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Mahou Tias 102 - O Conselho Da Mãe

26/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

No dia seguinte, Stefani perguntou para Leidiane se ela iria para a chácara. Porém, a resposta foi negativa.

Stefani estava com a ideia fixa de treinar o domínio sobre o grande raio. Ela queria suportá-lo mais, conseguir que ele se tornasse um raio contínuo.

São Nunca continuava nublada, o que fez a garota ir para o quintal dos fundos de sua casa e chamar o grande raio.

Ela só conseguia sustentar cada raio por cerca de dois segundos, antes que a visão escurecesse e ela ficasse tonta.

Mas não era só isso. Após chamar o quarto raio, ela estava exausta, com o coração saindo pela boca.

Ela começou a se perguntar se havia como ter mais controle sobre o raio e ficou preocupada com a possibilidade negativa.

Ela pensou em chamar o raio uma quinta vez, ignorando seu estado, mas se preocupou com a possibilidade de alguém notar um raio caindo cinco vezes no mesmo lugar.

Ela ficou sentada aos pés da árvore refletindo, até que sua mãe a chamou dizendo que era Ricardo no telefone.

Stefani pegou o aparelho sem fio da mão da mãe, cumprimentando o namorado. Ricardo respondeu:

— Sei que você não tá no clima, mas vamos almoçar fora?

— Não quero ir no shopping por um tempo… – Reclamou Stefani com voz triste.

— Eu não falei de shopping! Pode ser um restaurante, sei lá. Só quero te distrair. — Falou Ricardo, tropeçando nas palavras.

— Eu não quero me distrair. Tchau. — Desligou Stefani, voltando a se sentar aos pés da árvore.

Estela, que havia ficado observando, se sentou ao lado da filha com alguma dificuldade e falou:

— Eu não queria tá na sua pele… Mas você não pode ficar se culpando pra sempre. Nenhuma de vocês tava realmente preparada pra essa luta de vocês.

— A Tatiane era decidida. Ela tentou me deixar mais forte e foi ela que morreu por causa da minha fraqueza. — Reclamou Stefani.

— Eu acho que essa força que você diz veio do trauma de perder o filho. Isso mudou ela. Do mesmo jeito que a morte dela mudou você… Seu olhar tá diferente desde o velório. — Falou Estela, entre suspiros.

— Eu tô com raiva, de mim e do Ganu. — Falou Stefani, quase rosnando.

Estela suspirou e puxou a filha para o colo, falando:

— Toma cuidado com o que vai fazer com essa raiva… A culpa é de Ganu e não sua. Se tiver que ter raiva, tenha dele. Mas raiva nunca é uma coisa boa.

— O que eu tenho que sentir dele, pena? – Questionou Stefani, incrédula.

— Não sinta nada por ele. Se concentre no seu real objetivo, que acho que seja proteger as pessoas. — Falou Estela, passando a mão no cabelo da filha.

— Então, se eu tiver que mata o Ganu, eu não tenho que faze isso com raiva dele. Mas pra proteger as pessoas? – Questionou Stefani.

— Por mais que eu saiba que o fim do Ganu é a morte dele, você não precisa odiar ele. Eu não quero ver você se tornar um poço de ódio e amargura, você não é isso. – Disse Estela com lágrimas começando a escorrer de seus olhos.

A garota ficou aproveitando o colo da mãe e vários sentimentos foram tomando conta de seu peito, inclusive um que ela não tinha sentido desde o momento da morte da amiga: tristeza.

Quando a tristeza tomou conta de seu coração, ela chorou. Não de raiva, não de vergonha por ter fracassado, mas por ter perdido uma amiga, por saber que o sonhos de Tatiane haviam sido destruídos.

O mal estar foi tão grande que ela se levantou do colo de Estela chamando o grande raio e o disparou de volta para o céu.

Quando ela sentiu que ia apagar, São Nunca, Tatiane, Vagner e as outras mulheres mágicas vieram a sua mente. Ela conseguiu manter o foco e o raio por dez segundos, antes de cair exausta.

Estela agarrou a filha dizendo:

— Seu raio ficou mais brilhante!

— É… Acho que entendi o que eu tenho que fazer pra dominar ele. Obrigada, mamãe… – Disse a garota, caindo no sono.

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