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Mahou Tias 108 - Lidando Com A Nova Realidade

28/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

Após o enterro de Augusto, Pâmela foi levada para casa junto dos pais adotivos.

Porém, destruída pelas revelações, não tinha forças para fazer nada além de tomar um banho, na esperança de lavar o pecado que havia feito com o pai.

A mulher pediu para Cleide e Astolfo trocarem de quarto com ela, pois seria duro dormir ou tentar descansar na cama que havia dividido com o pai.

Entendendo a situação da filha, o casal aceitou. Pâmela foi dormir no quarto deles.

Astolfo e Cleide ainda não acreditavam na generosidade de Estela. Queriam conversar com ela em um momento mais tranquilo, para confirmar a decisão.

Já em casa, Viviane contou a história para os pais, que compararam a situação a um roteiro de novela.

Em seu quarto, a garota pegava o caderno de Ricardo para começar a colocar a matéria da escola em dia.

Ela lembrou do momento em que seus pais lhe contaram sobre sexo e como ela devia ter controle sobre seus desejos.

Esse também foi o dia onde seus pais impuseram a regra de que jamais deveria haver relação sexual entre ela e algum deles. Segundo eles, existia um limite para quem devia ser parceiro ou parceira sexual.

A garota ficou relembrando a reação final de Estela, ficando emocionada, já que a mãe de Stefani havia mostrado muito caráter ao relevar a situação, aceitando a irmã e seus pais adotivos.

Stefani havia lhe contado que a mãe havia tido dificuldades para aceitar Pâmela, o que só fez a garota admirar mais Estela.

Ao chegarem em casa, Estela aparentava uma calma que estava assustando Otávio e Stefani.

Enquanto a filha foi tomar um banho, Otávio abraçou a esposa dizendo:

— Foi muito bonito o que você fez, mas você tem certeza da decisão?

Estela, com a cabeça apoiada no peito do marido, respondeu:

— Sim, eu não posso deixar a minha irmã desamparada… Meu pai fez o que fez para dar a ela o direito à herança sem expor minha mãe. E também não dá pra negar que o Astolfo e a Cleide são parte da família agora.

Otávio continuou segurando a esposa entre os braços, revelando sua preocupação com ela, que respondeu:

— Tem muita coisa passando na minha cabeça. Eu não quero ficar chorando pela morte dele, eu quero continuar a fazer o que ele propôs. Você não sabe o quanto eu xinguei e desprezei ele em pensamento. E agora eu descubro que tudo tinha um objetivo maior…

— A culpa não é sua. — Falou Otávio.

— Eu sei, mas esse sentimento não me larga. Então eu tenho que me esforçar pra manter o legado do meu pai. Proteger a minha mãe e minha irmã.

Otávio beijou a testa da esposa e subiu até o quarto para se trocar, deixando Estela sozinha na sala.

A mulher ficou no sofá, sentada, rezando pela alma do pai e, ao mesmo tempo, tentando descobrir qual era o próximo passo.

De pé na sala estavam Laura e Augusto, sem se revelarem para Estela.

Laura sorriu para o homem, falando:

— Ela tá rezando pela alma do senhor. Mal sabe ela que você já foi perdoado e tá comigo, pra sua purificação.

— Pelo jeito você não vai contar pra ela. — Questionou o homem.

— Quando for para contar, vou fazer através da Viviane. No momento, é bom deixar cada um curtir a sua dor. Isso faz parte. Se eu revelar que você está bem, o aprendizado delas pode ser freado.

Augusto deu de ombros e continuou observando a filha.

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