Stefani ficou dormindo desde o sábado à tarde até o domingo de manhã, sem acordar sequer para ir ao banheiro ou beber água.
Quando ela levantou, por volta das dez da manhã, ela ainda se sentia cansada, mas ainda tinha seu treino em mente.
Sabendo o tempo que havia dormido, ela esperou o almoço e, assim que comeu, foi para o quintal dos fundos treinar o controle sobre o grande raio.
O céu de São Nunca continuava nublado, o que a garota julgava algo bom, pois seria mais fácil obter um raio vindo das nuvens sem que isso parecesse estranho.
Ela já teve experiências anteriores onde o céu estava aberto e ela invocou o raio, mas logicamente isso causava uma estranheza nas pessoas que viam.
Ela chamou o raio uma vez e o manteve por cerca de dez segundos. Chamou uma segunda e o tempo se repetiu. Chamou uma terceira, mas só sustentou o raio por seis segundos antes de cair exausta.
Na cabeça dela, se ela forçasse o treino naquele momento, ela estaria aumentando sua resistência à invocação do raio. Então o chamou por uma quarta vez, aplicando toda sua energia e o manteve por oito segundos, antes de desmaiar de exaustão.
Otávio, que observava tudo com apreensão, mas calado, pegou a filha no colo, levando-a para o quarto.
Depois que deixou a filha na cama, Otávio ligou para Tiago e explicou o que a filha estava fazendo.
O policial disse que avisaria a esposa, que certamente passaria a mensagem para as outras Mahou Tias.
Como esperado, Jessica passou a mensagem a diante.
Pâmela estava perdida entre sentimentos conflitantes. Por um lado, estava feliz pois ao contrário do que imaginava havia conseguido se casar. No entanto, a perda da amiga doía. Ela mantinha seus treinamentos, mas não tinha muita ideia do que fazer para se fortalecer.
Já Leidiane estava bastante abalada, apesar de não estar demonstrando na frente do irmão. Ela queria ser um pilar onde ele pudesse se apoiar.
Porém, enquanto estava sozinha ela sentia a tristeza corroer seu coração. O fato de Stefani, uma adolescente que se envolveu nisso por descuido dela, estar se martirizando só piorava a situação.
Vagner ainda estava hospedado na casa da irmã. Ele queria esperar ficar mais forte para voltar para casa, coisa que ele sabia que teria que fazer cedo ou tarde, mas esse momento podia esperar.
Viviane, por sua vez, havia recebido a notícia de que estava para ter alta. Isso podia acontecer a qualquer momento.
Viviane também sentia a morte de Tatiane, mas não era isso que martelava seu coração. Ela estava percebendo que São Nunca estava estranha. Não sabia dizer o que, mas tinha algo errado com a cidade.
As aves pareciam bastante assustadas e muitas delas pareciam fugir para as cidades vizinhas. No entanto, elas voltavam às vezes para saber se a situação da cidade havia mudado.
Na segunda, durante a aula, Stefani demonstrava uma expressão exausta. Seus colegas perguntaram o que aconteceu e ela explicou que não tinha conseguido dormir bem.
No entanto, Ricardo sabia que ela havia passado o sábado e o domingo treinando ou dormindo.
O rapaz se aproximou dela e disse em seu ouvido que ela não devia se esforçar tanto.
No entanto, ela o beijou dizendo que tinha que se esforçar para proteger a cidade e as pessoas que amava, incluindo ele.
Ricardo corou, se sentindo impotente. Estava fora do alcance dele lutar contra Ganu, tão pouco seus pais deixariam que ele fizesse como Augusto e comprasse uma arma.
Augusto aproveitava o tempo livre no mercadinho para pesquisar pacotes de viagem para uma lua de mel com Pâmela. No entanto, ele sabia que isso teria que esperar até que o luto passasse.
Ele já se sentia satisfeito por ter se casado com Pâmela. Sabia que agora a única preocupação era tratá-la bem e dar a ela o que não havia tido.
No entanto, a sombra das ameaças de Ganu o assustavam. Ele não podia impedir que a esposa lutasse, porém agora sempre mantinha a arma consigo, para caso estivesse perto poder ajudar no combate.