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Mahou Tias 115 - Faísca VS Ganu

29/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

A chuva parecia ter se amansado um pouco. Aparentemente, sem a concentração de Ganu, ela perdia parte da violência.

Mesmo assim, a tempestade não dava trégua. A água continuava caindo, o vento soprando e os raios fazendo barulho e iluminando a escuridão.

Faísca e Ganu estavam parados, olhando um nos olhos do outro, tentando encontrar uma brecha para enganar o oponente.

A garota estava rindo por dentro. Havia obtido seus poderes por acidente. Agora, cabia a ela dar cabo da batalha final.

A jovem sentia que estava sendo observada. Olhou em volta procurando alguém, sem encontrar.

Ganu aproveitou a brecha, disparando uma forte rajada de fogo.

Porém, a intensidade da água fez com que as chamas chegassem bem fracas ao corpo da garota, que apagou o fogo da roupa com facilidade.

O índio se irritou e começou a correr na direção da garota.

Ele espalhava água enquanto corria, pois o escoamento da cobertura não estava dando conta de dar vazão a tanta água, deixando o lugar com alguns centímetros de água.

Faísca correu de costas, se afastando dele, fazendo uma curva para não ficar prensada no para peito.

Ganu disparou uma rajada d’agua, da qual a garota se esquivou, saltando para o lado.

Em seguida, levantando o braço esquerdo, a jovem disparou um raio comum, para ver qual seria o efeito com tanta água ao redor.

O índio foi atingido, por pouco, no braço esquerdo.

Mas foi o suficiente para empurrá-lo para o chão.

A garota chamou o grande raio, disparando-o no oponente caído.

Porém Ganu rolou para o lado, fazendo com que o raio atingisse a água.

Ganu foi arremessado na direção de um dos suportes metálicos, que sustentava a caixa d’agua.

Faísca foi arremessada para o alto, caindo deitada na água.

Ela não esperava que seu próprio raio fosse afetá-la, mesmo que ele se espalhasse pela água.

A garota se levantou rapidamente, em tempo de ver o índio se aproximando e começar a se afastar dele.

Algumas das feridas de Ganu haviam voltado a sangrar. O índio estava com uma expressão raivosa no rosto.

Vendo que a jovem estava dançando para se desviar dele, Ganu disparou uma rajada de vento no solo, fazendo Faísca cair.

Em seguida fez a força das gotas d’agua aumentarem, para machucar a garota.

Quando sentiu as gotas mais violentas do que nunca, Faísca se virou de costas para proteger o rosto, se levantando e correndo de costas para o adversário.

Ganu devia estar usando o vento para congelar as gotas, pois além das pancadas ela sentia suas costas sendo cortadas por pequenas lâminas.

Faísca sabia que correr de costas era um erro. Então, se virando, colocou os braços na frente do rosto e correu na direção de onde vinham as gotas cortantes.

Ganu foi pego de surpresa. Ele não esperava uma atitude dessas vinda de uma garota que não havia aprendido a caçar e lutar.

O índio aumentou a intensidade das gotas cortantes, abrindo severos cortes nos braços e em partes do rosto da garota, que não estavam protegidas pelos braços.

No entanto, ela não parou, colidindo com Ganu.

Assim que se chocaram, ela chamou o grande raio, disparando-o no peito do homem, que foi arremessado, batendo as costas em oura viga de sustentação da caixa d’agua.

Ela respirou, tentando superar a dor dos cortes, enquanto Ganu recuperava o fôlego e se recompunha.

Faísca percebeu que ele se levantava e voltou a correr na direção dele.

Porém, Ganu rapidamente sacou uma faca da cintura e desferiu um ataque contra a garota.

Ela não parou de correr, mas usou o braço esquerdo para se proteger.

A faca, em vez de atingir o peito da garota, atingiu seu antebraço esquerdo.

Ela gritou de dor. Em vez de recuar, deu um tapa com a mão espalmada no peito do índio, invocando e sustentando o grande raio.

A eletricidade se espalhou pelo corpo do homem, voltando para Faísca através da faca.

Dessa vez, a eletricidade não a afetava.

Ganu começou a tremer descontroladamente, mas usando suas últimas forças, com uma mão começou a socar a cabeça da garota. Com a outra, fazia chamas queimarem o rosto dela.

Os dez segundos haviam se passado e o índio ainda não havia caído. A garota começou a sentir uma dormência pelo corpo, além das dores das queimaduras e dos socos que fraturavam seu crânio.

Mais quinze segundos se passaram e Faísca também começou a sofrer os efeitos colaterais do raio.

O pegador de plástico da faca havia derretido na mão de Ganu. Agora, o metal da lâmina já brilhava, vermelho.

A visão de Faísca começou a escurecer.

Ganu começou a gritar de dor e agonia.

A garota colocou mais força, aumentando a intensidade do grande raio. Sua visão continuava escurecendo e uma dormência tomava todo o seu corpo.

Com suas forças finais, Ganu envolveu a mão com vento e água, congelando-a. Em seguida, arrebentou o gelo na cabeça da garota, que ficou sem fôlego.

A dormência no corpo fez com que Faísca parasse de sentir as dores dos efeitos colaterais do raio.

Além de a visão estar bem escura, o som parecia abafado.

Como Ganu não caía, Faísca usou seus últimos segundos de consciência para aumentar ainda mais a força do raio.

Ganu e Faísca berravam descontroladamente. Seus corpos ferviam e queimavam, com bolhas surgindo em suas peles.

Então, a voz de Ganu silenciou e uma, duas, três, quatro, cinco, seis frutas caíram de seu peito.

O corpo do homem amoleceu e foi escorregando até o chão.

Faísca sabia que podia parar, mas não conseguia. Ela se sentia leve, as dores do corpo haviam desaparecido, ela não via e não escutava mais nada.

Ela tinha consciência de que havia arrebentado os próprios limites para vencer Ganu. Havia conseguido.

Então a dormência sumiu, tudo ficou brilhante e algo se rompeu.

Faísca estava ajoelhada no chão, com o corpo de Ganu sentado à sua frente.

O tronco da garota se inclinou para frente e depois tombou para o lado. Uma fruta caiu de seu peito e sua aparência voltou à forma civil, com as roupas intactas que vestia antes de se transformar, manchadas com o sangue das feridas.

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