar a amiga, sem êxito.

Stefani foi dormir com lágrimas no rosto.

Viviane esperou a mãe ir dormir e passou a se concentrar para falar com os espíritos da natureza.

A garota levou um pouco mais de tempo para se concentrar, pois havia perdido a prática.

Então, ela sentiu um arrepio e viu, sentada aos pés de sua cama, uma sereia de água.

A garota sorriu e falou que não esperava que ela aparecesse.

A sereia respondeu que ali existia muita água correndo nos canos, se essa era a lógica de Viviane.

Viviane ficou surpresa pelo espírito da água ter percebido a forma como ela pensava. Aproveitando o momento, questionou:

- — Você sabe o que eu quero falar com vocês?

— Sim… Está preocupada com os planos que Ganu tem para esta cidade. – Respondeu a sereia.

- — Quais são eles? – Questionou Viviane.

- — Não posso dizer, isso diz respeito a nós e a Ganu. — Disse o espírito.

- — Ele vai matar pessoas! — Exclamou Viviane.

- — Vocês humanos se matam o tempo todo, pelos mais fúteis motivos. Ele tem um motivo plausível, trazer de volta o domínio da natureza sobre a terra. — Explicou a sereia.

- — As vidas das pessoas não são importantes pra vocês?

- — No futuro, as pessoas vão acabar morrendo em massa por causa de sua negligência com a natureza. Se deixarmos que aconteça agora, teremos menos mortes, acredite. — Contou o espírito, despreocupadamente.

Viviane tinha um nó na garganta. Ela estava sem argumentos, não sabia o que dizer. Até que se lembrou das palavras de Laura e argumentou que a natureza ainda era respeitada, pois os elementos que ela oferecia ainda eram usados para construir as cidades.

A sereia deu risada, falando:

- — Você tem um pensamento muito semelhante ao de Ganu. Ambos pensam que suas cidades de pedra são o problema. Saiba que não são. O grande problema da humanidade é o próprio ser humano.

- — Mas vocês vão destruir a cidade! — Exclamou Viviane.

- — Nós não. Quem o fará será Ganu. Assim que ele aprender a controlar o que ele pretende controlar. — Contou a sereia.

- — E por que vocês vão deixar? — Questionou a garota.

- — Como já te disse, a quantidade de pessoas que morrerão agora será menor do que as que morrerão no futuro. Mas isso não significa que ele não possa ser parado. Matem-no ou venham com uma solução melhor. Cuidem melhor dos recursos naturais. — Argumentou o espírito.

- — Mas isso não depende só da gente! Então o que nos resta é matar Ganu? — Voltou a questionar a garota.

- — Pessoas morrerão, agora ou no futuro, em menor ou maior quantidade. Isso vai depender de quem vença essa batalha, vocês ou Ganu. Se você quiser fazer algo semelhante ao que Ganu pretende, nós também deixaremos. Basta vocês aprenderem a usar os poderes que têm em seu nível máximo, como ele está fazendo.

Viviane colocou o comunicador no ouvido e perguntou se havia alguém acordada, mas ninguém estava na escuta.

A sereia sorriu, se despediu de Viviane desejando boa sorte e desapareceu.

A garota chorou, se sentindo fracassada.

Alguns minutos após se acalmar, ela escreveu tudo o que tinha acontecido e enviou para todos os membros do grupo, através de mensagem criptografada.

Chateada, ela acabou caindo no sono e viu São Nunca tomada por uma enorme escuridão. Não havia luz nos postes, nas casas e nem no céu. Era como se uma noite sem lua e estrelas tivesse tomado a cidade.

Viviane acordou com o coração acelerado e uma enfermeira observando-a.

Depois disso ela não conseguiu mais dormir.

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