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Mahou Tias 105 - O Segundo Abate

27/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

No dia seguinte, Laura informou Viviane que havia se juntado a mais dois espíritos para buscarem por Ganu.

São Nunca continuava com o clima fechado, coberta por nuvens densas que iam escurecendo conforme os dias passavam.

A essa altura, não eram só Laura e Viviane que percebiam algo errado. Após almoçarem, Augusto e Pâmela estavam indo de carro ver um parque que estava sendo reformado, quando escutaram a meteorologista no rádio:

— Sabe, o clima no estado de São Paulo está estranho. Várias ondas de umidade estão se dirigindo até a região de São Nunca…

Augusto fechou a cara enquanto a mulher continuava falando e disse a Pâmela:

— Se até a meteorologista já sabe que tem algo errado acontecendo, eu fico com medo do que vai acontecer.

Pamela concordou, mas não falou nada.

A informação passada por Laura já havia sido transmitida a Vitório, que aparentemente não a havia liberado para a imprensa.

Augusto estacionou o carro e foi até o paquímetro colocar moedas, para não ser multado.

O parque era um lugar agradável para se fazer caminhadas, mas a prefeitura o estava reformando para construir um espaço que abrigaria lojinhas e restaurantes. Com isso, uma parte do parque estava sendo desmatada.

Augusto quis ir ver o lugar, pois estava pensando em abrir um restaurante, pelo qual Pâmela ficaria responsável.

Eles conversaram com um dos membros da construtora que fazia a obra, que mostrou o tamanho aproximado de cada espaço para os restaurantes.

Augusto ficou bastante satisfeito. Enquanto conversava com a esposa, resolveu que deveriam fazer uma caminhada para digerir o almoço.

No entanto, no meio da caminhada eles escutaram um estrondo e gritos. Eles se apressaram até o local do barulho e se depararam com Ganu fazendo as árvores destruírem a base das construções, enquanto atirava fogo nos operários.

Pâmela correu por entre um conjunto de árvores afastado do local da construção e se transformou, avisando as outras Mahou Tias do ocorrido.

Antes de voltar para o local da confusão ela escutou o som de tiros, se lembrando que o marido tinha uma arma.

Ela voou rapidamente até a construção, em tempo de ver Augusto se desviando de uma rajada de fogo enquanto fazia um disparo, do qual o índio também se desviou.

Adubo aproveitou a distração do oponente e se jogou contra ele, levando-o para o solo.

Em seguida se levantou e fez as árvores dispararem cipós que enrolaram os braços de Ganu.

O índio riu, incendiando os cipós enquanto os arrebentava. No entanto, ele foi surpreendido quando uma bala o atingiu na lateral do rosto.

Adubo não esperava por aquilo. Ela sabia que devia ter sido o marido e saiu correndo na direção de Ganu.

O índio voou, subindo bem para o alto, tentando se recuperar do susto. Ele sabia que, se não fosse sua resistência, teria morrido.

A mestra das plantas seguiu o oponente tentando agarrá-lo pelas pernas. Porém, ele percebeu e tentou chutá-la na cabeça.

Adubo se desviou, subindo com o joelho na direção dos testículos de Ganu, que percebeu e fechou as pernas, prendendo o joelho da mulher.

Os dois começaram a trocar socos no ar. No entanto, o índio acrescentava fogo e gelo a seus golpes, o que fez Adubo cair inconsciente.

Augusto viu a esposa caindo e foi tentar aparar a queda, sem sucesso, passando a atirar na direção de Ganu.

O índio se irritou com a audácia daquele homem e desceu, chutando-o com violência no rosto.

Augusto caiu, mas no meio da queda disparou na direção do índio que, pela proximidade, acabou se ferindo.

Ganu se irritou. Até aquele momento as armas dos homens das cidades não o haviam ferido, mas este velho havia conseguido feri-lo seriamente no peito.

Ganu sentia dor enquanto respirava e decidiu que teria que fugir mais uma vez.

Humilhado, ele chutou a mão do velho, fazendo-o derrubar a arma. Em seguida, agarrou-o pela gola da blusa, sacando uma faca e cortando sua garganta.

Ele pensou em matar a mulher, mas um raio caiu aos seus pés e percebeu que era melhor ir.

Ele foi para o alto, se escondendo entre as nuvens.

Jat e Wind foram atrás dele, porém ouviram Faísca berrar e foram ajudá-la.

Quando as duas chegaram perto, viram Adubo desmaiada e a garota gritando pelo avô, que espirrava sangue pela garganta.

Wind, horrorizada foi tentar ajudar, mas o homem havia perdido muito sangue.

Um dos operários se aproximou com o celular na mão, já ligando para a emergência.

Wind tentava estancar o sangue, mas não tinha êxito.

Faísca e Adubo, que já havia acordado, se abraçavam, enquanto Jat as tentava consolar.

Quando a SAMU chegou, Augusto já não espirrava mais sangue da garganta e os socorristas constataram sua morte.

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