Já havia passado da meia noite quando Viviane foi dormir. Ela teve dificuldades para pegar no sono, porque toda a situação com Estela e Pâmela no dia anterior não lhe saía da cabeça.
Para desviar o pensamento para algo mais relaxante, a garota resolveu se masturbar.
Depois de algum tempo, com o corpo mais relaxado, o sono foi chegando.
Viviane não sabia dizer o porquê, mas ela realmente tinha ficado impressionada com a revelação da avó de Stefani.
Se entregando ao sono, Viviane voltou a ver São Nunca envolta em escuridão. No entanto, havia algo mais.
Parecia que água caía do céu com uma força sem igual e em uma abundância sem precedentes.
Ela ouviu gritos, som de coisas quebrando e, sem aguentar mais, acabou acordando.
A garota estava com o coração acelerado. Olhando o relógio do celular, viu que já passava das cinco da manhã.
Foi até a cozinha beber água enquanto chamava por Laura.
O espírito da mulher apareceu, perguntando o que havia acontecido.
Viviane relatou as novas percepções a respeito do sonho.
Laura colocou a mão no queixo, questionando:
— Você se esforçou pra ver esses detalhes?
— Não, eles simplesmente vieram. — Respondeu Viviane.
— Isso é um mau sinal… Quando uma visão se apresenta com mais detalhes por si só, é que ela tá pra acontecer. — Explicou Laura.
A garota agarrou os cabelos, puxando-os como se os quisesse arrancar da cabeça.
Voltando para o quarto, pegou o celular e explicou o sonho para as Mahou Tias por mensagem de voz.
Ela nem se preocupou em usar o comunicador. Como a polícia já sabia da identidade das outras, não fazia sentido tanta cautela.
Meia hora depois, sem obter resposta e sem condições de dormir, ligou para Leidiane, acordando-a, explicando o sonho e o alerta de Laura.
Leidiane pediu para Viviane acordar Stefani, enquanto ela acordaria Jessica. A mulher ainda pediu para deixar Pâmela de fora, por causa das descobertas do dia anterior.
Viviane teve que ligar para a casa de Stefani para acordá-la.
No fim, às sete da manhã, estava todo mundo na casa de Leidi. Stefani, os pais, Jessica e Tiago, Vagner, Mário, Ricardo e os pais, Viviane e os pais, até Pâmela com os pais adotivos havia comparecido.
Leidiane disse que queria deixar Pâmela fora disso, mas a mulher falou:
— Se eu não fizee algo de bom, vou enlouquecer! Não paro de pensar no que descobri. Vou ajudar.
Cada um dava uma ideia do que estava para acontecer. Uns interpretavam o sonho como algo simbólico, outros ao pé da letra.
Então, Vagner bateu na mesa e falou:
— Esse sonho é bem claro! O desgraçado tem duas frutas de água, ele vai criar uma chuva que vai destruir a cidade.
Ninguém achava a ideia de Vagner ruim. Pelo contrário, eles tinham medo dela, porque sem o paradeiro de Ganu não podiam fazer nada para impedir.
Tiago resolveu avisar Vitório, pois era a possibilidade mais clara que tinham.
O comandante agradeceu a informação e disse que estudaria se a divulgaria para a imprensa.
A decisão de divulgar a informação não era unânime. Vagner, Tiago e Mário temiam que as pessoas entrassem em pânico, fugindo para as cidades vizinhas.
Eles diziam que as pessoas com mais posses teriam condições de ficar em hotéis ou algo do tipo. Mas os mais carentes provavelmente não teriam pra onde ir e acabariam ficando na rua, vítimas de bandidos e aproveitadores.
Porém, eles foram vencidos pela maioria que julgou melhor divulgar a informação, dando a chance para que cada um buscasse refúgio.
Todos estavam tomando a explicação de Vagner como certa. Começaram a esperar a resposta de Vitório.
Cerca de duas horas depois, as rádios, TVs e jornais on-line já divulgavam que uma das integrantes das Mahou Tias havia tido uma visão que indicava que a cidade seria destruída por uma chuva extremamente forte, sem precedentes históricos, e que cada um devia fazer o que achasse melhor.
Stefani, Leidiane, Jessica e Pâmela se transformaram, saindo para patrulhar a cidade, na esperança de encontrar o índio.