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Mahou Tias 116 - Uma Verdade Dolorosa

29/03/2025
Por Danilo Sanches Ferrari

Assim que Faísca saiu, Estela e Otávio se juntaram a Cleide nas orações.

Viviane perguntou a Mário qual seria o ponto da casa que daria mais ângulo de visão para o Terra do Nunca.

O homem pensou um pouco, mas quem respondeu foi Jat. Ela disse que o quarto onde estava antes dava um ângulo de visão ruim, mas dava.

A garota agradeceu e subiu até o local.

A chuva entrava pela janela, molhando todo o quarto. A água já vazava para o corredor de acesso e escorria pela escada.

Viviane amontoou o vidro quebrado em um canto, com os pés. Ficou procurando um ângulo para observar.

Ela conseguiu achar um canto onde, segundo os próprios cálculos e as instruções de Jat, daria para ver o shopping, se não estivesse tão escuro.

Espremida em um canto onde a parede da janela se encontrava com uma parede lateral, ela ficou observando, na esperança de ver pelo menos o grande raio da amiga.

Instantes depois, Viviane ouviu um pequeno tumulto, com os médicos dizendo que havia acabado a cirurgia de Adubo.

Então, ela passou a escutar um constante vai e vem no corredor. Ela não sabia quem estava andando. Estava vidrada na escuridão, tentando aguçar seus sentidos, para sentir qualquer alteração energética.De onde estava, a garota não recebia o impacto direto da chuva, mas estava ficando toda molhada por causa dos respingos.

Alguns minutos se passaram. Surpresa, Viviane notou que a potência da chuva havia diminuído.

Colocando a mão para fora da janela, percebeu que a água já não machucava tanto.

Sem saber o que aquilo significava, a jovem fechou os olhos, tentando sentir algo, sem sucesso.

Ela praguejou pelo fato de Laura estar sumida, sem se dar conta que Vagner estava encostado no batente da porta observando.

Tentando forçar a concentração, a garota acabou sentindo cinco presenças familiares vindo da direção para onde olhava:

— Ah espíritos desgraçados! Ajudar a gente não quiseram, mas assistir a luta de camarote vocês querem! Vão se foder todos!

— Os espíritos da natureza tão lá? — Questionou Vagner, fazendo a garota pular de susto.

A jovem acenou positivamente com a cabeça e voltou a se concentrar.

Tanto ela quanto Vagner estavam calados. Viviane observava além da janela.

Então a garota pôde ver um clarão rasgando o céu de cima a baixo e desaparecendo.

Ela sabia que não era um raio comum. Ela sentiu um forte calor vindo dele, o mesmo tipo de calor que a guiou até Ganu. Mas este era um calor familiar, que inspirava confiança.

Mais alguns instantes se passaram e novamente o céu foi cortado pelo clarão, mas desta vez o raio não cessou. Ele se mantinha, firme e brilhante.

Viviane começou a contar os segundos. Assim que o dez segundos se passaram e o raio não parou, uma sensação de apreensão tomou conta de si.

O calor de Faísca estava cada vez mais forte, conforme o grande raio se sustentava, mais calor a guerreira emitia.

Mais de vinte segundos haviam se passado. Viviane tremia de apreensão.

Então ela sentiu algo, como se fosse o calor do índio esfriando e se despedindo.

Ela se sentiu aliviada, mas esse sentimento durou pouco, pois o grande raio não desapareceu.

Passaram-se mais alguns segundos até que o grande raio sumisse. Instantes depois o calor da amiga se despediu da mesma forma que o de Ganu.

Viviane começou a andar desesperada pelo quarto, sem prestar atenção na chuva, que agora estava descontrolada, sem rítmo, como se tivesse perdido algo. Assim como Viviane.

Vagner correu até a garota, segurando-a pelos ombros, perguntando o que havia acontecido.

A garota não dava uma resposta direta, apenas repetia “não”.

Então a voz de Laura veio aos ouvidos de Viviane, dizendo:

— A Stefani venceu! Só que, em vez de seis, vocês têm que vir buscar sete frutas.

— Sete… — Suspirou Viviane.

— Infelizmente. Você percebeu o que aconteceu… Stefani pereceu na batalha. — Explicou Laura.

Viviane gritou com todas as suas forças, se jogando nos braços de Vagner.

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